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CID M00: Artrite piogênica

M000
Artrite e pioliartrite estafilocócicas
M001
Artrite e poliartrite pneumocócicas
M002
Outras artrites e poliartrites estreptocócicas
M008
Artrite e poliartrite devidas a outro agente bacteriano especificado
M009
Artrite piogênica, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A artrite piogênica, também conhecida como artrite séptica, é uma infecção aguda da articulação causada por microrganismos piogênicos, principalmente bactérias, que invadem o espaço sinovial, resultando em inflamação purulenta e destruição articular. Esta condição representa uma emergência ortopédica devido ao risco de dano articular irreversível e sepse sistêmica. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica, inoculação direta ou extensão de infecção contígua, com resposta inflamatória aguda mediada por citocinas e enzimas proteolíticas que degradam a cartilagem. Epidemiologicamente, é mais comum em crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos, com incidência variando de 2 a 10 casos por 100.000 pessoas/ano, dependendo da população e fatores de risco.

Descrição clínica

A artrite piogênica caracteriza-se por início agudo de dor articular intensa, edema, eritema, calor local e limitação funcional, frequentemente associada a febre e mal-estar sistêmico. A articulação mais comumente afetada é o joelho, seguida por quadril, tornozelo e punho. Em lactantes e idosos, os sinais podem ser atípicos, como irritabilidade ou confusão. A evolução não tratada leva a derrame articular purulento, formação de abscessos e, em casos crônicos, anquilose ou osteomielite.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui início agudo (horas a dias) de monoartrite assimétrica com dor intensa, edema, eritema, calor e impotência funcional. Febre (>38°C) está presente em 50-60% dos casos, acompanhada de calafrios e taquicardia. Em articulações profundas (ex.: quadril), a dor pode ser referida (joelho) e os sinais flogísticos menos evidentes. Em neonatos, manifestações incluem pseudoparalisia e irritabilidade. A artrite gonocócica pode apresentar tenossinovite migratória e lesões cutâneas pustulosas.

Complicações possíveis

Destruição articular irreversível

Degradação da cartilagem e osso subcondral devido à inflamação prolongada, levando a osteoartrose secundária e deformidades.

Osteomielite

Extensão da infecção para o osso adjacente, complicando o manejo e requerendo tratamento prolongado.

Sepse e choque séptico

Disseminação hematogênica da infecção, com risco de falência de múltiplos órgãos e mortalidade.

Anquilose articular

Fusão óssea ou fibrosa da articulação resultando em perda completa da mobilidade.

Epidemiologia

A incidência global varia de 2 a 10 casos/100.000/ano, sendo maior em crianças (80 anos). Staphylococcus aureus é o agente mais comum em todas as faixas etárias, enquanto Neisseria gonorrhoeae predomina em adultos jovens sexualmente ativos. Fatores de risco incluem artropatias preexistentes, próteses articulares, imunossupressão, diabetes e uso de drogas intravenosas. No Brasil, dados do DATASUS mostram tendência similar, com subnotificação comum.

Prognóstico

O prognóstico depende da precocidade do diagnóstico e tratamento. Com antibioticoterapia adequada e drenagem precoce, a recuperação funcional é boa em 70-80% dos casos. Atraso no tratamento (>7 dias) associa-se a sequelas como rigidez articular, osteoartrose e necessidade de artroplastia. Mortalidade é baixa (<5%) em pacientes imunocompetentes, mas pode chegar a 30% em idosos ou imunossuprimidos com sepse.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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