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CID H02: Outros transtornos da pálpebra
H020
Entrópio e triquíase da pálpebra
H021
Ectrópio da pálpebra
H022
Lagoftalmo
H023
Blefarocalásia
H024
Ptose da pálpebra
H025
Outros transtornos que afetam a função da pálpebra
H026
Xantelasma da pálpebra
H027
Outros transtornos degenerativos da pálpebra e da área periocular
H028
Outros transtornos especificados das pálpebras
H029
Transtorno não especificado da pálpebra
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria H02 da CID-10 engloba uma variedade de transtornos das pálpebras que não são classificados em outras categorias específicas, como entrópio, ectrópio, ou blefarite. Esses transtornos envolvem alterações estruturais, funcionais ou inflamatórias das pálpebras, que são estruturas cutâneas móveis que protegem o globo ocular, distribuem o filme lacrimal e participam da drenagem das lágrimas. A fisiopatologia pode incluir processos degenerativos, inflamatórios, traumáticos ou congênitos, levando a disfunções como exposição corneal inadequada, irritação ocular ou comprometimento visual. O impacto clínico varia desde desconforto leve até complicações graves como úlceras de córnea, destacando a importância do diagnóstico e manejo adequados para preservar a saúde ocular. Epidemiologicamente, esses transtornos são comuns em todas as faixas etárias, com maior prevalência em idosos devido a alterações relacionadas ao envelhecimento, como laxidade tissular.
Descrição clínica
Os transtornos incluídos em H02 abrangem condições como ptose palpebral, retração palpebral, hipertrofia palpebral, e outras anomalias não especificadas. Clinicamente, manifestam-se por alterações na posição, forma ou função das pálpebras, podendo resultar em sintomas como lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho, ou visão borrada. A avaliação requer exame oftalmológico minucioso para identificar a etologia subjacente e o grau de comprometimento funcional.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui sinais como assimetria palpebral, dificuldade de abertura ou fechamento ocular, vermelhidão, edema, ou ulcerações palpebrais. Sintomas comuns são irritação ocular, lacrimejamento excessivo, fotofobia, e em casos graves, baixa acuidade visual devido a obstrução ou exposição corneal. A apresentação pode ser aguda ou crônica, dependendo da causa subjacente.
Complicações possíveis
Úlcera de córnea
Lesão corneal devido a exposição excessiva ou atrito palpebral, podendo levar a infecções e perda visual.
Ceratite
Inflamação da córnea resultante de má distribuição lacrimal ou trauma palpebral crônico.
Ambliopia
Baixa visão por privação em crianças com ptose congênita que obstrui o eixo visual.
Infecções secundárias
Sobreinfecção bacteriana ou fúngica em áreas de pele comprometida ou ulcerada.
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Transtornos das pálpebras são prevalentes, com estimativas variando conforme a população; por exemplo, ptose afeta até 1-2% da população geral, sendo mais comum em idosos. Dados da OMS indicam que doenças oculares, incluindo transtornos palpebrais, contribuem significativamente para morbidade, especialmente em regiões com acesso limitado a cuidados oftalmológicos.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, dependendo da etiologia e gravidade. Transtornos congênitos ou neurológicos podem ter curso crônico, enquanto causas inflamatórias ou traumáticas frequentemente respondem bem à terapia. Complicações como úlceras de córnea podem levar a sequelas visuais permanentes se não manejadas precocemente.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico oftalmológico (incluindo inspeção das pálpebras, avaliação da função muscular, e teste de Schirmer para lacrimejamento), e eventualmente exames complementares. Critérios incluem identificação de anomalias palpebrais (e.g., ptose definida como margem palpebral superior a mais de 2 mm abaixo do limbo corneal em posição primária) e exclusão de outras categorias CID-10 específicas. Diretrizes como as da American Academy of Ophthalmology recomendam documentação fotográfica e medidas palpebrais para objetivar achados.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
H00 - Hordéolo e calázio
Infecções agudas ou crônicas das glândulas palpebrais, caracterizadas por nódulos inflamatórios, diferindo de transtornos estruturais em H02.
CID-10, Capítulo VII, Grupo H00-H06
H01 - Outras inflamações da pálpebra
Condições inflamatórias como blefarite ou dermatite palpebral, que podem simular alterações em H02, mas focam em processos inflamatórios primários.
CID-10, Capítulo VII, Grupo H00-H06
H03 - Transtornos da pálpebra em doenças classificadas em outra parte
Envolvimento palpebral secundário a doenças sistêmicas (e.g., mixedema, esclerodermia), exigindo investigação da causa primária.
CID-10, Capítulo VII, Grupo H00-H06
G51.0 - Paralisia de Bell
Paralisia do nervo facial levando a lagoftalmo ou ectrópio, que pode ser confundido com transtornos palpebrais isolados.
CID-10, Capítulo VI, G50-G59
H11.4 - Outras alterações vasculares da conjuntiva e esclera
Condições conjuntivais que podem causar edema palpebral secundário, diferenciadas por exame oftalmológico detalhado.
CID-10, Capítulo VII, H10-H13
Exames recomendados
Exame oftalmológico completo
Inclui inspeção, palpação, avaliação da motilidade palpebral e medida da fenda palpebral.
Identificar anomalias estruturais e funcionais das pálpebras.
Teste de Schirmer
Mede a produção lacrimal para avaliar função lacrimal associada a transtornos palpebrais.
Detectar deficiência lacrimal que pode exacerbar sintomas.
Biopsia palpebral
Coleta de tecido para análise histopatológica em casos de suspeita de neoplasias ou inflamações crônicas.
Confirmar diagnósticos de doenças específicas como tumores ou dermatoses.
Imagem por ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC)
Exames de imagem da órbita e estruturas adjacentes.
Avaliar causas neurológicas ou massas que afetam as pálpebras.
Eletromiografia (EMG)
Avaliação da atividade elétrica muscular.
Investigar disfunções neuromusculares em casos de ptose ou paralisia.
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Uso de equipamentos de segurança em atividades de risco para evitar lesões palpebrais.
Controle de doenças sistêmicas
Manejo adequado de condições como diabetes ou hipertireoidismo que podem afetar as pálpebras.
Hábitos de vida saudáveis
Evitar fumo e exposição solar excessiva, que podem acelerar alterações degenerativas.
Vigilância e notificação
Não há vigilância específica obrigatória para H02 em sistemas de saúde pública, mas casos com complicações graves (e.g., cegueira) podem ser notificados em programas de saúde ocular. A ANVISA monitora eventos adversos relacionados a dispositivos ou medicamentos oftálmicos.
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Causas incluem envelhecimento (laxidade tissular), doenças neurológicas (e.g., paralisia facial), e condições inflamatórias crônicas, levando a ectrópio, entrópio ou ptose.
Ptose é a queda da pálpebra superior, enquanto retração é a elevação anormal; o diagnóstico é baseado em medidas palpebrais e exame oftalmológico, com retração frequentemente associada a tireoidopatias.
Complicações incluem úlceras de córnea, ceratite, ambliopia em crianças, e infecções secundárias, podendo resultar em perda visual permanente se não manejadas.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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