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Sinusite Bacteriana: o que é, etiologia e muito mais!

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A Sinusite Bacteriana é um processo inflamatório que acomete a mucosa que reveste as cavidades dos seios paranasais. Quando, associado a este quadro, há inflamação da mucosa nasal, denomina-se rinossinusite.

HORA DA REVISÃO: Você deve se lembrar que os seios paranasais são constituídos pelos seios maxilares, etmoidais, frontais e esfenoidais. Entre as funções destas cavidades estão: dar ressonância à voz, fornecer suporte ósseo para a face e para os olhos, reduzir o peso do crânio e auxiliar a cavidade nasal na filtração, aquecimento e umidificação do ar respirado.

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Imagem: Seios paranasais. Fonte: Anatomia online.

Estes seios sofrem aeração progressiva conforme a idade. Ao nascer, a criança já possui os seios etmoidal e maxilar, que vão tendo sua aeração aumentada gradativamente ao longo do crescimento. Aos 5 anos, há o início da aeração do seio esfenoidal, e só aos 16 anos o seio frontal se torna completamente aerado. Logo, o bebê não vai ter sinusite frontal, que é um quadro típico do adolescente.

Etiologia da Sinusite

A sinusite pode ter origem infecciosa (viral, bacteriana ou fúngica) ou não infecciosa (decorrente de mecanismos alérgicos, hormonal, medicamentosa, vasomotora, idiopática, entre outras).

Mais comumente a etiologia é infecciosa e viral, sendo o tratamento compatível com o do resfriado comum: lavagem nasal com soro fisiológico e inalação. Porém, a sinusite que gera maiores repercussões clínicas é a bacteriana.

Sinusite Bacteriana

A sinusite bacteriana, em 90% dos casos começa após uma infecção de vias aéreas superiores (IVAS) por vírus (resfriado comum ou gripe). Esta evolução ocorre prioritariamente em crianças:

  • Entre 4 e 7 anos;
  • Que frequentam creches;
  • Que possuem rinite alérgica ou sofrem tabagismo passivo;
  • No período do outono e do inverno (época em que há maior circulação de vírus).

As bactérias mais comumente relacionadas ao acometimento dos seios da face são:

  • Streptococcus pneumoniae (30%);
  • Moraxella catarrhalis (20%);
  • Haemophilus influenzae não-tipável (20%);
  • Outras: Staphylococcus aureus e bactérias anaeróbias (quando há complicações associadas). Em imunocomprometidos, é importante que se faça o diagnóstico diferencial com fungos, entre eles o aspergillus.

Salienta-se que, com a vacinação contra o pneumococo (pneumo 10V), atualmente houve uma redução das sinusites por este agente e, em consequência, houve aumento relativo das sinusites originadas por Moraxella e Haemophilus.

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