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CID J21: Bronquiolite aguda

J210
Bronquiolite aguda devida a vírus sincicial respiratório
J218
Bronquiolite aguda devida a outros microorganismos especificados
J219
Bronquite aguda não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A bronquiolite aguda é uma infecção viral do trato respiratório inferior, caracterizada por inflamação, edema e necrose do epitélio dos bronquíolos, resultando em obstrução das vias aéreas pequenas. É uma das principais causas de morbidade em lactentes e crianças pequenas, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. A fisiopatologia envolve resposta inflamatória desencadeada por infecção viral, levando a aumento da produção de muco, edema da parede bronquiolar e broncoespasmo, o que causa sibilância, taquipneia e dificuldade respiratória. Epidemiologicamente, é mais comum no inverno e início da primavera, com o vírus sincicial respiratório (VSR) sendo o agente etiológico predominante em até 80% dos casos. O impacto clínico inclui hospitalizações frequentes, especialmente em prematuros ou crianças com comorbidades cardiorrespiratórias.

Descrição clínica

A bronquiolite aguda apresenta-se tipicamente como uma síndrome obstrutiva das vias aéreas inferiores em lactentes, iniciando com sintomas de infecção do trato respiratório superior, como coriza e tosse, que progridem para taquipneia, sibilância, retrações intercostais e uso de musculatura acessória. A febre pode estar presente, mas não é constante. A ausculta pulmonar revela sibilos difusos, crepitações e, em casos graves, diminuição do murmúrio vesicular. A evolução é geralmente autolimitada, com pico dos sintomas entre 3 a 5 dias, mas pode persistir por semanas.

Quadro clínico

O quadro clínico inicia com sintomas prodrômicos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, congestão nasal, tosse seca) por 1-3 dias, seguidos de agravamento com taquipneia (>40-60 rpm), sibilância, retrações subcostais, intercostais ou supraclaviculares, e gemência. Sinais de gravidade incluem cianose, taquicardia, letargia, apneia (especialmente em lactentes <3 meses), e saturação de oxigênio <90%. A febre é variável, geralmente baixa. A duração média é de 7-14 dias, mas a tosse pode persistir por semanas.

Complicações possíveis

Insuficiência respiratória aguda

Requiring suporte ventilatório (CPAP ou intubação) devido a hipoxemia ou hipercapnia refratária.

Desidratação

Resultante de redução da ingestão oral por taquipneia e dificuldade para alimentar.

Apneia

Especially em lactentes <3 meses ou prematuros, podendo necessitar de monitorização contínua.

Superinfecção bacteriana

Como pneumonia bacteriana secundária ou otite média.

Atelectasia

Obstrução bronquiolar completa leading to colapso segmentar ou lobar.

Epidemiologia

A bronquiolite aguda é uma causa comum de hospitalização em lactentes, com incidência anual de 10-30% no primeiro ano de vida em países temperados. O pico ocorre no inverno e início da primavera, coincidindo com epidemias de VSR. Fatores de risco incluem idade <6 meses, prematuridade, tabagismo passivo, e aglomeração. No Brasil, é responsável por significativa carga em serviços de emergência pediátrica.

Prognóstico

Geralmente favorável, com resolução espontânea em 1-3 semanas na maioria dos casos. Lactentes hospitalizados têm maior risco de sibilância recorrente ou asma na infância. Fatores de pior prognóstico incluem idade <3 meses, prematuridade, comorbidades cardiorrespiratórias, e hipoxemia inicial. A mortalidade é baixa em países desenvolvidos (<1%), mas maior em populações vulneráveis.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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