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CID S80: Traumatismo superficial da perna

S800
Contusão do joelho
S801
Contusão de outras partes e de partes não especificadas da perna
S807
Traumatismos superficiais múltiplos da perna
S808
Outros traumatismos superficiais da perna
S809
Traumatismo superficial não especificado da perna

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código S80 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a traumatismos superficiais da região do joelho e da perna, caracterizados por lesões que afetam as camadas mais externas dos tecidos, como a pele e o tecido subcutâneo, sem envolvimento de estruturas profundas como ossos, articulações, músculos ou vasos sanguíneos de grande calibre. Esses traumatismos incluem contusões, abrasões, lacerações superficiais, hematomas e feridas punctiformes, resultantes de mecanismos de força direta, como quedas, impactos ou objetos cortantes. A fisiopatologia envolve dano tecidual local, com liberação de mediadores inflamatórios, extravasamento vascular e ativação de vias de dor, podendo levar a edema, equimose e limitação funcional transitória. Epidemiologicamente, são comuns em todas as faixas etárias, com maior incidência em crianças, idosos e praticantes de atividades esportivas, representando uma causa frequente de atendimento em serviços de urgência. O impacto clínico varia desde desconforto leve até complicações como infecções secundárias, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes ou imunossupressão, exigindo avaliação cuidadosa para excluir lesões associadas.

Descrição clínica

Traumatismos superficiais da região do joelho e perna envolvem lesões limitadas à epiderme, derme e tecido subcutâneo, sem comprometimento de estruturas profundas. Clinicamente, manifestam-se por dor localizada, edema, eritema, equimose, abrasões, lacerações de pequena extensão ou hematomas. A dor é tipicamente aguda e proporcional ao trauma, podendo ser exacerbada pela palpação ou movimento. Em casos de feridas abertas, pode haver sangramento mínimo e risco de contaminação. A avaliação deve incluir inspeção para detecção de sinais de infecção, como pus, calor ou celulite, e verificação da integridade neurovascular distal para afastar lesões mais graves.

Quadro clínico

O quadro clínico é caracterizado por sintomas e sinais locais, incluindo dor de intensidade variável, edema, equimose (manchas roxas ou azuladas), abrasões (perda superficial da epiderme), lacerações (cortes na pele) ou contusões (hematomas sem ruptura cutânea). A dor é tipicamente aguda, localizada e exacerbada ao toque ou movimento. Pode haver limitação funcional leve, como dificuldade para deambular, dependendo da extensão do trauma. Em casos de feridas abertas, observa-se sangramento mínimo e potencial para sinais de infecção, como secreção purulenta, eritema progressivo ou febre. A avaliação deve incluir exame neurovascular distal para garantir integridade de nervos e vasos, afastando complicações como síndromes compartimentais.

Complicações possíveis

Infecção da ferida

Desenvolvimento de celulite, abscessos ou infecções bacterianas secundárias, especialmente em feridas abertas ou em pacientes imunocomprometidos.

Hematoma expansivo

Acúmulo de sangue no tecido subcutâneo que pode causar compressão, dor intensa e requerer drenagem.

Cicatrização inadequada

Formação de cicatrizes hipertróficas ou queloides, ou retardo na cicatrização devido a fatores como diabetes ou má nutrição.

Dor crônica

Persistência de dor além do período agudo, possivelmente relacionada a neuralgia ou fibrose tecidual.

Epidemiologia

Traumatismos superficiais do joelho e perna são frequentes globalmente, com estimativas de incidência elevada em serviços de emergência. Dados epidemiológicos indicam que representam uma proporção significativa de lesões traumáticas, especialmente em crianças (devido a quedas e atividades lúdicas), idosos (por fragilidade e quedas) e adultos jovens (em contextos esportivos ou ocupacionais). Fatores como urbanização, práticas esportivas e condições socioeconômicas influenciam a distribuição. No Brasil, são comuns em acidentes domésticos e no trânsito, com subnotificação em muitos casos.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente favorável, com resolução completa na maioria dos casos em 1 a 3 semanas, dependendo da extensão da lesão e da presença de comorbidades. Pacientes saudáveis e com traumatismos leves tendem a uma recuperação rápida, enquanto idosos, diabéticos ou imunossuprimidos podem apresentar cicatrização mais lenta e maior risco de complicações infecciosas. Intervenções precoces, como limpeza adequada de feridas e controle de fatores de risco, melhoram os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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