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CID H26: Outras cataratas

H260
Catarata infantil, juvenil e pré-senil
H261
Catarata traumática
H262
Catarata complicada
H263
Catarata induzida por drogas
H264
Pós-catarata
H268
Outras cataratas especificadas
H269
Catarata não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A catarata é definida como qualquer opacidade do cristalino que cause redução da acuidade visual ou interfira nas atividades diárias. O código H26 da CID-10 classifica 'Outras cataratas', abrangendo formas específicas não incluídas em outras categorias, como catarata subcapsular posterior, catarata nuclear, catarata cortical e cataratas associadas a síndromes ou condições sistêmicas. Esta categoria exclui cataratas congênitas (Q12.0) e cataratas traumáticas (S05.8), focando em etiologias adquiridas e idiopáticas. A fisiopatologia envolve alterações na estrutura proteica do cristalino, levando à agregação e dispersão de luz, resultando em opacidade. Epidemiologicamente, a catarata é a principal causa de cegueira tratável mundialmente, com prevalência aumentando com a idade, afetando mais de 50% das pessoas acima de 80 anos em populações não tratadas. O impacto clínico inclui comprometimento progressivo da visão, redução da qualidade de vida e aumento do risco de acidentes, como quedas.

Descrição clínica

As cataratas classificadas em H26 caracterizam-se por opacidades do cristalino que podem ser localizadas ou difusas, resultando em sintomas como visão embaçada, ofuscamento com luzes (fotofobia), alteração na percepção de cores (geralmente com tom amarelado), diplopia monocular e dificuldade progressiva para leitura ou direção noturna. A progressão é variável, podendo ser lenta em cataratas relacionadas à idade ou mais rápida em formas secundárias. Ao exame oftalmológico, observa-se opacidade no cristalino à biomicroscopia, com padrões específicos conforme o tipo (e.g., opacidades granulares na catarata nuclear, opacidades em cunha na cortical). A acuidade visual está comprometida de forma proporcional à densidade e localização da opacidade.

Quadro clínico

O quadro clínico é insidioso e progressivo, com queixas de visão turva ou nublada, dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, ofuscamento com faróis ou luz solar, necessidade frequente de troca de grau de óculos, e percepção de cores desbotadas. Em estágios avançados, pode haver perda significativa da acuidade visual, interferindo em tarefas cotidianas. Sinais objetivos incluem opacidade visível à inspeção com oftalmoscopia ou lâmpada de fenda, teste de sensibilidade ao contraste alterado e potencialmente leucocoria em casos densos. Não há dor ou vermelhidão ocular associada, a menos que haja complicações como glaucoma facolítico.

Complicações possíveis

Perda visual irreversível

Em casos avançados não tratados, a catarata pode levar à cegueira funcional.

Glaucoma facolítico

Aumento da pressão intraocular devido à liberação de proteínas do cristalino opacificado, obstruindo o trabeculado.

Uveíte facolítica

Inflamação intraocular induzida pela liberação de antígenos do cristalino.

Quedas e acidentes

Comprometimento da visão aumenta o risco de quedas, especialmente em idosos.

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Epidemiologia

A catarata é uma das principais causas de deficiência visual global, responsável por aproximadamente 35% dos casos de cegueira. A prevalência aumenta com a idade: estima-se que afete 5% das pessoas com 50-59 anos, 30% com 60-69 anos, e mais de 50% acima de 80 anos. Fatores de risco incluem idade avançada, exposição solar, diabetes, tabagismo, e uso de corticosteroides. Disparidades regionais existem, com maior carga em países de baixa e média renda devido a barreiras de acesso ao tratamento.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente com tratamento cirúrgico, com restauração da acuidade visual na maioria dos casos. A cirurgia de facoemulsificação com implante de lente intraocular tem sucesso em mais de 95% dos pacientes, com baixas taxas de complicações. Sem tratamento, a progressão leva a perda visual significativa e impacto na qualidade de vida. Fatores como comorbidades oculares (e.g., degeneração macular) podem limitar o resultado visual pós-operatório.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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