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CID K20: Esofagite
K20
Esofagite
Mais informações sobre o tema:
Definição
A esofagite é uma condição inflamatória que afeta o revestimento mucoso do esôfago, caracterizada por dano epitelial devido a diversos fatores etiológicos. Pode ser classificada em formas agudas ou crônicas, com manifestações que variam desde inflamação leve até ulcerações e estenoses, impactando significativamente a qualidade de vida e a função esofágica. A fisiopatologia envolve agressão direta ao epitélio por agentes como refluxo ácido, infecções, medicamentos ou alérgenos, levando a respostas inflamatórias mediadas por citocinas e infiltrados celulares. Epidemiologicamente, a esofagite por refluxo é a forma mais comum, com prevalência elevada em populações ocidentais, enquanto formas infecciosas são mais frequentes em imunocomprometidos.
Descrição clínica
A esofagite apresenta-se clinicamente com sintomas como pirose, regurgitação, disfagia, odinofagia e dor retroesternal, podendo evoluir para complicações como estenose ou metaplasia de Barrett em casos crônicos. A gravidade é classificada endoscopicamente, por exemplo, pela escala de Los Angeles para esofagite de refluxo, que avalia a extensão das erosões mucosas.
Quadro clínico
Sintomas comuns incluem azia, regurgitação ácida, disfagia (especialmente para sólidos), odinofagia, dor torácica não cardíaca e, em crianças, recusa alimentar. Sinais de alarme como perda de peso, sangramento ou disfagia progressiva sugerem complicações. A apresentação pode ser aguda (p.ex., em infecções) ou crônica (p.ex., na DRGE).
Complicações possíveis
Estenose esofágica
Fibrose e estreitamento do lúmen esofágico devido à inflamação crônica, levando a disfagia persistente.
Ulceração e sangramento
Erosões profundas podem causar hematêmese ou melena, com risco de anemia.
Metaplasia de Barrett
Transformação do epitélio escamoso em colunar em resposta ao refluxo crônico, aumentando o risco de adenocarcinoma.
Perfuração esofágica
Rara, mas possível em esofagite grave ou por corrosivos, com risco de mediastinite.
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A esofagite por refluxo é prevalente, afetando até 20% da população ocidental, com pico na meia-idade e associação com obesidade e hérnia hiatal. Formas infecciosas são mais comuns em imunossuprimidos (p.ex., HIV/AIDS), e a esofagite eosinofílica tem incidência crescente, especialmente em crianças e adultos jovens, com predomínio masculino. Dados brasileiros mostram alta prevalência de DRGE em centros urbanos.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado; a esofagite de refluxo responde bem a inibidores da bomba de protons (IBPs), enquanto formas infecciosas têm resolução com terapia antimicrobiana. Casos não tratados podem evoluir para complicações crônicas como estenose ou Barrett, com pior prognóstico. A esofagite eosinofílica requer manejo dietético ou farmacológico contínuo para controle sintomático.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica, endoscopia digestiva alta com biópsia para avaliação histológica e, se indicado, manometria esofágica ou pHmetria. Critérios específicos: para esofagite de refluxo, endoscopia mostra erosões mucosas (classificação de Los Angeles); para esofagite eosinofílica, biópsia com ≥15 eosinófilos por campo de grande aumento; para infecciosa, identificação de patógenos em culturas ou histologia.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) sem esofagite
Sintomas semelhantes, mas endoscopia normal; diferenciado por pHmetria ou resposta ao tratamento.
Diretrizes Brasileiras de Doença do Refluxo Gastroesofágico, 2018
Estenose esofágica benigna
Disfagia predominante, sem inflamação ativa; endoscopia e biópsia confirmam estenose sem erosões.
UpToDate: 'Benign esophageal strictures'
Câncer de esôfago
Disfagia progressiva, perda de peso; endoscopia com biópsia revela neoplasia maligna.
OMS: Classificação de Tumores do Esôfago
Acalasia
Disfagia para líquidos e sólidos, regurgitação; manometria mostra aperistalse e relaxamento incompleto do EEI.
PubMed: PMID 28545667
Espasmo esofágico difuso
Dor torácica e disfagia intermitente; manometria mostra contrações não propulsivas.
Micromedex: 'Esophageal Spasm'
Exames recomendados
Endoscopia digestiva alta
Permite visualização direta da mucosa esofágica, identificação de erosões, ulcerações ou estenoses, e coleta de biópsias para histologia.
Confirmar diagnóstico, classificar gravidade e excluir neoplasias.
Biópsia esofágica
Análise histológica para detectar infiltrados inflamatórios, eosinófilos, ou agentes infecciosos.
Diferencial entre tipos de esofagite (p.ex., eosinofílica vs. infecciosa).
pHmetria esofágica de 24 horas
Monitoramento do pH intraesofágico para quantificar refluxo ácido.
Avaliar DRGE como causa, especialmente se endoscopia negativa.
Manometria esofágica
Avalia a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior.
Excluir distúrbios motores como acalasia ou espasmo.
Teste de sensibilidade alimentar
Dieta de eliminação ou testes cutâneos para alérgenos.
Auxiliar no diagnóstico de esofagite eosinofílica.
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Manutenção do peso saudável, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Uso racional de medicamentos
Ingerir comprimidos com água abundante e em posição ereta para prevenir esofagite medicamentosa.
Higiêne alimentar
Evitar alimentos muito quentes ou irritantes, e cozinhar adequadamente para reduzir risco infeccioso.
Vigilância e notificação
A esofagite não é de notificação compulsória no Brasil, exceto se associada a surtos infecciosos ou condições de saúde pública. A vigilância é baseada em registros de saúde para monitorar complicações como Barrett ou estenose, com recomendações de rastreamento endoscópico em grupos de risco segundo diretrizes da Federação Brasileira de Gastroenterologia.
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Sim, a esofagite crônica, especialmente por refluxo, pode evoluir para metaplasia de Barrett, que é um precursor do adenocarcinoma esofágico. O risco é baixo, mas requer monitoramento endoscópico em pacientes selecionados.
Sintomas como disfagia progressiva, perda de peso não intencional, sangramento gastrointestinal (hematêmese ou melena) e dor torácica intensa exigem investigação imediata para excluir complicações ou neoplasias.
A esofagite de refluxo typically responde a IBPs e tem erosões endoscópicas, enquanto a eosinofílica apresenta infiltrados eosinofílicos na biópsia (>15 eos/campo) e pode não responder a IBPs, necessitando de corticoides ou dieta de eliminação.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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