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CID G30: Doença de Alzheimer

G300
Doença de Alzheimer de início precoce
G301
Doença de Alzheimer de início tardio
G308
Outras formas de doença de Alzheimer
G309
Doença de Alzheimer não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva e irreversível, caracterizada por perda neuronal, atrofia cortical e acúmulo de placas senis de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau hiperfosforilada no cérebro. É a causa mais comum de demência em idosos, representando aproximadamente 60-70% dos casos, e manifesta-se clinicamente por declínio cognitivo, prejuízo na memória episódica, desorientação, alterações comportamentais e dificuldades nas atividades de vida diária. A fisiopatologia envolve disfunção sináptica, inflamação crônica e estresse oxidativo, levando à morte neuronal e atrofia cerebral, particularmente no hipocampo e córtex entorrinal. Epidemiologicamente, a prevalência aumenta com a idade, afetando cerca de 1-2% da população aos 65 anos e até 30% aos 85 anos, com fatores de risco como idade avançada, história familiar, genética (e.g., alelo APOE ε4), baixa escolaridade e comorbidades cardiovasculares.

Descrição clínica

A Doença de Alzheimer apresenta um curso insidioso e progressivo, com início geralmente após os 65 anos (forma esporádica), embora formas de início precoce (antes dos 65 anos) possam ocorrer, associadas a mutações genéticas. O quadro clínico evolui de deficits leves de memória episódica para comprometimento global das funções cognitivas, incluindo afasia, apraxia, agnosia e disfunção executiva. Sintomas neuropsiquiátricos como apatia, depressão, agitação e delírios são comuns. A progressão leva à dependência completa, com complicações como infecções, desnutrição e imobilidade, sendo a pneumonia uma causa frequente de óbito.

Quadro clínico

O quadro clínico da Doença de Alzheimer é caracterizado por declínio cognitivo progressivo, iniciando com comprometimento da memória episódica (dificuldade em lembrar eventos recentes), seguido por deficits em outras áreas: linguagem (afasia anômica e de condução), habilidades visuoespaciais (desorientação e dificuldade de navegação), funções executivas (planejamento e julgamento) e praxias. Sintomas comportamentais e psicológicos incluem apatia, irritabilidade, agitação, depressão, ansiedade, delírios (e.g., roubo) e alucinações. Nas fases avançadas, há perda de autonomia, incontinência, disfagia e imobilidade, com evolução para estágio terminal em média 8-10 anos após o diagnóstico.

Complicações possíveis

Infecções

Pneumonia por aspiração e infecções do trato urinário devido a disfagia e imobilidade.

Desnutrição e Desidratação

Resultante de dificuldades alimentares, apraxia e negligência.

Quedas e Fraturas

Associadas a deficits de marcha, desorientação e uso de medicamentos psicotrópicos.

Comportamentos Desafiadores

Agitação, agressividade e vagância, aumentando o risco de acidentes e sobrecarga do cuidador.

Síndrome do Imobilismo

Úlceras de pressão, trombose venosa profunda e contraturas em estágios avançados.

Epidemiologia

A Doença de Alzheimer é a principal causa de demência global, com prevalência estimada em 5-7% na população acima de 60 anos. No Brasil, afeta aproximadamente 1,2 milhão de pessoas, com incidência aumentando exponencialmente com a idade: 1% aos 65 anos, 3% aos 75 anos e até 30% aos 85 anos. Fatores de risco incluem idade, sexo feminino, baixa escolaridade, história familiar, genética (APOE ε4), diabetes, hipertensão e sedentarismo. A carga econômica é significativa, com custos diretos e indiretos elevados para sistemas de saúde e famílias.

Prognóstico

O prognóstico da Doença de Alzheimer é desfavorável, com progressão inevitável para dependência completa e óbito, geralmente em 8-10 anos após o diagnóstico, embora a variabilidade individual seja grande. Fatores como idade avançada ao início, comorbidades, gravidade inicial e presença de sintomas neuropsiquiátricos associam-se a pior evolução. Intervenções farmacológicas e não farmacológicas podem modestamente retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida, mas não alteram o curso fatal da doença.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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