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Diagnóstico da Cetoacidose Diabética: como deve ser feita?

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A cetoacidose diabética é uma das complicações agudas do diabetes e ocorre mais frequentemente em pacientes com diabetes tipo 1. Contudo, ela pode ocorrer também em pacientes com diabetes tipo 2.

Trata-se de um caso grave de emergência médica e potencialmente mortal, sendo essencial que o médico esteja preparado para diagnosticar e tratar adequadamente.

Veja, abaixo, quais são as principais características da cetoacidose diabética e como diagnosticá-la.

Conceitos Iniciais

Níveis glicêmicos > 250mg/dL
A deficiência insulínica intensa gera a hiperglicemia e a cetonemia, que, por sua vez, gera a acidose metabólica
Mais frequentemente associada com DM1
Ocorre mais frequentemente em indivíduos jovens

Principais Causas

Causa mais prevalente: Infecções (principalmente de foco pulmonar, urinário e gastrintestinal)
Tratamento inadequado da Diabetes Mellitus
Abuso de bebidas alcoólicas
Pancreatite aguda
Distúrbios vasculares (IAM, AVC)
Uso de corticoide
Trauma
Uso de inibidores da SGLT2 como dapagliflozina, empagliflozina e canagloflozina (atentar para possível CAD euglicêmico, com glicemia < 250)

Achados Clínicos

4P’s: Poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso
Náuseas, vômitos
Sonolência, torpor, coma
Ocorre mais frequentemente em indivíduos mais velhos (> 65 anos)
Evolução rápida (horas)
Taquipneia (respiração de Kussmaul: inspiração ruidosa → apneia em inspiração → expiração ruidosa → apneia em expiração)
Hálito cetônico
Dor abdominal (podendo simular um quadro de abdome agudo)

Diagnóstico

Hiperglicemia (> 250mg/dL)
Acidose metabólica com ânion gap aumentado (habitualmente sem lactato elevado)
pH arterial < 7,3 + HCO3 < 18

Parâmetros

Parâmetro Leve Moderada Grave
Glicemia >250mg/dL >250mg/dL >250mg/dL
pH arterial 7,25 – 7,30 7,0 – 7,24 <7,0
HCO3- 15 – 18 10 – 14,9 <10
Cetonúria Positiva Positiva Positiva
Cetonemia Positiva Positiva Positiva
Osm. efetiva Variável
(em geral < 320mOsm)
Variável
(em geral < 320mOsm)
Variável
(em geral < 320mOsm)
Ânion-gap >10 >12 >12
Consciência Alerta Sonolento Estupor/Coma

Avaliação Complementar

Hemograma Leucocitose ± desvio à esquerda (se > 25000 com > 10% de bastões suspeitar de infecção)
Ureia e creatinina Elevações agudas, na maioria das vezes por conta de hipovolemia
Sódio Hiponatremia (lembrar de corrigir os valores de sódio pela glicemia)
Potássio Normal ou Hipercalemia
Fósforo Hiperfosfatemia
Amilase e lipase Podem estar elevadas na CAD e estão habitualmente normais no EHH
Lipidograma Elevação dos níveis de colesterol e triglicérides

Agora que você já sabe como diagnosticar a cetoacidose diabética, confira como tratá-la no fluxograma de conduta da cetoacidose diabética.

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