Redação Sanar
CID K35: Apendicite aguda
K350
Apendicite aguda com peritonite generalizada
K351
Apendicite aguda com abscesso peritonial
K359
Apendicite aguda sem outra especificação
Mais informações sobre o tema:
Definição
A apendicite aguda é uma inflamação súbita do apêndice vermiforme, caracterizada por obstrução luminal que leva a aumento da pressão intraluminal, comprometimento vascular, isquemia e necrose. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, com incidência estimada em 7-10% da população ao longo da vida. A fisiopatologia envolve tipicamente a obstrução por fecalito, hiperplasia linfoide, corpos estranhos ou tumores, resultando em proliferação bacteriana, liberação de mediadores inflamatórios e risco de perfuração. O impacto clínico inclui dor abdominal, sinais sistêmicos de inflamação e potencial evolução para peritonite generalizada se não tratada precocemente. Epidemiologicamente, é mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, com pico entre 10 e 30 anos, e ligeiro predomínio no sexo masculino.
Descrição clínica
A apendicite aguda manifesta-se classicamente com dor abdominal migratória, iniciando-se periumbilical ou epigástrica e localizando-se no quadrante inferior direito (ponto de McBurney) em 12-24 horas. Associam-se anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Sinais de irritação peritoneal, como defesa muscular, dor à descompressão (Blumberg) e hiperestesia cutânea, são frequentes. A progressão para perfuração pode alterar o quadro, com dor mais difusa e sinais de sepse.
Quadro clínico
Dor abdominal migratória (início periumbilical/epigástrico → quadrante inferior direito), anorexia (quase universal), náuseas e vômitos (70-90% dos casos), febre baixa (38-38,5°C). Sinais físicos: dor à palpação no ponto de McBurney, sinal de Blumberg (dor à descompressão), defesa muscular, psoas positivo (dor à extensão do quadril direito), obturador positivo (dor à rotação interna do quadril direito). Em idosos, grávidas ou imunossuprimidos, o quadro pode ser atípico, com dor menos localizada ou sintomas mínimos.
Complicações possíveis
Perfuração apendicular
Ruptura do apêndice, levando a peritonite localizada ou generalizada, com risco de sepse.
Abscesso apendicular
Coleção purulenta periapendicular, requer drenagem percutânea ou cirúrgica.
Peritonite generalizada
Extensão da inflamação para toda a cavidade peritoneal, com alto risco de choque séptico.
Obstrução intestinal
Devido a aderências ou inflamação adjacente, causando distensão abdominal e vômitos.
Sepse
Resposta sistêmica à infecção, com instabilidade hemodinâmica e disfunção orgânica.
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Epidemiologia
Incidência anual de aproximadamente 100-150 casos por 100.000 habitantes, com pico na adolescência e adultos jovens (10-30 anos). Ligeiro predomínio no sexo masculino (razão 1,4:1). Fatores de risco incluem dieta pobre em fibras, história familiar e infecções virais prévias. No Brasil, é uma das principais causas de cirurgia abdominal de emergência.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente excelente com apendicectomia precoce (antes de 24-48 horas do início dos sintomas), com mortalidade <1%. Atraso no tratamento aumenta o risco de perfuração, abscesso e complicações sépticas, elevando a morbimortalidade. Em idosos e imunossuprimidos, o prognóstico é menos favorável devido a apresentações atípicas e maior taxa de complicações.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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