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CID M65: Sinovite e tenossinovite
M650
Abscesso da bainha tendínea
M651
Outras (teno)sinovites infecciosas
M652
Tendinite calcificada
M653
Dedo em gatilho
M654
Tenossinovite estilóide radial [de Quervain]
M658
Outras sinovites e tenossinovites
M659
Sinovite e tenossinovite não especificadas
Mais informações sobre o tema:
Definição
Sinovite e tenossinovite referem-se a processos inflamatórios que acometem a membrana sinovial, uma estrutura de tecido conjuntivo que reveste internamente as articulações, bursas e bainhas tendíneas. A sinovite caracteriza-se pela inflamação da membrana sinovial articular, enquanto a tenossinovite envolve a inflamação da bainha sinovial que envolve os tendões, podendo ocorrer de forma isolada ou concomitante. Essas condições resultam em dor, edema, calor local e limitação funcional, com potencial para evoluir com fibrose, aderências e restrição de movimento se não tratadas adequadamente. A etiologia é diversa, incluindo causas infecciosas (bacterianas, virais, fúngicas), autoimunes, traumáticas, metabólicas e idiopáticas, com impacto significativo na qualidade de vida e capacidade laboral. Epidemiologicamente, são comuns em contextos de artropatias inflamatórias, como artrite reumatoide, e em indivíduos com exposição a microtraumas repetitivos, sendo mais prevalentes em adultos e idosos.
Descrição clínica
A sinovite e tenossinovite manifestam-se clinicamente por dor localizada, edema, eritema, calor e rigidez na região afetada, com agravamento dos sintomas ao movimento ou palpação. Na sinovite articular, há frequentemente derrame articular detectável ao exame físico, enquanto na tenossinovite pode-se observar crepitação ou sensação de 'ranger' durante a mobilização do tendão. A limitação da amplitude de movimento é comum, podendo evoluir para deformidades em casos crônicos. Em formas infecciosas, sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e leucocitose podem estar presentes. A cronificação do processo inflamatório pode levar a espessamento sinovial, formação de pannus e destruição cartilaginosa, com subsequente osteoartrose secundária.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a etiologia e localização. Na sinovite aguda, há início súbito de dor, edema articular, calor e rubor, com restrição funcional. Na tenossinovite, a dor é tipicamente exacerbada pela movimentação do tendão, podendo haver crepitação palpável e edema ao longo do trajeto tendíneo. Formas crônicas apresentam dor persistente, rigidez matinal e deformidades progressivas. Em tenossinovite estenosante (ex.: dedo em gatilho), há bloqueio doloroso do movimento. Casos infecciosos associam-se a sinais sistêmicos como febre e calafrios. A avaliação deve incluir história de trauma, ocupação, comorbidades e sintomas constitucionais para direcionar a investigação etiológica.
Complicações possíveis
Fibrose e aderências
Espessamento e perda de elasticidade da membrana sinovial ou bainha tendínea, levando a rigidez persistente e limitação funcional.
Destruição articular
Erosões ósseas e degradação cartilaginosa devido à inflamação crônica, resultando em osteoartrose secundária e deformidades.
Ruptura tendínea
Falha estrutural do tendão em decorrência de tenossinovite crônica ou infecciosa, com perda de função muscular.
Infecção disseminada
Propagação do processo infeccioso para tecidos adjacentes ou sistemicamente, podendo evoluir para sepse em casos não tratados.
Limitação funcional permanente
Incapacidade para realizar atividades diárias ou laborais devido à dor crônica e restrição de movimento.
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Sinovite e tenossinovite são condições prevalentes, com estimativas variáveis conforme a etiologia. A tenossinovite estenosante (ex.: dedo em gatilho) afeta até 2-3% da população geral, sendo mais comum em diabéticos e mulheres. Sinovites associadas a artropatias inflamatórias, como artrite reumatoide, têm prevalência de 0,5-1% globalmente. Casos infecciosos são mais raros, mas incidência aumenta em imunossuprimidos. Fatores de risco incluem idade avançada, ocupações com movimentos repetitivos, obesidade e comorbidades autoimunes. Dados do DATASUS mostram hospitalizações significativas por essas afecções no Brasil.
Prognóstico
O prognóstico da sinovite e tenossinovite depende da etiologia, precocidade do diagnóstico e adesão ao tratamento. Formas agudas e infecciosas têm bom prognóstico com terapia antimicrobiana precoce, enquanto doenças autoimunes crônicas podem evoluir com remissões e exacerbações, necessitando de manejo prolongado. Complicações como fibrose e destruição articular pioram o prognóstico funcional. Intervenções multidisciplinares, incluindo fisioterapia, melhoram os desfechos. A mortalidade é baixa, exceto em infecções não controladas.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na combinação de achados clínicos, exames de imagem e laboratoriais. Critérios incluem: 1) História clínica sugestiva (dor, edema, limitação funcional); 2) Exame físico com sinais inflamatórios locais (edema, calor, dor à palpação); 3) Evidência de derrame articular ou espessamento sinovial em ultrassonografia ou ressonância magnética; 4) Análise do líquido sinovial mostrando leucocitose (>2.000 células/μL em processos inflamatórios), cultura positiva em casos infecciosos, ou identificação de cristais em doenças metabólicas; 5) Exclusão de outras causas por meio de exames complementares. Em doenças autoimunes, critérios específicos como os do Colégio Americano de Reumatologia para artrite reumatoide podem ser aplicados.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Artrite séptica
Infecção bacteriana da articulação, com dor intensa, febre e leucocitose no líquido sinovial, requerendo diferenciação por cultura e exames de imagem.
UpToDate: 'Septic arthritis in adults'
Osteoartrose
Doença degenerativa articular com dor mecânica, rigidez e osteófitos radiográficos, sem sinais inflamatórios proeminentes como na sinovite.
Diretrizes Brasileiras de Osteoartrose
Bursite
Inflamação das bursas, com dor e edema localizados, mas sem envolvimento da membrana sinovial articular ou bainha tendínea.
PubMed: 'Bursitis: an overview of clinical manifestations, diagnosis, and management'
Tendinopatia
Afecção degenerativa do tendão sem inflamação da bainha, com dor à palpação e movimento, mas sem derrame ou crepitação característicos da tenossinovite.
Micromedex: 'Tendinopathy'
Gota
Artrite por deposição de cristais de urato, com ataques agudos de dor, edema e rubor, diferenciada pela identificação de cristais no líquido sinovial.
OMS: 'Gout and hyperuricaemia'
Exames recomendados
Ultrassonografia musculoesquelética
Exame de imagem que detecta derrame articular, espessamento sinovial, tenossinovite e alterações tendíneas, com alta sensibilidade para processos inflamatórios.
Avaliar a presença e extensão da inflamação sinovial ou tenossinovial, guiar punções e monitorar resposta ao tratamento.
Ressonância magnética
Exame de alta resolução que visualiza tecidos moles, edema medular, erosões ósseas e espessamento sinovial, útil em casos complexos ou crônicos.
Detectar alterações precoces em doenças inflamatórias, diferenciar sinovite de outras patologias e planejar intervenções.
Análise do líquido sinovial
Punção articular para análise macroscópica, contagem celular, cultura e pesquisa de cristais, essencial para diferenciar causas inflamatórias, infecciosas e metabólicas.
Confirmar o diagnóstico etiológico, excluir infecção e guiar terapia específica.
Radiografia simples
Exame inicial para avaliar alterações ósseas, como erosões, estreitamento de espaço articular e calcificações, embora pouco sensível para sinovite precoce.
Excluir fraturas, osteoartrose avançada e outras anomalias ósseas associadas.
Hemograma e marcadores inflamatórios
Dosagem de VHS, PCR e contagem de leucócitos, que podem estar elevados em processos inflamatórios ou infecciosos.
Avaliar a atividade inflamatória sistêmica e auxiliar no diagnóstico diferencial.
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Adequação postural e pausas regulares em atividades com movimentos repetitivos para prevenir tenossinovites ocupacionais.
Controle de comorbidades
Manejo adequado de doenças como diabetes e artropatias inflamatórias para reduzir risco de complicações sinoviais.
Hidratação e nutrição
Manutenção de estado nutricional adequado e hidratação para suporte imune e prevenção de gota-related sinovite.
Vigilância e notificação
Sinovite e tenossinovite não são doenças de notificação compulsória universal no Brasil, exceto quando associadas a agravos específicos como tuberculose ou hanseníase. A vigilância é realizada por meio de sistemas de saúde para monitorar complicações e custos. Em surtos ocupacionais ou infecciosos, notificação às autoridades sanitárias é recomendada. Profissionais devem reportar casos suspeitos de etiologia infecciosa para controle de infecções.
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Sinovite é a inflamação da membrana sinovial que reveste articulações, enquanto tenossinovite é a inflamação da bainha sinovial que envolve os tendões. Ambas compartilham mecanismos inflamatórios, mas diferem na localização anatômica e manifestações clínicas.
A sinovite é uma manifestação central da artrite reumatoide, mas sua presença isolada não confirma o diagnóstico. A artrite reumatoide envolve sinovite crônica com características específicas, e a avaliação deve incluir critérios clínicos, laboratoriais e de imagem para diferenciação.
O tratamento da tenossinovite infecciosa baseia-se em antibioticoterapia empírica ou dirigida por cultura, drenagem cirúrgica se houver abscesso, e imobilização. Casos graves requerem hospitalização para antibioticoterapia intravenosa e monitorização de complicações.
Não, a sinovite pode variar de leve e autolimitada (ex.: pós-traumática) a grave e crônica (ex.: em doenças autoimunes). A gravidade depende da etiologia, extensão e resposta ao tratamento, necessitando avaliação individualizada.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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