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CID E61: Deficiência de outros elementos nutrientes

E610
Deficiência de cobre
E611
Deficiência de ferro
E612
Deficiência de magnésio
E613
Deficiência de manganês
E614
Deficiência de cromo
E615
Deficiência de molibdênio
E616
Deficiência de vanádio
E617
Deficiência de múltiplos elementos nutrientes
E618
Deficiência de outros elementos nutrientes especificados
E619
Deficiência de elementos nutrientes não especificados

Mais informações sobre o tema:

Definição

As deficiências minerais referem-se a estados de insuficiência de um ou mais minerais essenciais no organismo, resultando em disfunções metabólicas e manifestações clínicas variadas. Minerais como ferro, zinco, selênio, cobre e magnésio desempenham papéis cruciais em processos fisiológicos, incluindo síntese de enzimas, transporte de oxigênio, função imune e manutenção óssea. A deficiência pode ser primária, devido à ingestão inadequada, ou secundária, por má absorção, perdas aumentadas ou demandas elevadas, como em gestação ou doenças crônicas. Epidemiologicamente, é prevalente em populações com desnutrição, idosos e indivíduos com comorbidades gastrointestinais, impactando significativamente a morbimortalidade global.

Descrição clínica

A apresentação clínica das deficiências minerais é heterogênea, dependendo do mineral envolvido, gravidade e duração da deficiência. Sinais e sintomas podem incluir fadiga, palidez, alterações cutâneas, disfunção cognitiva, imunossupressão, anomalias ósseas e distúrbios neuromusculares. O curso é geralmente insidioso, com progressão lenta, mas pode se agravar rapidamente em contextos de estresse fisiológico ou comorbidades.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme o mineral: deficiência de ferro manifesta-se com fadiga, palidez, taquicardia e queilite; deficiência de zinco com retardo de crescimento, alopecia e diarreia; deficiência de selênio com fraqueza muscular e cardiomiopatia; deficiência de cobre com anemia, neutropenia e anormalidades ósseas; deficiência de magnésio com cãibras, arritmias e tetania. Sintomas gerais incluem astenia, perda de peso e alterações cognitivas.

Complicações possíveis

Anemia grave

Resultante de deficiência de ferro, levando a fadiga incapacitante, insuficiência cardíaca e aumento da mortalidade.

Comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo

Em crianças, deficiências como de zinco ou ferro podem causar atrasos irreversíveis no desenvolvimento.

Imunodeficiência

Deficiências de zinco e selênio prejudicam a resposta imune, aumentando o risco de infecções.

Cardiomiopatia

Associada à deficiência de selênio (doença de Keshan), podendo evoluir para insuficiência cardíaca.

Osteoporose e fraturas

Deficiências de cálcio, magnésio e outros minerais contribuem para fragilidade óssea.

Epidemiologia

A deficiência mineral é um problema de saúde pública global, com alta prevalência em regiões de baixa renda, crianças, gestantes e idosos. Estima-se que a deficiência de ferro afete mais de 1,2 bilhão de pessoas mundialmente, enquanto a de zinco é comum em até 17% da população. Fatores de risco incluem pobreza, dietas monótonas e doenças gastrointestinais.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente favorável com diagnóstico precoce e reposição adequada, mas depende do mineral, duração da deficiência e presença de comorbidades. Deficiências prolongadas podem levar a sequelas irreversíveis, como danos neurológicos ou ósseos. Em populações vulneráveis, a deficiência mineral está associada a maior morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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