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CID Z90: Ausência adquirida de órgãos não classificados em outra parte

Z900
Ausência adquirida de parte da cabeça e do pescoço
Z901
Ausência adquirida da(s) mama(s)
Z902
Ausência adquirida [de parte] do pulmão
Z903
Ausência adquirida de parte do estômago
Z904
Ausência adquirida de outras partes do trato digestivo
Z905
Ausência adquirida do rim
Z906
Ausência adquirida de outras partes do trato urinário
Z907
Ausência adquirida de órgão(s) genital(is)
Z908
Ausência adquirida de outros órgãos

Mais informações sobre o tema:

Definição

A ausência adquirida de órgãos refere-se à perda de um órgão ou parte dele devido a causas externas, como intervenções cirúrgicas (ex.: ressecções), trauma, doenças destrutivas ou outros processos patológicos, resultando em alterações anatômicas e funcionais permanentes. Esta condição é classificada no Capítulo XXI da CID-10 (Fatores que influenciam o estado de saúde e contato com serviços de saúde), especificamente no grupo de 'Pessoas com potencial risco à saúde relacionados a circunstâncias pessoais e história familiar'. A ausência adquirida pode impactar significativamente a qualidade de vida, exigindo adaptações fisiológicas e, em muitos casos, intervenções de reabilitação ou suporte clínico contínuo. Epidemiologicamente, é mais comum em populações submetidas a procedimentos cirúrgicos eletivos ou de emergência, com variações conforme a prevalência de doenças base, como neoplasias ou traumatismos.

Descrição clínica

A ausência adquirida de órgãos manifesta-se pela falta anatômica de um órgão ou estrutura, decorrente de eventos como cirurgias (ex.: gastrectomia, nefrectomia), amputações traumáticas, ou doenças necrotizantes. Clinicamente, pode ser assintomática ou associada a disfunções dependentes do órgão afetado, como alterações metabólicas, digestivas, urinárias ou motoras. A apresentação varia desde adaptações compensatórias até complicações agudas ou crônicas, exigindo avaliação individualizada do impacto funcional residual.

Quadro clínico

O quadro clínico é heterogêneo, podendo incluir: assintomático em ausências de órgãos não vitais ou com compensação adequada; sintomas relacionados à perda funcional (ex.: diarreia em ressecções intestinais, edema em nefrectomias); dor fantasma em amputações; ou sinais de descompensação em órgãos críticos. A história de evento causal (ex.: cirurgia, trauma) é fundamental para o diagnóstico.

Complicações possíveis

Disfunção orgânica residual

Comprometimento da função do sistema devido à perda, como insuficiência renal ou hepática.

Síndromes de má absorção

Em ressecções intestinais, levando a deficiências nutricionais.

Dor fantasma

Sensação dolorosa em membros amputados, comum em ausências adquiridas.

Infecções recorrentes

Devido a alterações anatômicas que predispõem a estase ou contaminação.

Alterações psicológicas

Ansiedade, depressão ou distúrbios de imagem corporal relacionados à perda.

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Epidemiologia

A prevalência é influenciada por taxas de cirurgias, traumatismos e doenças base. Em países desenvolvidos, é comum devido a procedimentos eletivos (ex.: colecistectomias), enquanto em regiões com alto índice de trauma, amputações são frequentes. Dados do SUS brasileiro indicam significante uso do código Z90 em follow-up pós-cirúrgico.

Prognóstico

O prognóstico é variável, dependendo do órgão ausente, extensão da perda, condições coexistentes e acesso a cuidados. Em geral, é favorável para ausências de órgãos não vitais com compensação adequada, mas pode ser reservado em perdas de órgãos críticos, com risco aumentado de morbidade e mortalidade. Intervenções precoces e reabilitação melhoram os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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