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CID M50: Transtornos dos discos cervicais

M500
Transtorno do disco cervical com mielopatia
M501
Transtorno do disco cervical com radiculopatia
M502
Outro deslocamento de disco cervical
M503
Outra degeneração de disco cervical
M508
Outros transtornos de discos cervicais
M509
Transtorno não especificado de disco cervical

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos dos discos cervicais referem-se a um grupo de condições patológicas que afetam os discos intervertebrais da coluna cervical, caracterizados por degeneração, herniação, protrusão ou outras alterações estruturais. Esses discos, compostos por um núcleo pulposo interno e um ânulo fibroso externo, atuam como amortecedores entre as vértebras cervicais (C1 a C7). A degeneração discal é um processo natural relacionado ao envelhecimento, mas pode ser acelerada por fatores como trauma, sobrecarga mecânica, predisposição genética e hábitos posturais, levando a sintomas como dor cervical, radiculopatia ou mielopatia. Epidemiologicamente, são comuns em adultos, com pico de incidência entre 30 e 50 anos, e representam uma causa significativa de morbidade e incapacidade laboral, impactando a qualidade de vida e demandando intervenções clínicas ou cirúrgicas.

Descrição clínica

Os transtornos dos discos cervicais manifestam-se clinicamente por dor localizada no pescoço, que pode irradiar para ombros, membros superiores ou região occipital, frequentemente associada a rigidez muscular e limitação da amplitude de movimento. Em casos de compressão radicular (radiculopatia cervical), observam-se sintomas como parestesias, hipoestesia, fraqueza muscular e reflexos diminuídos no território do nervo afetado (ex.: raiz C6 comprometendo o reflexo bicipital). A mielopatia cervical, resultante de compressão medular, pode apresentar sinais piramidais (ex.: hiperreflexia, clônus, sinal de Babinski), disfunção esfincteriana e alterações da marcha. A evolução é variável, podendo ser aguda, subaguda ou crônica, com exacerbações relacionadas a movimentos ou posturas inadequadas.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a estrutura afetada: na dor discogênica cervical, há dor axial no pescoço, agravada por movimentos; na radiculopatia, dor irradiada para membro superior (dermatomo específico), com parestesias e déficit motor (ex.: fraqueza em abdução do ombro para C5); na mielopatia, sinais de disfunção do trato corticoespinal (ex.: espasticidade, clônus), alterações sensoriais e incontinência. Sintomas associados incluem cefaleia occipital, vertigem e limitação funcional. A apresentação pode ser unilateral ou bilateral, dependendo da localização da lesão.

Complicações possíveis

Radiculopatia cervical crônica

Compressão persistente de raiz nervosa, levando a déficit motor e sensitivo irreversível.

Mielopatia cervical

Compressão medular com risco de paraparesia, disfunção esfincteriana e incapacidade permanente.

Síndrome dolorosa crônica

Dor persistente refratária, associada a limitações funcionais e impacto psicossocial.

Instabilidade segmentar

Perda de integridade estrutural, predispondo a deformidades e agravamento neurológico.

Epidemiologia

Transtornos dos discos cervicais são prevalentes, afetando até 50% da população acima de 40 anos em estudos de imagem, com incidência anual de radiculopatia cervical em torno de 0,1%. Mais comum em homens e em ocupações com esforço físico repetitivo. A degeneração discal aumenta com a idade, sendo assintomática em muitos casos.

Prognóstico

O prognóstico é variável: casos leves a moderados com tratamento conservador têm boa evolução, com resolução sintomática em semanas a meses; radiculopatias agudas podem melhorar espontaneamente. Mielopatias e compressões severas têm prognóstico reservado, com risco de sequelas neurológicas permanentes. Fatores como idade avançada, comorbidades e adesão terapêutica influenciam os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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