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CID I71: Aneurisma e dissecção da aorta
I710
Aneurisma dissecante da aorta [qualquer porção]
I711
Aneurisma da aorta torácica, roto
I712
Aneurisma da aorta torácica, sem menção de ruptura
I713
Aneurisma da aorta abdominal, roto
I714
Aneurisma da aorta abdominal, sem menção de ruptura
I715
Aneurisma da aorta tóraco-abdominal, roto
I716
Aneurisma da aorta toráco-abdominal, sem menção de ruptura
I718
Aneurisma da aorta de localização não especificada, roto
I719
Aneurisma aórtico de localização não especificada, sem menção de ruptura
Mais informações sobre o tema:
Definição
O aneurisma da aorta é uma dilatação segmentar e permanente da aorta, com aumento de pelo menos 50% em relação ao diâmetro normal esperado, resultante de degeneração da parede vascular. A dissecção aórtica é uma condição aguda caracterizada pela formação de um falso lúmen na parede da aorta, devido à entrada de sangue através de uma laceração na íntima, criando um flap intimomedial. Ambas as condições envolvem alterações estruturais da parede aórtica, frequentemente associadas a fragilidade do tecido conjuntivo, e representam emergências médicas com alto risco de ruptura e morte. A epidemiologia varia conforme a localização: aneurismas da aorta abdominal são mais comuns, enquanto dissecções são predominantes na aorta torácica, com incidência aumentada em idosos e indivíduos com fatores de risco cardiovascular.
Descrição clínica
A apresentação clínica do aneurisma da aorta pode ser assintomática ou manifestar-se com dor abdominal ou lombar, massa pulsátil palpável, ou sintomas compressivos. Na dissecção aórtica, o quadro é agudo, com dor torácica ou abdominal súbita e intensa, frequentemente descrita como 'rasgante' ou 'migratória', podendo irradiar para as costas. Sinais de hipoperfusão, sopros, assimetria de pulsos e complicações como insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral podem ocorrer. A progressão é variável, com risco de ruptura no aneurisma e extensão da dissecção, levando a isquemia de órgãos.
Quadro clínico
Quadro variável: aneurismas assintomáticos são frequentemente detectados incidentalmente; sintomáticos podem apresentar dor abdominal ou lombar crônica, massa pulsátil, ou sinais de ruptura (dor súbita, hipotensão, choque). Dissecção aórtica aguda manifesta-se com dor torácica ou abdominal intensa e súbita, muitas vezes migratória, associada a sudorese, palidez e sinais neurológicos ou de insuficiência orgânica. Complicações incluem ruptura, tamponamento cardíaco, insuficiência aórtica e isquemia mesentérica ou renal.
Complicações possíveis
Ruptura aórtica
Complicação catastrófica com alta mortalidade, resultando em hemorragia maciça e choque hipovolêmico.
Isquemia de órgãos
Devido a oclusão de ramos arteriais pela dissecção, levando a infarto mesentérico, renal ou cerebral.
Insuficiência cardíaca
Pode ocorrer por insuficiência aórtica aguda ou tamponamento cardíaco em dissecções proximais.
Choque hemorrágico
Resultante de ruptura ou extravasamento sanguíneo, exigindo ressuscitação volêmica urgente.
Morte súbita
Frequente em casos não tratados, especialmente por ruptura ou dissecção extensa.
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Aneurismas da aorta abdominal têm prevalência de 4-8% em homens acima de 65 anos, com incidência aumentada pelo tabagismo e hipertensão. Dissecções aórticas são menos frequentes, com incidência de 3-6/100.000 pessoas/ano, predominando em homens e idosos. Fatores regionais e genéticos influenciam a distribuição, com síndromes hereditárias respondendo por 20% dos casos. A mortalidade global permanece alta, destacando a importância do diagnóstico precoce.
Prognóstico
O prognóstico é grave, com mortalidade elevada se não tratado. Para aneurismas, o risco de ruptura aumenta com o diâmetro (>5,5 cm na abdominal); reparo eletivo reduz mortalidade. Na dissecção, a mortalidade sem tratamento é de 1-2% por hora inicialmente; tipo A tem pior prognóstico, exigindo cirurgia emergente, enquanto tipo B pode ser manejado medicamente ou com intervenção endovascular. Sobrevida a longo plazo depende do controle de fatores de risco e follow-up rigoroso.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e de imagem. Para aneurisma, é confirmado por métodos de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) mostrando dilatação aórtica ≥3 cm na abdominal ou ≥5 cm na torácica. Para dissecção, critérios incluem dor característica associada a achados de imagem demonstrando flap intimomedial ou falso lúmen, conforme classificação de Stanford (tipo A envolvendo aorta ascendente; tipo B não envolvendo). Diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia e American Heart Association reforçam a necessidade de avaliação rápida em suspeita de dissecção.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Infarto agudo do miocárdio
Dor torácica isquêmica, mas tipicamente opressiva e não migratória, com alterações eletrocardiográficas e elevação de biomarcadores cardíacos.
Diretrizes da American Heart Association para Síndromes Coronarianas Agudas
Embolia pulmonar
Pode causar dor torácica aguda e dispneia, mas geralmente associada a fatores de risco para tromboembolismo e achados de angiotomografia de tórax.
Diretrizes da European Society of Cardiology para Embolia Pulmonar Aguda
Colecistite aguda
Dor abdominal no quadrante superior direito, frequentemente com sinal de Murphy positivo e alterações laboratoriais, sem envolvimento aórtico.
Diretrizes da World Society of Emergency Surgery para Colecistite Aguda
Úlcera péptica perfurada
Dor abdominal súbita e intensa, com sinais de peritonite e ar livre na radiografia, distinta da dor aórtica.
Diretrizes da World Society of Emergency Surgery para Úlcera Péptica
Pancreatite aguda
Dor abdominal epigástrica irradiada para as costas, mas com elevação de amilase/lipase e achados de imagem pancreáticos.
Diretrizes da International Association of Pancreatology para Pancreatite Aguda
Exames recomendados
Tomografia computadorizada com contraste
Exame de escolha para avaliação detalhada da aorta, permitindo medir diâmetros, detectar dissecção e planejar intervenção.
Confirmar diagnóstico, classificar extensão e guiar tratamento
Ecocardiograma transtorácico ou transesofágico
Útil para avaliação de aorta ascendente, válvula aórtica e complicações cardíacas, especialmente em dissecção tipo A.
Avaliar envolvimento cardíaco e auxiliar no diagnóstico rápido
Ressonância magnética
Alternativa sem radiação, boa para follow-up de aneurismas e avaliação de dissecção, com detalhe tecidual.
Monitorar progressão e avaliar anatomia em pacientes selecionados
Ultrassonografia abdominal
Método de rastreio para aneurisma da aorta abdominal, com boa acurácia para medidas e detecção.
Rastreio em populações de risco e follow-up
Radiografia de tórax
Pode mostrar alargamento mediastinal ou alterações aórticas, mas é insensível para diagnóstico definitivo.
Triagem inicial em suspeita de patologia torácica
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Manutenção de pressão arterial dentro de metas para reduzir estresse na parede aórtica.
Cessação do tabagismo
Fator de risco modificável crucial para reduzir incidência e progressão de aneurismas.
Rastreio em populações de risco
Ultrassonografia abdominal para homens >65 anos fumantes ou com história familiar de aneurisma.
Aconselhamento genético
Para indivíduos com síndromes hereditárias, visando detecção precoce e manejo.
Vigilância e notificação
No Brasil, aneurismas e dissecções aórticas não são de notificação compulsória universal, mas devem ser registrados em sistemas de saúde para vigilância de doenças cardiovasculares. Programas de rastreio para aneurisma da aorta abdominal em homens fumantes ou com história familiar são recomendados por diretrizes. Em surtos ou clusters, notificação às autoridades de saúde pode ser necessária para investigação de fatores ambientais ou genéticos.
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Geralmente, diâmetro ≥5,5 cm em homens ou ≥5,0 cm em mulheres, ou taxa de crescimento >0,5 cm/ano, conforme diretrizes baseadas em risco de ruptura.
A dissecção typically apresenta dor 'rasgante' e migratória, com assimetria de pulsos e achados de imagem específicos, enquanto o IAM tem dor opressiva, alterações no ECG e elevação de troponina.
Tabagismo, hipertensão arterial e dislipidemia são os principais; controle desses fatores pode retardar a progressão e reduzir complicações.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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