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CID L03: Celulite (Flegmão)
L030
Celulite de dedos das mãos e dos pés
L031
Celulite de outras partes do(s) membro(s)
L032
Celulite da face
L033
Celulite do tronco
L038
Celulite de outros locais
L039
Celulite não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A celulite é uma infecção bacteriana aguda da derme e do tecido subcutâneo, caracterizada por eritema, edema, calor e dor local. É uma condição comum na prática clínica, frequentemente causada por bactérias como Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus, incluindo cepas resistentes à meticilina (MRSA). A infecção pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais frequente nos membros inferiores, e pode evoluir para complicações graves como abscessos, fascite necrosante ou bacteremia se não tratada adequadamente. Epidemiologicamente, a celulite tem uma incidência anual estimada de 200 a 400 casos por 100.000 pessoas, com maior prevalência em indivíduos com fatores de risco como obesidade, diabetes, imunossupressão ou lesões cutâneas prévias.
Descrição clínica
A celulite apresenta-se clinicamente como uma área de eritema bem demarcado, edema, calor e sensibilidade à palpação, podendo ser acompanhada de linfangite, linfadenopatia regional e sintomas sistêmicos como febre, calafrios e mal-estar. A progressão é rápida, com expansão das bordas em horas a dias, e pode haver formação de bolhas, pústulas ou ulceração em casos mais graves. A localização mais comum é nos membros inferiores, mas pode ocorrer em face, tronco ou outras áreas, com variações conforme a etiologia bacteriana e fatores do hospedeiro.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui início agudo com eritema localizado, edema, calor e dor, que se expande progressivamente. Sinais sistêmicos como febre, taquicardia e mal-estar são comuns em casos moderados a graves. Pode haver linfangite (estrias vermelhas ascendentes), linfadenopatia regional, e em formas complicadas, formação de abscessos, bolhas ou necrose. A celulite periorbital ou facial pode associar-se a dor intensa e risco de extensão para órbita ou SNC. A duração varia de dias a semanas, dependendo da rapidez do tratamento.
Complicações possíveis
Abscesso
Formação de coleção purulenta localizada, requerendo drenagem cirúrgica.
Bacteremia ou sepse
Disseminação hematogênica da infecção, podendo levar a choque séptico e falência de múltiplos órgãos.
Fascite necrosante
Infecção profunda com necrose tecidual rápida, associada a alta mortalidade se não tratada precocemente.
Linfedema crônico
Danos ao sistema linfático por infecções recorrentes, resultando em edema persistente.
Tromboflebite
Inflamação venosa com formação de coágulos, aumentando risco de embolia pulmonar.
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A celulite tem uma incidência anual de aproximadamente 200 a 400 casos por 100.000 pessoas, com maior frequência em adultos e idosos. Fatores de risco incluem obesidade, diabetes, edema crônico, imunossupressão e história prévia de celulite. A distribuição é global, com variações sazonais e regionais conforme a prevalência de patógenos. No Brasil, é uma causa comum de atendimento em serviços de urgência, com impactos significativos na saúde pública.
Prognóstico
O prognóstico da celulite é geralmente bom com tratamento antimicrobiano precoce, com resolução em 7 a 14 dias. Casos complicados ou em pacientes com comorbidades podem ter curso prolongado, risco de recorrência (até 50% em alguns estudos) e complicações graves. Fatores de mau prognóstico incluem idade avançada, imunossupressão, diabetes, atraso no tratamento e infecção por patógenos resistentes.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na história e exame físico, com critérios incluindo presença de eritema, edema, calor e dor em área cutânea, associados a sinais sistêmicos quando presentes. Exames laboratoriais e de imagem podem auxiliar na confirmação e exclusão de diagnósticos diferenciais. Diretrizes como as da Infectious Diseases Society of America (IDSA) recomendam considerar culturas de sangue ou tecido em casos graves, imunossuprimidos ou com suspeita de patógenos atípicos.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Erisipela
Infecção superficial da derme, com bordas bem demarcadas e elevadas, frequentemente causada por Streptococcus, diferenciada pela profundidade e aspecto clínico.
IDSA Guidelines for Skin and Soft Tissue Infections, 2014
Trombose venosa profunda
Apresenta edema unilateral e dor, mas sem eritema ou calor significativo, exigindo ultrassonografia Doppler para confirmação.
UpToDate: Clinical presentation and diagnosis of the nonpregnant adult with suspected deep vein thrombosis of the lower extremity
Dermatite de contato
Reação inflamatória cutânea a alérgenos ou irritantes, com prurido proeminente e sem sinais sistêmicos, diferenciada pela história de exposição.
PubMed: Contact dermatitis: A practice parameter update, 2015
Fascite necrosante
Infecção profunda do tecido mole com necrose rápida, dor desproporcional aos sinais cutâneos e instabilidade hemodinâmica, requerendo intervenção cirúrgica urgente.
IDSA Guidelines for Skin and Soft Tissue Infections, 2014
Abscesso cutâneo
Coleção purulenta localizada, com flutuação à palpação, muitas vezes causada por S. aureus, diferenciado pela presença de cavidade e necessidade de drenagem.
UpToDate: Skin abscesses in adults: Treatment
Exames recomendados
Hemograma completo
Avalia leucocitose com desvio à esquerda, indicando resposta inflamatória ou infecciosa.
Confirmar infecção e avaliar gravidade
Proteína C reativa (PCR) e VHS
Marcadores inflamatórios elevados, úteis para monitorar resposta ao tratamento.
Avaliar atividade inflamatória
Cultura de sangue
Identifica bacteremia, especialmente em casos graves, imunossuprimidos ou com sinais sistêmicos.
Detectar disseminação hematogênica
Cultura de aspirado ou biópsia de tecido
Isolamento do patógeno para orientar terapia antimicrobiana, indicada em casos complicados ou com suspeita de patógenos resistentes.
Identificar agente etiológico
Ultrassonografia com Doppler
Avalia presença de abscessos, diferencia de trombose venosa profunda ou outras patologias.
Excluir diagnósticos diferenciais e complicações
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Lavagem regular com sabão e água para reduzir a carga bacteriana e prevenir inoculação.
Tratamento precoce de feridas
Limpeza e cobertura de cortes, arranhões ou úlceras para evitar entrada de bactérias.
Controle de comorbidades
Manejo adequado de diabetes, obesidade e edema para diminuir fatores de risco.
Uso de antibióticos profiláticos
Em pacientes com história de celulite recorrente, pode ser considerada profilaxia com penicilina ou outros agentes.
Vigilância e notificação
A celulite não é uma doença de notificação compulsória na maioria dos sistemas de saúde, mas casos associados a surtos ou patógenos resistentes (como MRSA) podem exigir vigilância epidemiológica. Medidas incluem monitoramento de taxas de infecção em unidades de saúde, educação sobre higiene e controle de fatores de risco. Em contextos específicos, como infecções nosocomiais, notificação às autoridades de saúde pode ser necessária.
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Não, a celulite não é geralmente contagiosa, pois resulta de infecção bacteriana em tecidos profundos, não sendo transmitida por contato casual. No entanto, bactérias causadoras podem ser spread por contato com feridas ou secreções, exigindo precauções de higiene.
O tratamento antimicrobiano geralmente dura 7 a 14 dias, dependendo da gravidade e resposta clínica. Casos complicados ou com MRSA podem requerer cursos mais longos ou terapia intravenosa.
Sinais incluem piora rápida do eritema, dor intensa, febre alta, instabilidade hemodinâmica, bolhas ou necrose, indicando possível fascite necrosante ou sepse, necessitando avaliação urgente.
Sim, a recorrência é comum, especialmente em pacientes com linfedema, obesidade ou diabetes. Medidas preventivas como controle de fatores de risco e profilaxia antibiótica podem reduzir episódios.
A hospitalização é indicada em casos graves com sinais sistêmicos, falha do tratamento oral, imunossupressão ou complicações como abscessos. Casos leves a moderados podem ser manejados ambulatorialmente.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...