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CID I21: Infarto agudo do miocárdio

I210
Infarto agudo transmural da parede anterior do miocárdio
I211
Infarto agudo transmural da parede inferior do miocárdio
I212
Infarto agudo transmural do miocárdio de outras localizações
I213
Infarto agudo transmural do miocárdio, de localização não especificada
I214
Infarto agudo subendocárdico do miocárdio
I219
Infarto agudo do miocárdio não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma condição clínica caracterizada pela necrose do miocárdio devido à isquemia prolongada, resultante de um desequilíbrio entre o suprimento e a demanda de oxigênio no músculo cardíaco. Geralmente, ocorre por oclusão aguda de uma artéria coronária, frequentemente associada à ruptura de uma placa aterosclerótica e subsequente formação de trombo. O IAM é classificado em subtipos com base em alterações eletrocardiográficas, como IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) e IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSST), refletindo diferenças na fisiopatologia e abordagem terapêutica. Epidemiologicamente, representa uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular global, com incidência variável conforme fatores de risco como idade, sexo, hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo. O impacto clínico inclui disfunção ventricular, arritmias e insuficiência cardíaca, exigindo intervenção rápida para limitar o dano miocárdico e melhorar o prognóstico.

Descrição clínica

O IAM manifesta-se tipicamente como dor torácica súbita, de caráter opressivo, com irradiação para membros superiores, mandíbula ou dorso, associada a sintomas como dispneia, sudorese, náuseas e palpitações. Em idosos, diabéticos ou mulheres, pode apresentar-se de forma atípica, com fadiga, síncope ou desconforto epigástrico. O exame físico pode revelar taquicardia, hipotensão, sinais de congestão pulmonar ou sopros cardíacos sugestivos de complicações mecânicas. A evolução clínica depende da extensão do infarto, tempo até o tratamento e presença de comorbidades, podendo variar desde resolução completa até óbito súbito.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui dor torácica intensa e prolongada (mais de 20 minutos), não aliviada por repouso ou nitratos, acompanhada de sudorese, palidez, náuseas, vômitos e dispneia. Sintomas atípicos são comuns em grupos específicos: idosos podem apresentar confusão mental, diabéticos têm maior incidência de infarto silencioso, e mulheres frequentemente relatam fadiga e dor nas costas. Sinais de baixo débito cardíaco, como hipotensão e taquicardia, podem estar presentes. A ausculta cardíaca pode revelar B3 ou B4, e sinais de insuficiência cardíaca aguda, como estertores pulmonares.

Complicações possíveis

Arritmias ventriculares

Incluem taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, com risco de morte súbita, especialmente nas primeiras horas pós-infarto.

Insuficiência cardíaca aguda

Resulta da disfunção ventricular esquerda grave, levando a edema pulmonar, hipoperfusão e choque cardiogênico.

Ruptura da parede livre ventricular

Complicação mecânica rara mas fatal, causando tamponamento cardíaco e requerendo intervenção cirúrgica emergencial.

Insuficiência mitral aguda

Devida à disfunção ou ruptura do músculo papilar, resultando em regurgitação mitral significativa e sobrecarga ventricular.

Aneurisma ventricular

Dilatação localizada da parede ventricular necrótica, predispondo a tromboembolismo, arritmias e insuficiência cardíaca crônica.

Epidemiologia

O IAM é uma das principais causas de morte global, com incidência anual estimada em 7-10 milhões de casos worldwide. No Brasil, dados do DATASUS indicam cerca de 100.000 hospitalizações por ano, com taxas de mortalidade ajustadas por idade de aproximadamente 50-100 por 100.000 habitantes. A incidência é maior em homens, especialmente acima dos 45 anos, e em mulheres após a menopausa. Fatores de risco prevalentes incluem hipertensão (presente em 50-60% dos casos), dislipidemia (40-50%), diabetes (20-30%) e tabagismo (20-25%). Disparidades regionais e socioeconômicas influenciam o acesso ao tratamento e desfechos.

Prognóstico

O prognóstico do IAM depende criticamente do tempo até a reperfusão, extensão do miocárdio afetado, função ventricular residual e controle de fatores de risco. Mortalidade hospitalar varia de 5-10%, sendo maior em IAMCSST, idosos e aqueles com comorbidades. Complicações agudas, como choque cardiogênico, elevam significativamente a mortalidade. A longo prazo, a sobrevida é influenciada pela adesão à terapia medicamentosa (e.g., antiagregantes, estatinas, betabloqueadores), reabilitação cardíaca e modificação do estilo de vida. Pacientes com fração de ejeção preservada têm melhor prognóstico, enquanto aqueles com disfunção ventricular grave podem evoluir para insuficiência cardíaca crônica.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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