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CID H10: Conjuntivite
H100
Conjuntivite mucopurulenta
H101
Conjuntivite aguda atópica
H102
Outras conjuntivites agudas
H103
Conjuntivite aguda não especificada
H104
Conjuntivite crônica
H105
Blefaroconjuntivite
H108
Outras conjuntivites
H109
Conjuntivite não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana mucosa transparente que reveste a superfície anterior do globo ocular e a face interna das pálpebras. Pode ser classificada em infecciosa (bacteriana, viral), alérgica, química ou associada a condições sistêmicas, com manifestações clínicas que incluem hiperemia, edema, secreção e prurido. A fisiopatologia envolve resposta imune mediada por citocinas, infiltração celular e aumento da permeabilidade vascular, resultando em sinais inflamatórios característicos. Epidemiologicamente, é uma das afecções oculares mais comuns, com alta incidência global, particularmente em crianças e em contextos de aglomeração, podendo causar surtos epidêmicos no caso de formas virais.
Descrição clínica
A conjuntivite apresenta-se com hiperemia conjuntival, edema palpebral, secreção ocular (serosa, mucopurulenta ou purulenta, dependendo da etiologia), prurido, fotofobia e sensação de corpo estranho. A acuidade visual geralmente é preservada, exceto em casos graves com envolvimento corneal. A apresentação pode ser unilateral ou bilateral, aguda ou crônica, com variações sazonais nas formas alérgicas.
Quadro clínico
Sinais e sintomas incluem olho vermelho, lacrimejamento, secreção (aquosa em virais, purulenta em bacterianas), prurido (proeminente em alérgicas), fotofobia, edema palpebral e sensação de areia nos olhos. Em formas virais, pode haver linfadenopatia pré-auricular; em bacterianas, crostas matinais; em alérgicas, associar-se a rinite e espirros.
Complicações possíveis
Ceratite
Inflamação corneal que pode levar a úlceras, cicatrizes e perda visual, especialmente em conjuntivites bacterianas ou virais graves.
Sinéquias
Aderências entre a íris e outras estruturas oculares, mais comum em formas crônicas ou não tratadas.
Olho seco secundário
Disfunção lacrimal persistente devido à inflamação crônica da conjuntiva.
Propagação da infecção
Disseminação para outros indivíduos ou estruturas oculares, como em conjuntivites virais altamente contagiosas.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
A conjuntivite é uma das afecções oculares mais prevalentes, com incidência anual estimada em milhões de casos globalmente. Formas virais são comuns em surtos epidêmicos, especialmente em crianças e ambientes fechados; bacterianas predominam em climas quentes; e alérgicas afetam até 20% da população, com picos sazonais. Fatores de risco incluem baixa higiene, contato com infectados e atopias.
Prognóstico
Geralmente favorável, com resolução em 1-2 semanas para formas virais e alérgicas, e em dias com tratamento adequado para bacterianas. Complicações são raras com manejo correto, mas formas graves ou imunossuprimidas podem evoluir com sequelas visuais.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico oftalmológico e, se necessário, exames complementares. Critérios incluem: presença de hiperemia conjuntival, secreção ocular, e exclusão de outras causas de olho vermelho (ex.: ceratite, uveíte). Para etiologia específica, considerar características epidemiológicas, padrão de secreção e testes laboratoriais (ex.: cultura bacteriana, PCR viral).
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Ceratite
Inflamação da córnea, com dor intensa, fotofobia marcada e possível diminuição da acuidade visual, diferenciada pela presença de infiltrados corneanos ao exame com lâmpada de fenda.
American Academy of Ophthalmology. Preferred Practice Pattern: Corneal/External Disease. 2018.
Uveíte anterior
Inflamação da íris e corpo ciliar, caracterizada por dor ocular, fotofobia, miosis e células na câmara anterior, distinguida pela ausência de secreção purulenta e presença de sinais inflamatórios intraoculares.
Jabs DA, et al. Standardization of Uveitis Nomenclature (SUN) Working Group. Am J Ophthalmol. 2005.
Episclerite
Inflamação da episclera, com hiperemia setorial, geralmente indolor ou com desconforto leve, sem secreção significativa, diferenciada pela localização superficial e resposta a vasoconstritores tópicos.
Watson PG, et al. Episcleritis and scleritis. Br J Ophthalmol. 1976.
Síndrome do olho seco
Disfunção do filme lacrimal, com queimação, sensação de corpo estranho e visão turva, mas sem hiperemia intensa ou secreção purulenta, confirmada por testes de ruptura do filme lacrimal.
Craig JP, et al. TFOS DEWS II Definition and Classification Report. Ocul Surf. 2017.
Glaucoma agudo
Aumento súbito da pressão intraocular, com dor intensa, visão turva, halos ao redor das luzes e midríase, diferenciado pela medida da pressão intraocular e achados gonioscópicos.
Weinreb RN, et al. Primary open-angle glaucoma. Lancet. 2004.
Exames recomendados
Exame com lâmpada de fenda
Avaliação detalhada das estruturas oculares anteriores, incluindo conjuntiva, córnea e câmara anterior.
Detectar sinais inflamatórios, excluir envolvimento corneal e diferenciar de outras patologias oculares.
Coloração de Gram e cultura bacteriana
Coleta de secreção conjuntival para identificação de bactérias e teste de sensibilidade a antibióticos.
Confirmar etiologia bacteriana e guiar terapia antimicrobiana em casos graves ou recorrentes.
PCR para vírus
Detecção de DNA ou RNA viral em amostras oculares, como para adenovírus.
Diagnosticar conjuntivite viral em surtos ou casos atípicos.
Teste de alergia (ex.: IgE específica)
Avaliação de sensibilização a alérgenos por meio de testes cutâneos ou sorológicos.
Identificar etiologia alérgica em pacientes com sintomas recorrentes ou sazonais.
Citologia de raspado conjuntival
Análise microscópica de células da conjuntiva para identificar padrões inflamatórios (ex.: eosinófilos em alérgicas).
Diferenciar entre etiologias infecciosas e alérgicas com base no infiltrado celular.
Aprimore sua prática clínica
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Lavagem frequente com água e sabão ou uso de álcool gel para reduzir transmissão de formas infecciosas.
Evitar compartilhar itens pessoais
Como toalhas, maquiagem e colírios, para minimizar contágio.
Controle ambiental
Redução de exposição a alérgenos e irritantes em ambientes internos.
Vigilância e notificação
Em muitos países, surtos de conjuntivite infecciosa (especialmente viral) são de notificação compulsória às autoridades de saúde pública para controle de epidemias. Medidas incluem isolamento de casos, educação sobre higiene e monitoramento de resistência antimicrobiana em bacterianas.
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Sim, as formas infecciosas (viral e bacteriana) são altamente contagiosas, transmitidas por contato direto com secreções ou objetos contaminados. Formas alérgicas e químicas não são contagiosas.
A duração varia: viral geralmente 1-2 semanas, bacteriana pode resolver em 2-5 dias com tratamento, e alérgica persiste enquanto houver exposição ao alérgeno. Casos não complicados têm bom prognóstico.
Recomenda-se avaliação se houver dor intensa, alteração visual, fotofobia marcada, secreção purulenta abundante, ou se os sintomas não melhorarem em 3-4 dias, para excluir complicações e definir etiologia.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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