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Resumo sobre Apendicite Aguda | Colunistas

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Definição

  • A apendicite aguda se caracteriza como um quadro de Inflamação do apêndice, o qual é uma bolsa em forma de dedo presente no lado direito inferior do abdômen.

Epidemiologia 

  • É considerada a emergência mais comum em cirurgia geral do abdome.
  • Cerca de 9% dos homens e 7% das mulheres têm um episódio de apendicite durante sua vida.
  • É mais frequente na faixa etária de 10 a 19 anos.
  • Cerca de 70% dos pacientes têm menos de 30 anos, sendo a maioria do sexo masculino

Etiologia

  • A apendicite aguda pode decorrer de fecalitos, resíduos alimentares parcialmente digeridos, hiperplasia linfóide (mais comum em crianças), fibrose intraluminal, tumores, bactérias, vírus e doenças inflamatórias intestinais já foram associados à inflamação do apêndice e à apendicite.
  • Sendo que, os fecalitos apendiculares são encontrados em cerca de 50% dos pacientes com apendicite gangrenosa com perfuração. 

Fisiopatologia

  • A obstrução do lúmen apendicite parece ser uma etapa importante da patogênese da apendicite. 
  • Tal obstrução provoca proliferação da pressão intraluminal, que pode impedir os fluxos de linfa e sangue.
  • Isso acarreta em aumento da pressão, que também pode estimular as fibras viscerais aferentes entre T8- T10 e  consequente dor referida na região epigástrica ou periumbilical. 
  • Em seguida, pode ocorrer trombose vascular e necrose isquêmica com a possível perfuração do apêndice distal. 
  • Quando ocorrer perfurações na base do apêndice deve-se levantar suspeita de outras patologias.

Clínica

  • A dor inicia-se geralmente no mesogástrio ou na região periumbilical, que é uma dor visceral da apendicite aguda e em seguida desloca-se e se torna uma dor parietal mais aguda e localizada no quadrante inferior direito que é quando o peritônio se torna inflamado.
  • A dor referida não é intensa e geralmente pouco localizada, tendo duração de 4 a 6 horas. 
  • Sintomas como: anorexia, náuseas e vômitos podem acompanhar esta fase.  
  • A dor pode aumentar com a tosse e/ou movimentação.
  • A dor referida migra para a região do apêndice (fossa ilíaca direita), podendo estar associada a sinais de irritação peritoneal. 
  • Se não houver intervenção cirúrgica, a evolução natural é a perfuração. 

Diagnóstico

  • O diagnóstico de apendicite é clínico, baseado na combinação de dor e sensibilidade localizadas acompanhadas por sinais de inflamação, como febre, leucocitose e aumento na dosagem da proteína C-reativa. 
  • A migração da dor da região periumbilical para o quadrante inferior direito é significativa para o diagnóstico. 
  • Nos casos duvidosos é possível observar o paciente pelo período de 6 horas ou mais. 
  • Os pacientes com apendicite terão possivelmente aumento da dor e sinais de inflamação, enquanto aqueles sem apendicite geralmente melhoram.
  • Sinais clássicos da apendicite: 
    • Paciente fica imóvel
    • Sinal de Blumberg
    • Sinal de Rovsing
    • Ponto de Mcburney
    • Sinal do Psoas: há aumento da dor causada pela extensão passiva da articulação do quadril direito que estica o músculo iliopsoas. 
    • Sinal de Obturador: dor causada pela rotação interna passiva da coxa flexionada
    • RHA diminuídos 

Exames Laboratoriais 

  • A contagem de leucócitos está apenas moderadamente elevada em cerca de 70% dos pacientes com apendicite simples (com leucocitose de 10.000-18.000 células/ μL). 
  • Um “desvio à esquerda” no sentido das formas imaturas de polimorfonucleares está presente em > 95% dos casos. 
  • O exame de urina está indicado para excluir condições urogenitais que podem simular apendicite aguda.
  • Mulheres que estejam em idade fértil devem fazer teste de gravidez.
  • Laparoscopia pode ser usada para diagnóstico, bem como para tratamento definitivo, podendo ser útil em mulheres com dor abdominal inferior ou etiologia indefinida. 
  • As culturas cervicais estão indicadas caso haja suspeita de doença inflamatória pélvica.

Exames de Imagem

  • As radiografias simples do abdome raramente são úteis.
  • A eficácia da ultrassonografia depende muito do examinador. 
    • A sensibilidade é de 0,86 com especificidade de 0,81.
    • Alterações como: espessamento de parede, aumento do diâmetro do apêndice e presença de líquido livre indicam apendicite.
Fonte: Referência 1

Diagnóstico diferencial

  • Caso não haja certeza de que o apêndice já tenha sido retirado do paciente, deve-se incluir a apendicite no diagnóstico diferencial de dor abdominal
  • Alguns pacientes podem não ter os sinais físicos descritos nos casos clássicos e outros podem não referir qualquer desconforto abdominal nos estágios iniciais da apendicite. 
  • Os pacientes com apendicite observam náuseas depois de começar a dor abdominal, o que ajuda a diferenciar os casos de gastrenterite. 
  • Os vômitos também ocorrem depois do início da dor e costumam ser leves e de pouco volume.

Tratamento 

  • Quando não há contraindicações, a maioria dos pacientes com história clínica e exame físico sugestivo de anormalidade laboratoriais confirmatórias é candidata à apendicectomia.
  • Atualmente, a apendicectomia laparoscópica (e tem a cirurgia aberta) é responsável pela maioria das apendicectomias realizadas. Pacientes evoluem bem pós-operatório. 
  • A apendicectomia deve ser precedida por antibióticos intravenosos (1 dose ou mais). Cefalosporinas de terceira geração são as preferidas. Para a apendicite não perfurada/não complicada, usa antibiótico por 24 horas após a operação. Se o apêndice estiver perfurado/ complicado, os antibióticos devem ser continuados por em média 5 dias.  

Autora: Nicoly Camila Spack

Instagram: @nispack

Referências

1- SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19.ed. Saunders. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.  

2- ZATERKA, S.; EISIG, J. N. Tratado de gastroenterologia: da graduação à pós-graduação. São Paulo: Atheneu, 2. ed. 2016

3- GOLDMAN, L., AUSIELLO, D. – Cecil – Tratado de Medicina Interna. v.1, ed. 23. Elsevier: Rio de Janeiro, 2010. 4- COELHO, J. Aparelho digestivo: clínica e cirurgia. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2012.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

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