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CID I63: Infarto cerebral

I630
Infarto cerebral devido a trombose de artérias pré-cerebrais
I631
Infarto cerebral devido a embolia de artérias pré-cerebrais
I632
Infarto cerebral devido a oclusão ou estenose não especificadas de artérias pré-cerebrais
I633
Infarto cerebral devido a trombose de artérias cerebrais
I634
Infarto cerebral devido a embolia de artérias cerebrais
I635
Infarto cerebral devido a oclusão ou estenose não especificadas de artérias cerebrais
I636
Infarto cerebral devido a trombose venosa cerebral não-piogênica
I638
Outros infartos cerebrais
I639
Infarto cerebral não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O infarto cerebral, também conhecido como acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, é uma condição neurológica aguda caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro, resultando em necrose do tecido neuronal devido à isquemia. Esta condição é a forma mais comum de AVC, representando aproximadamente 85% dos casos, e ocorre primariamente por oclusão arterial por trombo ou êmbolo, levando a déficits neurológicos focais. A fisiopatologia envolve uma cascata isquêmica que inclui depleção energética, excitotoxicidade, estresse oxidativo e inflamação, culminando em morte celular. Epidemiologicamente, é uma das principais causas de morbimortalidade global, com incidência aumentada em idosos, hipertensos, diabéticos e portadores de fibrilação atrial, impactando significativamente a qualidade de vida e os custos em saúde.

Descrição clínica

O infarto cerebral manifesta-se como um déficit neurológico focal de início súbito, que pode incluir hemiparesia, hemiplegia, disartria, afasia, alterações visuais, ataxia ou perda sensorial, dependendo da artéria cerebral afetada. A evolução é tipicamente rápida, com sintomas máximos em minutos a horas, e pode ser precedida por ataques isquêmicos transitórios (AITs). A gravidade varia de deficits leves a incapacitantes, com potencial para progressão em casos de infarto em evolução. A apresentação clínica é influenciada pelo território vascular envolvido (ex.: artéria cerebral média, artéria cerebral anterior) e pela presença de fatores de risco cardiovasculares.

Quadro clínico

O quadro clínico do infarto cerebral é caracterizado por início agudo de deficits neurológicos focais, como fraqueza ou paralisia unilateral (hemiparesia/hemiplegia), alterações de sensibilidade, disfagia, disartria, afasia (dificuldade na linguagem), hemianopsia (perda visual em um campo), ataxia ou alteração do nível de consciência. Sintomas associados podem incluir cefaleia, náuseas, vômitos e convulsões. A duração dos sintomas é persistente (diferente dos AITs), e a localização determina o padrão: por exemplo, infarto na artéria cerebral média causa deficits contralaterais, enquanto na artéria basilar pode levar a coma ou morte.

Complicações possíveis

Edema cerebral

Inchaço do tecido cerebral que pode ocorrer nos dias seguintes ao infarto, levando a hipertensão intracraniana e risco de herniação.

Convulsões

Crises epilépticas que podem surgir como complicação aguda ou tardia do infarto, devido à irritabilidade cortical.

Pneumonia aspirativa

Infecção pulmonar resultante de disfagia e aspiração, comum em pacientes com deficits de deglutição pós-AVC.

Trombose venosa profunda (TVP)

Formação de coágulos em veias profundas devido à imobilidade, com risco de embolia pulmonar.

Depressão pós-AVC

Transtorno do humor frequente após infarto cerebral, impactando a reabilitação e a qualidade de vida.

Epidemiologia

O infarto cerebral é uma das principais causas de morte e incapacidade global, com incidência anual de aproximadamente 15 milhões de casos mundialmente, sendo responsável por 5,5 milhões de mortes por ano. No Brasil, a incidência é estimada em 100-200 casos por 100.000 habitantes/ano, com maior prevalência em idosos e em regiões com alta carga de fatores de risco cardiovasculares. A taxa de mortalidade tem diminuído devido a avanços no tratamento agudo, mas a carga de doença permanece alta, com significante impacto socioeconômico.

Prognóstico

O prognóstico do infarto cerebral varia amplamente dependendo da localização, extensão do infarto, tempo até o tratamento, idade do paciente e comorbidades. A mortalidade hospitalar é de cerca de 10-20%, com sobreviventes frequentemente apresentando deficits residuais. Intervenções precoces como trombólise e trombectomia melhoram os desfechos. Fatores prognósticos negativos incluem alta pontuação no NIHSS, idade avançada e comorbidades cardiovasculares. Reabilitação multidisciplinar pode melhorar a funcionalidade, mas sequelas como incapacidade permanente são comuns.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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