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CID M54: Dorsalgia
M540
Paniculite atingindo regiões do pescoço e do dorso
M541
Radiculopatia
M542
Cervicalgia
M543
Ciática
M544
Lumbago com ciática
M545
Dor lombar baixa
M546
Dor na coluna torácica
M548
Outra dorsalgia
M549
Dorsalgia não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
Dorsalgia refere-se a dor localizada na região dorsal da coluna vertebral, compreendendo as vértebras torácicas (T1 a T12). É uma condição musculoesquelética comum, frequentemente associada a disfunções mecânicas, degenerativas ou inflamatórias. A dor pode ser aguda ou crônica, com impacto significativo na qualidade de vida e funcionalidade. Epidemiologicamente, a dorsalgia é prevalente na população geral, com fatores de risco como idade avançada, obesidade, sedentarismo e ocupações que envolvem esforço físico. A fisiopatologia envolve alterações na biomecânica da coluna, degeneração discal, espasmos musculares ou compressão neural, podendo resultar em limitações funcionais e necessidade de intervenção médica.
Descrição clínica
A dorsalgia caracteriza-se por dor na região torácica da coluna, que pode irradiar para as costelas, ombros ou abdômen. A dor é tipicamente descrita como profunda, em queimação ou pontada, agravada por movimentos de rotação, flexão ou extensão da coluna. Pode estar associada a rigidez matinal, espasmos musculares e redução da amplitude de movimento. Em casos crônicos, pode evoluir com alterações posturais e comprometimento das atividades diárias. A avaliação clínica deve incluir história detalhada, exame físico com testes específicos (como palpação de pontos gatilho e avaliação neurológica) e identificação de sinais de alerta para patologias graves.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a etiologia, mas geralmente inclui dor localizada ou irradiada na região dorsal, rigidez, limitação funcional e possível associação com sintomas neurológicos (como parestesias ou fraqueza em membros). Dor aguda é frequentemente relacionada a trauma ou esforço, enquanto a crônica pode indicar processos degenerativos ou inflamatórios. Sinais de alerta incluem dor noturna, febre, perda ponderal inexplicada ou déficit neurológico progressivo, que exigem investigação urgente para excluir patologias graves como infecções ou neoplasias.
Complicações possíveis
Cronicidade da dor
Evolução para dor persistente com impacto na qualidade de vida e funcionalidade.
Limitação funcional
Redução da capacidade para atividades diárias e laborais devido à dor e rigidez.
Depressão e ansiedade
Comorbidades psiquiátricas associadas à dor crônica e incapacidade.
Compressão medular
Rara, mas possível em casos de hérnia discal ou tumores, levando a déficits neurológicos.
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A dorsalgia é uma condição prevalente, afetando até 20% da população adulta em algum momento da vida. É mais comum em mulheres e idosos, com pico de incidência entre 40-60 anos. Fatores ocupacionais (como trabalho pesado ou postura estática) e estilo de vida (sedentarismo, obesidade) são importantes determinantes. No Brasil, estima-se que seja uma das principais causas de afastamento laboral.
Prognóstico
O prognóstico varia conforme a etiologia e adesão ao tratamento. Dorsalgias mecânicas agudas geralmente têm bom prognóstico com manejo conservador, enquanto formas crônicas ou associadas a patologias subjacentes podem exigir intervenções prolongadas. Fatores como idade, comorbidades e suporte psicossocial influenciam a recuperação. Aproximadamente 50-70% dos casos melhoram em 6 semanas com tratamento adequado, mas recidivas são comuns.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e exclusão de causas secundárias. Critérios incluem: dor na região dorsal por mais de 3 meses (para cronicidade), agravamento com movimentos específicos, e achados no exame físico como dor à palpação, espasmos musculares ou alterações posturais. Exames de imagem (como radiografia, ressonância magnética) são indicados na presença de sinais de alerta ou suspeita de patologias específicas. A classificação conforme a CID-10 (M54) requer a exclusão de dorsalgia com radiculopatia (M54.1) ou outras causas definidas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Hérnia de disco torácica
Compressão radicular ou medular por protrusão discal, podendo causar dor radicular ou mielopatia.
UpToDate: 'Thoracic disc herniation'
Espondilite anquilosante
Doença inflamatória crônica que afeta a coluna, com dor noturna e rigidez matinal prolongada.
Diretrizes Brasileiras de Espondiloartropatias
Osteoartrose vertebral
Degeneração articular facetária e discal, comum em idosos, com dor mecânica e crepitação.
OMS: 'Osteoarthritis'
Fraturas vertebrais por osteoporose
Colapso vertebral com dor aguda, frequentemente após trauma mínimo, em pacientes de risco.
PubMed: 'Osteoporotic vertebral fractures'
Neoplasias metastáticas
Metástases ósseas que causam dor persistente, noturna e associada a sintomas sistêmicos.
Micromedex: 'Bone metastases'
Exames recomendados
Radiografia da coluna torácica
Avaliação inicial para detectar fraturas, degeneração articular, alterações posturais ou espondilolistese.
Triagem de anormalidades estruturais e orientação para exames adicionais.
Ressonância magnética da coluna torácica
Exame de escolha para avaliar tecidos moles, discos, medula espinhal e compressões neurais.
Detecção de hérnias discais, estenose, infecções ou neoplasias.
Tomografia computadorizada
Útil para detalhamento ósseo em casos de trauma suspeito ou quando a ressonância não está disponível.
Avaliação de fraturas complexas ou alterações ósseas sutis.
Densitometria óssea
Mede a densidade mineral óssea para diagnóstico de osteoporose, fator de risco para fraturas.
Rastreio e monitoramento de osteoporose em pacientes de risco.
Exames laboratoriais (VHS, PCR, hemograma)
Avaliação de marcadores inflamatórios e infecções para excluir causas sistêmicas.
Diferenciação entre dorsalgia inflamatória e mecânica.
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Fortalecimento da musculatura do core e alongamentos para manter a flexibilidade da coluna.
Ergonomia no trabalho
Adequação postural, pausas regulares e uso de equipamentos que reduzam sobrecarga dorsal.
Controle de peso
Manutenção do IMC adequado para reduzir a carga sobre a coluna vertebral.
Evitar tabagismo
O fumo está associado à degeneração discal acelerada e piora da dor.
Vigilância e notificação
A dorsalgia não é uma doença de notificação compulsória no Brasil, mas é monitorada em sistemas de saúde por seu impacto na morbidade e custos. A vigilância inclui registros em prontuários eletrônicos e estudos epidemiológicos para orientar políticas públicas. Em contextos ocupacionais, pode ser notificada como doença relacionada ao trabalho, conforme normas do Ministério da Saúde.
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Sim, embora a maioria dos casos seja benigna, dorsalgia com sinais de alerta (como dor noturna, febre, perda de peso ou déficit neurológico) pode indicar infecções, neoplasias ou fraturas, exigindo investigação imediata.
A dorsalgia aguda geralmente melhora em 2 a 6 semanas com tratamento conservador, mas a persistência além disso pode caracterizar cronicidade e necessitar de abordagem multidisciplinar.
Sim, exercícios de fortalecimento e alongamento, orientados por fisioterapeuta, são fundamentais para melhorar a função e prevenir recidivas, evitando o repouso prolongado.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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