Redação Sanar
CID H90: Perda de audição por transtorno de condução e/ou neuro-sensorial
H900
Perda de audição bilateral devida a transtorno de condução
H901
Perda de audição unilateral por transtorno de condução, sem restrição de audição contralateral
H902
Perda não especificada de audição devida a transtorno de condução
H903
Perda de audição bilateral neuro-sensorial
H904
Perda de audição unilateral neuro-sensorial, sem restrição de audição contralateral
H905
Perda de audição neuro-sensorial não especificada
H906
Perda de audição bilateral mista, de condução e neuro-sensorial
H907
Perda de audição unilateral mista, de condução e neuro-sensorial, sem restrição de audição contralateral
H908
Perda de audição mista, de condução e neuro-sensorial, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A perda de audição, classificada no CID-10 sob o código H90, refere-se a uma redução na capacidade de perceber sons, podendo ser condutiva, neurossensorial ou mista. A perda condutiva resulta de alterações no ouvido externo ou médio que impedem a condução adequada do som até a cóclea, enquanto a neurossensorial envolve danos nas células ciliadas da cóclea ou no nervo auditivo. A perda mista combina elementos de ambas. Esta condição pode ser unilateral ou bilateral, temporária ou permanente, e seu impacto varia desde dificuldades leves na comunicação até a surdez profunda, afetando significativamente a qualidade de vida, desenvolvimento da linguagem em crianças e interações sociais. Epidemiologicamente, é uma das deficiências sensoriais mais comuns globalmente, com prevalência aumentando com a idade e exposição a fatores de risco como ruído ocupacional, infecções e genética.
Descrição clínica
A perda de audição manifesta-se clinicamente por dificuldade em ouvir sons ambientais, fala ou tons específicos, podendo ser acompanhada de zumbidos, tonturas ou sensação de plenitude auricular. Em crianças, pode haver atraso no desenvolvimento da fala e linguagem, enquanto em adultos, há frequentemente relatos de isolamento social e fadiga auditiva. A avaliação inclui história clínica detalhada, exame otológico e testes audiométricos para caracterizar o tipo e grau da perda. A progressão pode ser gradual ou súbita, dependendo da etiologia, e a adaptação a aparelhos auditivos ou implantes cocleares é comum em casos moderados a severos.
Quadro clínico
Os sintomas incluem dificuldade em entender a fala, especialmente em ambientes ruidosos, necessidade de aumentar o volume de dispositivos sonoros, zumbido (acufeno), vertigem em casos associados a labirintopatias, e em crianças, atraso no desenvolvimento da linguagem. Sinais como teste de Weber lateralizado e Rinne negativo podem sugerir perda condutiva, enquanto respostas anormais em audiometria tonal e vocal confirmam o diagnóstico. A apresentação pode ser aguda (ex.: após trauma) ou crônica (ex.: presbiacusia), com variações na simetria e gravidade.
Complicações possíveis
Isolamento social e depressão
Dificuldade de comunicação pode levar a ansiedade, solidão e transtornos do humor.
Atraso no desenvolvimento da linguagem
Em crianças, a perda auditiva não tratada pode resultar em deficits cognitivos e de fala.
Quedas e acidentes
Redução da audição ambiental aumenta o risco de traumatismos, especialmente em idosos.
Piora da qualidade de vida
Impacto nas atividades diárias, trabalho e relações interpessoais.
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Epidemiologia
A perda de audição afeta aproximadamente 466 milhões de pessoas globalmente, com prevalência aumentando com a idade; cerca de 1/3 dos idosos acima de 65 anos têm perda incapacitante. No Brasil, estima-se que 5-10% da população sofra de algum grau de deficiência auditiva. Fatores de risco incluem exposição ocupacional a ruído, uso de ototóxicos, infecções e hereditariedade. A distribuição é global, com maior carga em países de baixa e média renda devido a acesso limitado a cuidados.
Prognóstico
O prognóstico depende da etiologia, tempo de diagnóstico e intervenção. Perdas condutivas often têm bom prognóstico com tratamento cirúrgico ou médico, enquanto neurossensoriais podem ser irreversíveis, mas dispositivos como aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem melhorar a função. Diagnóstico precoce e reabilitação auditiva são cruciais para otimizar os outcomes, especialmente em crianças para evitar deficits de desenvolvimento.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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