CID J91: Derrame pleural em afecções classificadas em outra parte
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Definição
O código J91 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se ao derrame pleural que ocorre como manifestação ou complicação de uma condição primária classificada em outro capítulo do CID-10. O derrame pleural é definido como o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, que pode ser transudativo ou exsudativo, dependendo da fisiopatologia subjacente. Esta codificação é utilizada quando o derrame é secundário a doenças sistêmicas, infecciosas, neoplásicas ou outras afecções, e não quando é a condição primária ou idiopática. A fisiopatologia envolve desequilíbrios nas forças de Starling que regulam a formação e reabsorção do líquido pleural, ou aumento da permeabilidade capilar devido a inflamação, infecção ou infiltração neoplásica. O impacto clínico varia desde assintomático até dispneia grave, dor torácica e comprometimento respiratório, dependendo do volume e da rapidez de acúmulo. A epidemiologia é ampla, refletindo a prevalência das condições subjacentes, como insuficiência cardíaca, pneumonia, neoplasias e doenças reumatológicas, sendo mais comum em idosos e pacientes com comorbidades. O manejo clínico requer identificação e tratamento da causa primária, além de abordagem do derrame, que pode incluir toracocentese diagnóstica ou terapêutica, drenagem pleural ou pleurodese em casos refratários. A codificação J91 é essencial para documentação precisa em prontuários e sistemas de saúde, facilitando a vigilância epidemiológica e o planejamento terapêutico.
Descrição clínica
O derrame pleural codificado em J91 manifesta-se clinicamente com sintomas relacionados ao acúmulo de líquido no espaço pleural, como dispneia (progressiva ou de esforço), dor torácica pleurítica (especialmente em derrames inflamatórios), tosse seca e, em casos graves, sinais de hipoxemia. A apresentação pode ser aguda ou crônica, dependendo da doença de base. Ao exame físico, observa-se diminuição do murmúrio vesicular, macicez à percussão e, em volumes significativos, desvio traqueal contralateral. A radiografia de tórax é o exame inicial para confirmação, mostrando opacidade homogênea com menisco costofrênico obliterado.
Quadro clínico
Sintomas: dispneia (gradual ou súbita), dor torácica pleurítica (agravada pela inspiração), tosse não produtiva, fadiga e, em casos infecciosos, febre e calafrios. Sinais: diminuição do murmúrio vesicular, macicez à percussão, frêmito toracovocal reduzido e, em derrames massivos, desvio traqueal. A apresentação pode ser unilateral ou bilateral, dependendo da etiologia (ex.: insuficiência cardíaca frequentemente bilateral).
Complicações possíveis
Empiema
Infecção do espaço pleural com formação de pus, requerendo drenagem e antibioticoterapia.
Atelectasia
Colapso pulmonar devido à compressão pelo derrame, podendo levar a hipoxemia.
Fibrose pleural
Espessamento pleural crônico após inflamação, restringindo a expansão pulmonar.
Sepse
Em casos de derrame infeccioso não tratado, com disseminação sistêmica.
Insuficiência respiratória
Em derrames massivos ou rápidos, necessitando suporte ventilatório.
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Prevalência variável, com derrame pleural sendo comum em hospitais, representando cerca de 1,5 milhão de casos/ano nos EUA. A insuficiência cardíaca é a causa mais frequente de transudatos, enquanto neoplasias e infecções predominam em exsudatos. Mais comum em idosos e pacientes com comorbidades. Dados brasileiros são escassos, mas refletem padrões similares.
Prognóstico
Depende da doença de base. Em transudatos por insuficiência cardíaca, o prognóstico é favorável com tratamento da causa. Em exsudatos malignos, o prognóstico é reservado, com sobrevida média de meses. Derrames infecciosos têm bom prognóstico se tratados precocemente. Complicações como empiema ou fibrose podem levar a morbidade crônica.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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