Entenda neste artigo tudo que você precisa saber sobre claustrofobia, incluindo causas, sintomas e até mesmo como ajudar a superar o medo.
Sentir-se confortável em espaços fechados é mais comum do que se imagina. No entanto, para algumas pessoas essa sensação está além dos simples incômodos e pode desencadear reações intensas, dificultando atividades rotineiras, como não só usar elevadores, mas também realizar exames médicos ou até viagens de avião.
Desse modo, a claustrofobia pode impactar significativamente a qualidade de vida, levando muitos pacientes a evitar situações que despertem esse medo.
Para médicos, compreender os fatores envolvidos nesse transtorno é essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. Assim, o objetivo deste artigo é explorar as possíveis causas, os principais sintomas e as estratégias disponíveis para ajudar os pacientes a lidar com essa condição.
O que é claustrofobia?
A claustrofobia se caracteriza por um medo e desconforto que é gerado ao estar em locais fechados ou que possuem sensação de confinamento.
É comum que ao lidar com pacientes com essa condição, gere uma determinada dúvida, afinal, não é do agrado das pessoas estar em lugares pequenos e fechados. No entanto, pessoas que possuem essas condições não só reagem com desconforto, como também possuem respostas físicas e psicológicas.
Assim, a claustrofobia é causada por uma ativação de regiões específicas do cérebro e, desse modo, é possível identificar uma pessoa que sofre com crises.
Obs: Claustro significa fechado.
Na sociedade
De acordo com a National Library of Medicine, uma média de 12% da população mundial possui esse medo. Além disso, entre essa porcentagem, a maioria é do gênero feminino.
Quais são as causas?
As causas da claustrofobia podem ser diversas. Assim, é possível que essa condição venha devido a possíveis
- Traumas: traumas voltados a confinamento na infância e até mesmo sequestros podem desencadear esse medo;
- Genética: pacientes que possuem um histórico familiar com condições voltadas a diferentes transtornos de ansiedade, possuem mais chances de desenvolver transtornos semelhantes, inclusive a claustrofobia.
- Influência familiar: é possível que algum parente eduque o paciente a ser fóbico. Um exemplo: se um pai evita estar em trens e quando precisa estar passa pela crise, a tendência é transmitir essa angústia para o filho.
Além disso, é importante compreender o papel da amígdala que possui uma potencialização diminuída na sensibilização ao medo. Para compreender melhor, a habituação é considerada uma reação reduzida de uma pessoa em relação a estímulos repetidos.
Desse modo, o gene GPM6A está ligada ao cromossomo 4q32-q34, região que está associada ao transtorno do pânico. Já o gene, que está associado ao expresso da amígdala e ao sistema nervoso central, codifica uma proteína neuronal regulada pelo estresse no cromossomo. Assim, alguns sintomas são gerados.
Sintomas da claustrofobia
A claustrfobia pode variar de pessoa para pessoa e pode variar a ambientes. No entanto, as respostas sempre são muito intensas. Assim, algumas reações que podem ser identificadas no momento de crise são:
- Falta de ar;
- Suor excessivo;
- Tremores;
- Boca seca;
- Formigamento;
- Tontura;
- Fraqueza;
- Náuseas; e
- Batimentos cardíacos acelerados.
Lugares possíveis de gerar gatilhos
Alguns lugares e situações que podem influenciar nas crises, como:
- Túneis;
- Elevadores;
- Trens;
- Aviões;
- Cavernas;
- Carros;
- Casas;
- Máquina de ressonância magnética.
Diagnóstico
O tratamento é fundamental para que o paciente tenha uma vida funcional e realize atividades do cotidiano sem tanta dificuldade.
Dessa forma, é fundamental entender as particularidades do paciente. Para isso, algumas perguntas que podem ser feitas ao paciente são:
- Seu medo está presente há quanto tempo?
- Qual o impacto desse medo nas suas atividades cotidianas?
- Seu medo é em um lugar ou objeto específico?
Assim, psicólogos e psiquiatras realizam o diagnóstico, avaliando a situação e histórico clínico.
Como tratar a claustrofobia?
Existem diversas formas de tratamento voltadas para diferentes tipos de pacientes. Algumas delas são:
- Terapia de exposição: durante esse tratamento, o paciente é exposto a sua situação de medo com o objetivo de dessensibilização. Isso pode ocorrer desde enfrentar a fobia de modo real, até a vivenciar em uma realidade virtual.
- Terapia cognitivo comportamental (TCC): conhecida como terapia da fala, o paciente vai focar em reconhecer, reavaliar e mudar comportamento.
Além disso, o tratamento pode incluir alguns remédios. Médicos costumam prescrever Benzodiazepínicos e Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina.
O papel do médico no manejo da claustrofobia
O médico possui um papel fundamental na compreensão completa da situação do paciente, desde o diagnóstico ao tratamento.
Assim, o foco principal é condicionar o paciente para retomar as atividades do dia a dia que a fobia prejudica.
Então, além de identificar e tratar, o médico possui a responsabilidade de orientar o paciente a:
- conversar sobre o medo;
- ensinar técnicas para relaxar;
- cuidar de si;
- buscar grupos de apoio.
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