CID Z90: Ausência adquirida de órgãos não classificados em outra parte
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Definição
A ausência adquirida de órgãos refere-se à perda de um órgão ou parte dele devido a causas externas, como intervenções cirúrgicas (ex.: ressecções), trauma, doenças destrutivas ou outros processos patológicos, resultando em alterações anatômicas e funcionais permanentes. Esta condição é classificada no Capítulo XXI da CID-10 (Fatores que influenciam o estado de saúde e contato com serviços de saúde), especificamente no grupo de 'Pessoas com potencial risco à saúde relacionados a circunstâncias pessoais e história familiar'. A ausência adquirida pode impactar significativamente a qualidade de vida, exigindo adaptações fisiológicas e, em muitos casos, intervenções de reabilitação ou suporte clínico contínuo. Epidemiologicamente, é mais comum em populações submetidas a procedimentos cirúrgicos eletivos ou de emergência, com variações conforme a prevalência de doenças base, como neoplasias ou traumatismos.
Descrição clínica
A ausência adquirida de órgãos manifesta-se pela falta anatômica de um órgão ou estrutura, decorrente de eventos como cirurgias (ex.: gastrectomia, nefrectomia), amputações traumáticas, ou doenças necrotizantes. Clinicamente, pode ser assintomática ou associada a disfunções dependentes do órgão afetado, como alterações metabólicas, digestivas, urinárias ou motoras. A apresentação varia desde adaptações compensatórias até complicações agudas ou crônicas, exigindo avaliação individualizada do impacto funcional residual.
Quadro clínico
O quadro clínico é heterogêneo, podendo incluir: assintomático em ausências de órgãos não vitais ou com compensação adequada; sintomas relacionados à perda funcional (ex.: diarreia em ressecções intestinais, edema em nefrectomias); dor fantasma em amputações; ou sinais de descompensação em órgãos críticos. A história de evento causal (ex.: cirurgia, trauma) é fundamental para o diagnóstico.
Complicações possíveis
Disfunção orgânica residual
Comprometimento da função do sistema devido à perda, como insuficiência renal ou hepática.
Síndromes de má absorção
Em ressecções intestinais, levando a deficiências nutricionais.
Dor fantasma
Sensação dolorosa em membros amputados, comum em ausências adquiridas.
Infecções recorrentes
Devido a alterações anatômicas que predispõem a estase ou contaminação.
Alterações psicológicas
Ansiedade, depressão ou distúrbios de imagem corporal relacionados à perda.
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Epidemiologia
A prevalência é influenciada por taxas de cirurgias, traumatismos e doenças base. Em países desenvolvidos, é comum devido a procedimentos eletivos (ex.: colecistectomias), enquanto em regiões com alto índice de trauma, amputações são frequentes. Dados do SUS brasileiro indicam significante uso do código Z90 em follow-up pós-cirúrgico.
Prognóstico
O prognóstico é variável, dependendo do órgão ausente, extensão da perda, condições coexistentes e acesso a cuidados. Em geral, é favorável para ausências de órgãos não vitais com compensação adequada, mas pode ser reservado em perdas de órgãos críticos, com risco aumentado de morbidade e mortalidade. Intervenções precoces e reabilitação melhoram os desfechos.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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