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CID J45: Asma
J450
Asma predominantemente alérgica
J451
Asma não-alérgica
J458
Asma mista
J459
Asma não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável ao fluxo aéreo, que é frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. A fisiopatologia envolve a interação de fatores genéticos e ambientais, levando a inflamação eosinofílica, produção de muco e remodelamento das vias aéreas. Clinicamente, manifesta-se por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, opressão torácica e tosse, particularmente à noite ou pela manhã. A asma tem um impacto significativo na qualidade de vida e é uma das doenças respiratórias mais comuns globalmente, com prevalência variável conforme a região e fatores como exposição a alérgenos e poluição.
Descrição clínica
A asma é uma condição caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, resultando em sintomas intermitentes como sibilância, falta de ar, tosse e opressão torácica. Esses sintomas podem variar em intensidade e frequência, sendo exacerbados por fatores desencadeantes como alérgenos, infecções virais, exercício ou irritantes. A obstrução ao fluxo aéreo é geralmente reversível, mas em casos graves ou não controlados, pode levar a limitação persistente.
Quadro clínico
Os sintomas típicos incluem sibilância, dispneia, tosse (frequentemente noturna ou matinal) e opressão torácica. Os episódios podem ser desencadeados por exercício, exposição a alérgenos (e.g., ácaros, pólen), infecções respiratórias, mudanças climáticas ou estresse. Na ausculta pulmonar, pode-se observar sibilos difusos. A gravidade varia de intermitente leve a persistente grave, com possibilidade de exacerbações agudas que requerem intervenção de emergência.
Complicações possíveis
Exacerbação Aguda
Episódio de piora súbita dos sintomas, podendo levar a insuficiência respiratória e necessidade de hospitalização.
Status Asmaticus
Exacerbação grave que não responde ao tratamento padrão, com risco de vida.
Remodelamento das Vias Aéreas
Alterações estruturais irreversíveis, como espessamento da parede brônquica, levando a obstrução fixa.
Efeitos Adversos de Medicamentos
Complicações relacionadas ao uso crônico de corticosteroides, como osteoporose ou supressão adrenal.
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A asma afeta aproximadamente 300 milhões de pessoas globalmente, com prevalência variando entre 1-18% dependendo da região. É mais comum em crianças, com maior incidência em países desenvolvidos e urbanos. Fatores de risco incluem história familiar, atopia, exposição a alérgenos, tabagismo e obesidade. No Brasil, a prevalência é estimada em torno de 10-20% em crianças e 5-10% em adultos.
Prognóstico
O prognóstico da asma é geralmente bom com tratamento adequado, permitindo controle dos sintomas e qualidade de vida normal. No entanto, formas graves ou não controladas podem levar a limitação funcional persistente, exacerbações frequentes e aumento da mortalidade. Fatores como adesão ao tratamento, evitamento de desencadeantes e comorbidades influenciam o desfecho.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica de sintomas característicos, confirmação de limitação variável ao fluxo aéreo por espirometria (e.g., VEF1 < 80% do previsto e relação VEF1/CVF < 0,7, com melhora significativa pós-broncodilatador - aumento ≥12% e 200 mL no VEF1), e exclusão de outras causas. Testes adicionais como peak flow variável, teste de provocação brônquica ou níveis de óxido nítrico exalado (FeNO) podem auxiliar. Diretrizes como as da Global Initiative for Asthma (GINA) são amplamente utilizadas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Caracterizada por obstrução ao fluxo aéreo não totalmente reversível, geralmente associada ao tabagismo, com sintomas crônicos e progressivos.
Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD).
Bronquiectasias
Dilatação irreversível dos brônquios, com tosse produtiva crônica e infecções recorrentes, confirmada por tomografia computadorizada.
British Thoracic Society Guidelines.
Insuficiência Cardíaca
Pode apresentar dispneia e sibilos (asma cardíaca), mas geralmente associada a sinais de sobrecarga volêmica, como edema periférico.
American Heart Association Guidelines.
Refluxo Gastroesofágico
Pode desencadear ou simular sintomas de asma, como tosse e sibilos, devido à irritação das vias aéreas.
American College of Gastroenterology Guidelines.
Síndrome de Overlap Asma-DPOC (ACO)
Características mistas de asma e DPOC, comum em adultos com história de tabagismo e asma prévia.
Global Initiative for Asthma (GINA) e GOLD.
Exames recomendados
Espirometria
Avaliação da função pulmonar, medindo VEF1, CVF e relação VEF1/CVF, com teste de broncodilatação para confirmar reversibilidade.
Confirmar obstrução ao fluxo aéreo e sua reversibilidade, essencial para o diagnóstico.
Teste de Peak Flow
Medição do pico de fluxo expiratório para monitorar variabilidade diária.
Avaliar controle da asma e resposta ao tratamento.
Radiografia de Tórax
Exame de imagem para excluir outras patologias pulmonares.
Diagnóstico diferencial, como pneumonia ou corpo estranho.
Óxido Nítrico Exalado (FeNO)
Medição do óxido nítrico no ar exalado, marcador de inflamação eosinofílica.
Avaliar inflamação das vias aéreas e guiar terapia com corticosteroides.
Testes Alérgicos
Teste cutâneo ou dosagem de IgE específica para alérgenos comuns.
Identificar alérgenos desencadeantes para medidas de evitação.
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Redução de exposição a ácaros, pólen, fumaça e poluentes internos e externos.
Cessação do Tabagismo
Abandono do hábito de fumar para prevenir agravamento da doença.
Monitoramento Regular
Acompanhamento médico contínuo para ajuste precoce do tratamento.
Vigilância e notificação
A asma é uma condição de notificação compulsória em alguns contextos de saúde pública, especialmente para monitoramento de surtos ou impactos ambientais. Programas de vigilância focam em dados de morbidade, hospitalizações e mortalidade, com diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências nacionais como o Ministério da Saúde do Brasil para ações de controle e prevenção.
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Não, a asma é uma doença crônica, mas pode ser bem controlada com tratamento adequado, permitindo vida normal e redução de sintomas.
Incluem alérgenos (e.g., ácaros, pólen), infecções respiratórias, exercício, ar frio, fumaça, poluição e estresse emocional.
A asma geralmente tem início na infância, com sintomas variáveis e reversibilidade ao fluxo aéreo, enquanto a DPOC é mais comum em adultos fumantes, com obstrução progressiva e menos reversível.
Em alguns casos, sim, especialmente se não controlada, mas muitos pacientes experimentam melhora ou estabilização com tratamento contínuo.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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