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CID N00: Síndrome nefrítica aguda

N000
Síndrome nefrítica aguda - anormalidade glomerular minor
N001
Síndrome nefrítica aguda - lesões glomerulares focais e segmentares
N002
Síndrome nefrítica aguda - glomerulonefrite membranosa difusa
N003
Síndrome nefrítica aguda - glomerulonefrite proliferativa mesangial difusa
N004
Síndrome nefrítica aguda - glomerulonefrite proliferativa endocapilar difusa
N005
Síndrome nefrítica aguda - glomerulonefrite mesangiocapilar difusa
N006
Síndrome nefrítica aguda - doença de depósito denso
N007
Síndrome nefrítica aguda - glomerulonefrite difusa em crescente
N008
Síndrome nefrítica aguda - outras
N009
Síndrome nefrítica aguda - não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A síndrome nefrítica aguda é uma condição clínica caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas resultantes de uma lesão glomerular aguda, com inflamação e proliferação celular no glomérulo. A fisiopatologia envolve a deposição de imunocomplexos ou anticorpos anti-membrana basal glomerular, levando à ativação do complemento, recrutamento de neutrófilos e dano à barreira de filtração, o que resulta em hematúria, proteinúria, oligúria, edema, hipertensão arterial e, em alguns casos, insuficiência renal aguda. Epidemiologicamente, é mais comum em crianças e adultos jovens, frequentemente associada a infecções estreptocócicas, mas pode ocorrer em qualquer idade devido a diversas etiologias, como doenças autoimunes ou vasculites. O impacto clínico inclui morbidade significativa, com risco de progressão para doença renal crônica se não tratada adequadamente.

Descrição clínica

A síndrome nefrítica aguda manifesta-se tipicamente com início súbito de hematúria macroscópica ou microscópica, edema periférico (especialmente em regiões periorbitária e membros inferiores), hipertensão arterial e oligúria. Podem estar presentes sintomas constitucionais como mal-estar, febre baixa e dor lombar. A hematúria é frequentemente descrita como 'cor de Coca-Cola' devido à presença de cilindros hemáticos. Em casos graves, pode evoluir para insuficiência renal aguda com elevação de creatinina sérica e ureia.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui hematúria (macroscópica ou microscópica), edema (especialmente facial e em membros inferiores), hipertensão arterial, oligúria e, em alguns casos, insuficiência renal aguda. Sintomas associados podem incluir mal-estar, febre, dor abdominal ou lombar, e em formas secundárias, manifestações extrarrenais como artralgias, rash cutâneo ou envolvimento pulmonar.

Complicações possíveis

Insuficiência renal aguda

Perda rápida da função renal, necessitando de suporte dialítico em casos graves.

Hipertensão maligna

Elevação grave da pressão arterial com risco de encefalopatia hipertensiva ou acidente vascular cerebral.

Edema agudo de pulmão

Acúmulo de líquido nos pulmões devido à sobrecarga hídrica, podendo levar a insuficiência respiratória.

Doença renal crônica

Progressão para lesão renal irreversível com necessidade de terapia renal substitutiva a longo prazo.

Epidemiologia

A síndrome nefrítica aguda tem incidência variável globalmente, sendo a glomerulonefrite pós-estreptocócica mais comum em crianças de 5 a 15 anos, com picos em regiões com pobreza e aglomeração. Em adultos, é frequentemente associada a doenças autoimunes ou vasculites. A prevalência é estimada em 1-2 casos por 100.000 pessoas/ano em países desenvolvidos, mas pode ser maior em áreas endêmicas para infecções estreptocócicas. Fatores de risco incluem história de infecções, predisposição genética e exposição ambiental.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a etiologia e a rapidez do tratamento. Em glomerulonefrite pós-estreptocócica, a recuperação é comum em crianças, mas adultos podem ter maior risco de doença renal crônica. Formas com crescentes extensos ou associadas a doenças autoimunes têm pior prognóstico, com taxas de sobrevida renal em 5 anos variando de 50% a 80% dependendo da resposta terapêutica. Fatores de mau prognóstico incluem hipertensão persistente, insuficiência renal grave e histologia com crescentes.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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