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CID I80: Flebite e tromboflebite
I800
Flebite e tromboflebite dos vasos superficiais dos membros inferiores
I801
Flebite e tromboflebite da veia femural
I802
Flebite e tromboflebite de outros vasos profundos dos membros inferiores
I803
Flebite e tromboflebite dos membros inferiores, não especificada
I808
Flebite e tromboflebite de outras localizações
I809
Flebite e tromboflebite de localização não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A flebite e tromboflebite referem-se a condições inflamatórias das veias, frequentemente associadas à formação de trombos. A flebite denota inflamação da parede venosa, enquanto a tromboflebite implica na coexistência de trombose e inflamação. Essas afecções podem ocorrer em veias superficiais ou profundas, sendo a tromboflebite superficial mais comum em membros inferiores. A fisiopatologia envolve a tríade de Virchow: estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade, que predispõem à trombogênese e resposta inflamatória. Epidemiologicamente, a incidência aumenta com idade, obesidade, imobilização e história prévia de trombose, representando uma causa significativa de morbidade vascular.
Descrição clínica
A apresentação clínica varia conforme a localização (superficial vs. profunda). Na tromboflebite superficial, observa-se dor localizada, eritema, edema e cordão venoso palpável. Na tromboflebite profunda, os sintomas incluem edema assimétrico, dor à palpação, calor e alterações de coloração. Complicações como embolia pulmonar são mais associadas à trombose venosa profunda. O diagnóstico é baseado em achados clínicos e exames de imagem, com ultrassonografia Doppler sendo o padrão-ouro.
Quadro clínico
Pacientes apresentam dor localizada, inchaço, calor, rubor e cordão venoso palpável na área afetada. Febre baixa e mal-estar podem ocorrer. Na tromboflebite profunda, há risco de embolia pulmonar (dor torácica, dispneia). A evolução pode ser aguda ou crônica, com recidivas em casos de fatores de risco persistentes.
Complicações possíveis
Embolia pulmonar
Migração de trombo para artérias pulmonares, causando hipóxia e risco de morte.
Síndrome pós-trombótica
Complicação crônica com edema, dor, hiperpigmentação e ulceração venosa.
Progressão para trombose venosa profunda
Extensão do trombo para veias profundas, aumentando risco embólico.
Infecção secundária
Sobreinfecção bacteriana no sítio inflamado, podendo evoluir para sepse.
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A incidência anual de tromboflebite superficial é de aproximadamente 125.000 casos por milhão, e de trombose venosa profunda, 1-2 por 1000 pessoas. Fatores de risco incluem idade >60 anos, obesidade, imobilização, câncer e história familiar. Mais comum em mulheres devido a fatores hormonais.
Prognóstico
Geralmente bom para tromboflebite superficial, com resolução em semanas com tratamento. Na trombose venosa profunda, o prognóstico depende da extensão e fatores de risco; há risco de recidiva (5-10% ao ano) e síndrome pós-trombótica em até 50% dos casos. Mortalidade é baixa, mas significativa se complicada por embolia pulmonar.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é estabelecido por critérios clínicos (sinais de inflamação venosa) e confirmado por ultrassonografia com Doppler, que demonstra não compressibilidade da veia, presença de trombo e fluxo sanguíneo alterado. Escalas como Wells para trombose venosa profunda auxiliam na estratificação de risco. Em casos atípicos, ressonância magnética ou flebografia podem ser utilizadas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Celulite
Infecção bacteriana da pele e tecido subcutâneo, com eritema, edema e calor, mas sem cordão venoso palpável.
UpToDate
Linfedema
Acúmulo de linfa devido a obstrução linfática, causando edema crônico, geralmente indolor e sem sinais inflamatórios agudos.
Diretrizes Brasileiras de Angiologia
Erisipela
Infecção cutânea por Streptococcus, com bordas bem demarcadas, febre e linfangite, diferenciada pela ausência de trombose venosa.
PubMed
Trombose arterial
Oclusão arterial aguda, com dor intensa, palidez, pulso diminuído e frialdade, contrastando com achados venosos.
Micromedex
Cisto de Baker rompido
Pseudotromboflebite com edema e dor em panturrilha, mas sem evidência de trombo em exames de imagem.
OMS
Exames recomendados
Ultrassonografia com Doppler
Exame de imagem não invasivo para visualizar trombo, fluxo venoso e compressibilidade.
Confirmar diagnóstico e localizar trombose.
D-dímero
Marcador de degradação de fibrina, elevado em estados trombóticos.
Excluir trombose em pacientes de baixo risco.
Hemograma completo
Avaliação de leucocitose e outros parâmetros hematológicos.
Detectar infecção ou inflamação sistêmica.
Coagulograma
Inclui TP, TTPA e outros testes de coagulação.
Avaliar hipercoagulabilidade e monitorar terapia anticoagulante.
Ressonância magnética venosa
Imagem de alta resolução para veias profundas em casos complexos.
Diagnóstico em anatomia difícil ou suspeita de trombose em veias centrais.
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Em pacientes de alto risco para reduzir estase venosa.
Anticoagulantes profiláticos
Em situações de risco como cirurgias ou imobilização.
Hidratação adequada
Manter hemodiluição e fluxo sanguíneo.
Atividade física regular
Promove circulação venosa e previne estase.
Vigilância e notificação
Não é de notificação compulsória no Brasil, mas vigilância é recomendada em surtos associados a procedimentos médicos. Monitorar taxas de complicações e adesão ao tratamento anticoagulante.
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Flebite é a inflamação da parede venosa, enquanto tromboflebite inclui a presença de trombo associado à inflamação. Ambas podem coexistir, mas a tromboflebite carrega risco de complicações embólicas.
Sim, especialmente se não tratada, com risco de progressão em cerca de 10-15% dos casos, devido à extensão do trombo ou fatores de risco persistentes.
Varia de 3 a 6 meses para episódios agudos, podendo ser prolongado em casos de recidiva ou fatores de risco crônicos, baseado em avaliação individual de risco-benefício.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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