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Medicina do Sono: Como a Inteligência Artificial está ajudando? | Colunistas

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A qualidade do sono tem influência na vida diária, no bem-estar mental e social do indivíduo. Estudos permitem afirmar que este não é apenas um momento de descanso para o cérebro, mas também um estado ativo, complexo e mutável sobre o funcionamento do corpo e da mente. O sono é a suspensão prontamente reversível da interação sensório-motora com o ambiente, geralmente associada à posição reclinada e à imobilidade.

Caracteriza-se por um estado fisiológico cíclico no ser humano composto por 5 estágios fundamentais que se diferenciam de acordo com o padrão do eletroencefalograma (EEG) e a presença ou ausência de movimentos oculares rápidos (rapid eye movements ou REM), além de mudanças em diversas outras variáveis fisiológicas, como o tônus muscular e o padrão cardiorrespiratório.

O conhecimento
dos aspectos fisiológicos e das variações patológicas desse ciclo complexo
compõe a Medicina do Sono, definida como especialidade médica que lida com o
diagnóstico e o tratamento de transtornos do sono-vigília e suas causas. Transtornos
do sono-vigília, nesse viés, se referem ao esquema ou padrão vigília-sono
associados com o ritmo circadiano, que afeta a duração, o horário e/ou a
rigidez do ciclo sono-vigília relativos ao ciclo dia/noite.

Já a Inteligência Artificial, segundo os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), é definida como teoria e desenvolvimento de sistemas de computação que realizam tarefas que, normalmente, exigiriam a inteligência humana.

Tais tarefas podem incluir reconhecimento de fala, aprendizagem, percepção visual, computação matemática, raciocínio, resolução de problemas, tomada de decisões e tradução de idioma.

Tem como sinônimos aquisição de conhecimento (computador), inteligência de máquina, raciocínio automático, raciocínio computacional, representação de conhecimento (computador), sistemas de visão artificial e sistemas de visão computacional. Tendo em vista esse cenário, a Inteligência Artificial poderia ajudar a Medicina do Sono de diversas formas, dentre elas:

1. Uso de um Chatterbot para o auxílio à informações sobre distúrbios do sono

Bot é um tipo de ferramenta de software inteligente utilizado com a finalidade de buscar dados. Pode ser entendido como um agente que interage com um usuário ou sistema que, após informar um tema, é responsável por trazer respostas.

Uma das principais atividades dos bots é a conversação, sendo estes conhecidos como chatterbots ou chatbots. Nesse viés, Richard S. Wallace, em 1995, criou o Artificial Linguistic Internet Computer Entity (A.L.I.C.E.), que, atualmente, tem sido pensada e desenvolvida em um projeto como tecnologia útil para a tirada de dúvidas de pacientes sobre distúrbios do sono.

2. Uso de Inteligência Artificial para detectar apneia obstrutiva do sono

Um estudo conduzido pelo Dr. Joachim Behar, membro da Faculdade de Engenharia Biomédica do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), testou e publicou na revista científica EclilicalMedicine o uso da tecnologia de Inteligência Artificial para receber os dados do paciente e diferenciar os indivíduos que sofrem de apneia obstrutiva do sono dos que não possuem tal comorbidade.

O diagnóstico foi feito com base na integração de biomarcadores obtidos nos pacientes, que incluem saturação de oxigênio (oximetria de pulso) durante o sono, informações demográficas (peso, idade e altura), informações antropométricas (como dimensão do pescoço). Esse modelo é chamado de OxyDOSA. No estudo, o sistema conseguiu identificar com sucesso todos os casos clínicos importantes de apneia obstrutiva do sono média ou grave.

Isso significa que o modelo desenvolvido é uma ferramenta confiável e eficaz para identificar essa doença em grandes populações. No futuro, há a expectativa do desenvolvimento de uma aplicação móvel adequada que tornará possível para qualquer pessoa com um relógio ou pulseira inteligente que inclua um oxímetro realizar um autoexame preciso para a apneia obstrutiva do sono.

3. Uso de dispositivo com sensores e IA para detectar problemas

Pesquisadores do MIT em conjunto com especialistas da Divisão de Medicina do Sono do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, criaram uma inteligência artificial capaz de analisar sinais específicos que são liberados durante o sono, tornando possível identificar quando a pessoa está sonhando ou passando por problemas enquanto dorme.

O sensor funciona enviando sinais RF de baixo nível, que detectam os movimentos do corpo do indivíduo e os analisa através de algoritmos. A Inteligência Artificial, nesse caso, é utilizada para reunir as informações coletadas e fazer o diagnóstico.

A expectativa é que sejam analisados os ciclos de sono dos pacientes em casa, ao invés destes serem submetidos a hospitais para tais procedimentos. Desse modo, os dados são mais fidedignos à realidade do indivíduo, que realiza o exame em seu ambiente natural, com sua cama e as coisas com as quais está acostumado.

Autora: Juliana Aguiar, Estudante de Medicina

Instagram:
@julianaaguiiar

E-mail:
juh_m_a@hotmail.com

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