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CID J20: Bronquite aguda

J200
Bronquite aguda devida a Mycoplasma pneumoniae
J201
Bronquite aguda devida a Haemophilus influenzae
J202
Bronquite aguda devida a estreptococos
J203
Bronquite aguda devida a vírus Coxsackie
J204
Bronquite aguda devida a vírus parainfluenza
J205
Bronquite aguda devida a vírus sincicial respiratório
J206
Bronquite aguda devida a rinovírus
J207
Bronquite aguda devida a echovírus
J208
Bronquite aguda devida a outros microorganismos especificados
J209
Bronquite aguda não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A bronquite aguda é uma inflamação autolimitada da árvore traqueobrônquica, geralmente de etiologia viral, caracterizada por tosse produtiva ou não produtiva com duração inferior a três semanas. A condição envolve edema da mucosa brônquica, aumento da produção de muco e hiperreatividade das vias aéreas, resultando em sintomas respiratórios como tosse, sibilância e dispneia. Epidemiologicamente, é uma das principais causas de consulta médica em atenção primária, com incidência anual estimada em 5% da população adulta, sendo mais comum no outono e inverno devido à sazonalidade de vírus respiratórios. O impacto clínico inclui absenteísmo laboral e escolar, embora o prognóstico seja geralmente favorável, com resolução espontânea na maioria dos casos.

Descrição clínica

A bronquite aguda manifesta-se tipicamente como um quadro de início súbito de tosse, que pode ser inicialmente seca e evoluir para produtiva, com expectoração clara, amarelada ou esverdeada. Sintomas associados incluem sibilância, dispneia, dor retroesternal, mal-estar, febre baixa e coriza. A ausculta pulmonar pode revelar roncos, sibilos ou estertores, mas não há consolidação pulmonar. A duração média é de 1 a 3 semanas, e a condição é frequentemente precedida por uma infecção do trato respiratório superior.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui tosse (seca ou produtiva) com duração de até 3 semanas, sibilância, dispneia, dor torácica retroesternal, febre baixa (<38°C), faringite, coriza e mal-estar geral. A expectoração pode variar de mucoide a purulenta, mas a coloração não é específica para infecção bacteriana. Em crianças, vômitos pós-tosse são comuns. Sinais de alerta como febre alta, taquipneia significativa ou hipoxemia sugerem complicações como pneumonia.

Complicações possíveis

Pneumonia

Infecção bacteriana secundária do parênquima pulmonar, requerendo antibioticoterapia.

Broncoespasmo persistente

Hiperreatividade brônquica prolongada, podendo mimetizar asma.

Insuficiência respiratória

Rara, mas possível em idosos ou pacientes com comorbidades pulmonares.

Epidemiologia

A bronquite aguda tem uma incidência anual de aproximadamente 44 casos por 1000 adultos, sendo mais comum em crianças e idosos. É responsável por mais de 10 milhões de consultas médicas anuais nos EUA. Fatores de risco incluem tabagismo, exposição a poluentes, imunossupressão e aglomerações. A sazonalidade é marcada no outono e inverno, correlacionando-se com a circulação de vírus respiratórios.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com resolução espontânea em 1 a 3 semanas na maioria dos casos. A tosse pode persistir por até 4 semanas em 25% dos pacientes. Fatores de pior prognóstico incluem tabagismo, idade avançada, comorbidades (como DPOC ou insuficiência cardíaca) e etiologia bacteriana. Complicações são raras com manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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