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CID J30: Rinite alérgica e vasomotora

J300
Rinite vasomotora
J301
Rinite alérgica devida a pólen
J302
Outras rinites alérgicas sazonais
J303
Outras rinites alérgicas
J304
Rinite alérgica não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A rinite alérgica é uma doença inflamatória crônica da mucosa nasal, mediada por imunoglobulina E (IgE), desencadeada pela exposição a alérgenos inalatórios. Caracteriza-se por uma resposta imune do tipo I, envolvendo mastócitos, eosinófilos e linfócitos T helper 2, resultando em inflamação das vias aéreas superiores. A fisiopatologia inclui uma fase imediata, com liberação de mediadores como histamina, e uma fase tardia, com recrutamento de células inflamatórias. Epidemiologicamente, é uma das doenças crônicas mais comuns, afetando cerca de 10-30% da população global, com impacto significativo na qualidade de vida e custos em saúde.

Descrição clínica

A rinite alérgica manifesta-se clinicamente por sintomas nasais como prurido, espirros em salva, rinorreia aquosa e obstrução nasal. Pode ser classificada como intermitente ou persistente, e leve ou moderada/grave, conforme diretrizes da Iniciativa ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma). A inflamação alérgica pode estender-se a estruturas adjacentes, como seios paranasais e ouvidos, podendo coexistir com asma e conjuntivite alérgica.

Quadro clínico

Sintomas incluem espirros paroxísticos, prurido nasal, ocular ou palatino, rinorreia aquosa anterior ou posterior e obstrução nasal. Sinais físicos podem incluir mucosa nasal pálida e edemaciada, secreção clara, olheiras alérgicas (sinais de Dennie-Morgan) e prega nasal transversal. A gravidade varia, podendo causar distúrbios do sono, fadiga e prejuízo nas atividades diárias.

Complicações possíveis

Sinusite

Obstrução do óstio sinusal levando a infecção secundária dos seios paranasais.

Otite média

Disfunção da tuba auditiva devido à inflamação nasal, predispondo a otites.

Asma

Associação frequente devido à inflamação das vias aéreas superiores e inferiores.

Distúrbios do sono

Obstrução nasal crônica causando apneia do sono, ronco e fadiga diurna.

Prejuízo da qualidade de vida

Impacto nas atividades sociais, escolares e laborais devido a sintomas persistentes.

Epidemiologia

Prevalência global estimada em 10-30%, com pico na infância e adolescência. Mais comum em países industrializados e áreas urbanas. Fatores de risco incluem história familiar de atopia, exposição precoce a alérgenos e tabagismo passivo. No Brasil, estudos mostram prevalência semelhante, com variações regionais.

Prognóstico

Geralmente benigno, mas crônico, com curso variável dependendo da exposição a alérgenos e adesão ao tratamento. A remissão espontânea pode ocorrer, mas muitos pacientes têm sintomas persistentes. O manejo adequado pode controlar sintomas e prevenir complicações, como exacerbação de asma.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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