Saiba como fazer um laudo médico de acordo com a RESOLUÇÃO CFM nº 1.658/2002. Tire todas as suas dúvidas e crie um laudo médico de confiança!
- “Doutor, preciso de um atestado médico para meu filho jogar futebol.”
- “Doutor o convênio está pedindo um laudo médico para liberar minha viagem.”
Perguntas como essas acima ou similares com certeza vão fazer parte da sua prática médica. Por isso, é importante que você saiba exatamente o que é um laudo médico e como elaborá-lo.
Mas, antes de mais nada, o que é o laudo? O laudo médico é um documento assinado por um especialista que traz o resultado de um exame. O documento conta com informações sobre o paciente, sobre o médico responsável, o local onde o exame foi feito, a conduta adotada e as conclusões.
Vale ressaltar que a emissão de laudo é uma das principais atividades de clínicas e hospitais que atuam com a realização de exames. Vamos saber mais sobre o assunto?
Atestado médico e laudo médico são as mesmas coisas?
Em uma busca no dicionário Michaelis, pode-se encontrar:
“Laudo é um texto contendo um parecer técnico”.
Em termos gerais, um laudo médico nada mais é do que um documento no qual consta o resultado de um exame médico, com a devida conclusão. Isso significa dizer que tem a interpretação do profissional operador do exame.
Sabemos que o atestado médico serve para provar que o paciente esteve na determinada consulta ou exame. O laudo médico, evidenciando os achados e justificando alguma doença, se associaria a esse para que, juntos, agreguem valor ao documento do solicitante.
Importante ressaltar dois pontos, primeiro, pela ética médica, é direito do trabalhador que não apareça o nome da doença. Embora seja permitido que o Código Internacional de Doenças (CID) conste, pois, o possível médico da empresa pode solicitar acompanhamento da recuperação do trabalhador.
Segundo, é direito inalienável, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), que o paciente solicite um atestado.
Como fazer um laudo médico de confiança?
Segundo o Código de Ética Médica, Capítulo III – Artigo 11,
“é vedado ao médico receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos”.
A RESOLUÇÃO CFM n. º 1.658/2002 rege os atestados e laudos médicos. Dessa forma, no que concerne ao médico:
- Deve identificar-se como emissor, mediante assinatura e número do registro no CRM;
- Registrar os dados de maneira legível;
- Preencher o diagnóstico;
- Discorrer a conduta terapêutica;
- Relatar as consequências à saúde do paciente e provável tempo de repouso estimado necessário para a sua recuperação.
Em um laudo médico, deve-se buscar sempre elementos que permitam uma conclusão justa. Elementos probatórios e imparciais, pois esses irão ser usados como provas em processos para reconhecimento de direitos (Almeida, 2011).
Como fazer um laudo médico: dúvidas na rotina do consultório
Quais as situações mais comuns?
É comum, na prática diária, aparecer pacientes que buscam:
- um benefício previdenciário,
- apenas um documento que comprove a sua saúde para iniciar atividades físicas, ou
- pais que precisam de atestado para que seus filhos possam praticar esportes.
O médico deve ter total atenção para que nenhum sinal passe desapercebido e venha a comprometer seu laudo.
O que o médico não pode esquecer na elaboração do laudo?
Ao discorrer, é de suma importância que contenha todos os achados encontrados na realização do exame, bem como os dados do paciente, de forma técnica. Na conclusão, pode-se adicionar termos do dialeto comum, junto ao parecer técnico do médico.
O que fazer em caso de erro na elaboração?
Caso algo tenha sido escrito errado, é recomendado que não rasure, pois pode retirar a validade do laudo, sendo necessário, assim, escrever uma corretiva que expresse o que fora escrito errado, ou inutilizar aquela via e reiniciar outra.
Autor: Gibson Barros de Almeida – Estudante de medicina – colunista sanar