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CID G25: Outras doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos
G250
Tremor essencial
G251
Tremor induzido por drogas
G252
Outras formas especificadas de tremor
G253
Mioclonia
G254
Coréia induzida por droga
G255
Outras formas de coréia
G256
Tiques induzidos por droga e outros tipos de origem orgânica
G258
Outras doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos, especificados
G259
Doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos, não especificados
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria G25 da CID-10 abrange um grupo heterogêneo de transtornos extrapiramidais não classificados em outras categorias específicas, caracterizados por disfunções nos gânglios da base e vias relacionadas, resultando em distúrbios do movimento. Esses transtornos envolvem alterações no controle motor, como discinesias, tremores, distonias ou coreias, frequentemente associados a anormalidades nos neurotransmissores dopaminérgicos, colinérgicos ou GABAérgicos. O impacto clínico varia desde sintomas leves e intermitentes até condições incapacitantes, afetando a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes. Epidemiologicamente, são mais prevalentes em idosos, mas podem ocorrer em qualquer faixa etária, com distribuição global e associação a fatores genéticos, iatrogênicos ou idiopáticos.
Descrição clínica
Os transtornos extrapiramidais sob G25 manifestam-se por uma variedade de sinais motores anormais, incluindo movimentos involuntários (como coreia, balismo, distonia ou discinesia), tremores, rigidez muscular, bradicinesia ou instabilidade postural. Esses sintomas podem ser simétricos ou assimétricos, intermitentes ou contínuos, e frequentemente exacerbados por estresse ou fadiga. A apresentação clínica é influenciada pela etiologia subjacente, podendo envolver comprometimento da marcha, dificuldades na fala ou na deglutição, e impactos psicossociais devido à limitação funcional.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme o subtipo, mas geralmente inclui movimentos involuntários (coreia, balismo, distonia, discinesia), tremores (de repouso, postural ou ação), rigidez muscular, bradicinesia, instabilidade postural, e possivelmente sintomas autonômicos ou cognitivos. Os sintomas podem ser focais, segmentares ou generalizados, com início agudo ou insidioso, e frequentemente pioram com a fadiga ou o estresse. Em casos graves, há prejuízo significativo nas atividades diárias, como alimentação, vestir-se ou deambulação.
Complicações possíveis
Comprometimento funcional
Dificuldades em atividades de vida diária, como alimentação, higiene e mobilidade, devido a movimentos involuntários ou rigidez.
Isolamento social e depressão
Impacto psicossocial resultante da limitação física e do estigma associado aos movimentos anormais.
Quedas e traumas
Risco aumentado de quedas devido a instabilidade postural, tremores ou distonia, podendo levar a fraturas ou outras lesões.
Disfagia e desnutrição
Comprometimento da deglutição em alguns transtornos, resultando em aspiração, pneumonia ou perda de peso.
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A prevalência dos transtornos extrapiramidais sob G25 é estimada em 1-5% da população geral, variando conforme a região e o subtipo. São mais comuns em idosos, mas podem ocorrer em qualquer idade, com distribuição global. Fatores de risco incluem uso de medicamentos antipsicóticos, história familiar, e exposição a toxinas. Dados do Global Burden of Disease indicam que transtornos do movimento contribuem significativamente para anos vividos com incapacidade.
Prognóstico
O prognóstico é variável, dependendo da etiologia, subtipo e resposta ao tratamento. Formas idiopáticas ou genéticas podem ser progressivas e incapacitantes, enquanto as induzidas por medicamentos frequentemente melhoram com a descontinuação do agente. Intervenções precoces com terapia farmacológica e reabilitação podem melhorar a qualidade de vida, mas muitos transtornos são crônicos e requerem manejo a longo prazo.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada, exame neurológico que evidencie sinais extrapiramidais (como tremor, rigidez, discinesia), e exclusão de outras causas específicas (ex.: doença de Parkinson, coreia de Huntington). Critérios podem incluir a presença de movimentos anormais persistentes ou intermitentes, resposta a manobras diagnósticas (ex.: melhora com anticolinérgicos em distonias), e apoio de exames complementares para confirmar a etiologia. Diretrizes como as da Movement Disorder Society são referências para subclassificação.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Doença de Parkinson (G20)
Caracteriza-se por tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural, com resposta à levodopa, diferindo de outros transtornos extrapiramidais pela predominância de hipocinesia.
OMS - CID-10: G20
Coreia de Huntington (G10)
Apresenta coreia progressiva, demência e história familiar, com base genética (expansão CAG no gene HTT), distinguindo-se por seu caráter hereditário e envolvimento cognitivo.
UpToDate - Huntington Disease
Distonia medicamentosa (G24.0)
Induzida por fármacos como antipsicóticos, com espasmos musculares sustentados, frequentemente reversível com suspensão do agente, diferindo de formas idiopáticas.
Micromedex - Drug-Induced Dystonia
Tremor essencial (G25.0)
Tremor postural ou de ação bilateral, sem outros sinais extrapiramidais proeminentes, com história familiar comum, contrastando com tremores secundários a outras causas.
Movement Disorder Society Guidelines
Síndrome de Tourette (F95.2)
Caracterizada por tiques motores e vocais múltiplos, com início na infância, diferindo por sua natureza de tique e associação com comorbidades psiquiátricas.
DSM-5 - Tourette's Disorder
Exames recomendados
Ressonância magnética de encéfalo
Avaliação estrutural para excluir lesões como tumores, acidentes vasculares cerebrais ou atrofias que possam simular transtornos extrapiramidais.
Diagnóstico diferencial e identificação de causas estruturais
Dosagem de ceruloplasmina e cobre sérico
Teste para doença de Wilson, uma causa tratável de distúrbios do movimento, com níveis baixos de ceruloplasmina e alto cobre urinário.
Rastreamento de doenças metabólicas
Eletroencefalograma (EEG)
Pode ser útil em casos com suspeita de atividade epileptiforme associada a movimentos anormais, como em algumas discinesias paroxísticas.
Avaliação de atividade elétrica cerebral anormal
Testes genéticos
Indicados para suspeita de distonias hereditárias ou coreias genéticas, como análise do gene DYT1 para distonia primária.
Confirmação de etiologias genéticas
Teste de desafio farmacológico
Administração de agentes como anticolinérgicos ou levodopa para observar resposta, auxiliando na diferenciação de subtipos de distúrbios do movimento.
Avaliação da resposta terapêutica e subclassificação
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Evitar prescrição desnecessária de fármacos com potencial extrapiramidal, como antipsicóticos típicos, em populações de risco.
Monitoramento de exposições ocupacionais
Controle de exposição a toxinas como manganês ou monóxido de carbono, que podem causar transtornos do movimento.
Aconselhamento genético
Para famílias com história de distúrbios hereditários, visando identificar riscos e planejar intervenções precoces.
Vigilância e notificação
No Brasil, a vigilância é realizada por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para condições específicas, mas transtornos extrapiramidais como G25 geralmente não são de notificação compulsória, exceto em surtos ou associações com exposições ambientais. Profissionais de saúde devem notificar casos suspeitos de causas infecciosas ou tóxicas às autoridades sanitárias locais, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
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As causas incluem uso de medicamentos (como antipsicóticos), fatores genéticos (em distonias hereditárias), idiopáticas, e secundárias a doenças metabólicas ou tóxicas. A avaliação detalhada é essencial para identificar a etiologia.
O tremor essencial (G25.0) é tipicamente bilateral, de ação ou postural, sem bradicinesia ou rigidez, enquanto o Parkinson (G20) apresenta tremor de repouso, hipocinesia e resposta à levodopa. O exame neurológico e a história são cruciais.
Depende da causa; formas induzidas por medicamentos podem ser reversíveis, enquanto idiopáticas ou genéticas são geralmente crônicas. O tratamento visa controle sintomático e melhora da qualidade de vida, sem cura definitiva na maioria dos casos.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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