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CID E58: Deficiência de cálcio da dieta

E58
Deficiência de cálcio da dieta

Mais informações sobre o tema:

Definição

A deficiência de cálcio da dieta, classificada no CID-10 como E58, refere-se a uma condição clínica resultante da ingestão inadequada de cálcio alimentar, levando a níveis séricos insuficientes para manter funções fisiológicas normais. O cálcio é um mineral essencial envolvido em processos críticos como contração muscular, transmissão nervosa, coagulação sanguínea e, principalmente, na formação e manutenção da massa óssea. A deficiência prolongada pode resultar em desmineralização óssea, aumentando o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas, especialmente em populações vulneráveis como idosos, gestantes e crianças em crescimento. Fisiopatologicamente, a deficiência de cálcio desencadeia um aumento na secreção de paratormônio (PTH), que mobiliza cálcio dos ossos para manter a calcemia, um processo conhecido como remodelação óssea acelerada. Isso pode levar a alterações no metabolismo ósseo, com perda progressiva de densidade mineral óssea. Em casos graves, pode ocorrer hipocalcemia sintomática, manifestando-se com tetania, parestesias e alterações cardíacas. Epidemiologicamente, a deficiência de cálcio é prevalente globalmente, afetando particularmente regiões com baixo consumo de laticínios ou dietas restritivas. Estima-se que cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo tenham ingestão inadequada de cálcio, com impactos significativos na saúde pública, incluindo aumento da morbidade por doenças ósseas. A condição é frequentemente subdiagnosticada devido à sua natureza assintomática em estágios iniciais, destacando a importância da avaliação nutricional e do rastreamento em grupos de risco.

Descrição clínica

Condição caracterizada por ingestão dietética insuficiente de cálcio, resultando em comprometimento das funções fisiológicas dependentes desse mineral. Pode ser assintomática ou manifestar-se com sinais e sintomas de hipocalcemia e desmineralização óssea. O diagnóstico baseia-se na história dietética, exames laboratoriais e avaliação da densidade mineral óssea.

Quadro clínico

Pode ser assintomático ou apresentar: sintomas de hipocalcemia aguda (tetania, parestesias periorais e nas extremidades, espasmos musculares, sinal de Trousseau e Chvostek positivos, convulsões); manifestações crônicas (fraqueza muscular, fadiga, alterações cognitivas, osteopenia/osteoporose com dor óssea e risco aumentado de fraturas); e em crianças, raquitismo ou atraso no crescimento. A gravidade varia com a duração e grau da deficiência.

Complicações possíveis

Osteoporose e fraturas

Perda progressiva de massa óssea, aumentando o risco de fraturas, especialmente de quadril, coluna e punho.

Hipocalcemia sintomática

Tetania, convulsões, arritmias cardíacas e alterações neurológicas em casos graves.

Raquitismo e osteomalacia

Em crianças, leva a deformidades ósseas e atraso no crescimento; em adultos, causa dor óssea e fraqueza muscular.

Comprometimento cardiovascular

Prolongamento do intervalo QT no ECG, predispondo a arritmias ventriculares.

Epidemiologia

Afeta globalmente, com maior prevalência em regiões de baixa ingestão de laticínios, como partes da Ásia e África. Estima-se que 3,5 bilhões de pessoas tenham ingestão inadequada de cálcio. Grupos de risco incluem idosos, mulheres pós-menopausa, gestantes, lactantes, crianças em crescimento e indivíduos com dietas restritivas. No Brasil, estudos apontam ingestão insuficiente em até 90% da população adulta, conforme dados do IBGE.

Prognóstico

Geralmente bom com diagnóstico precoce e correção da ingestão dietética e suplementação. A recuperação da densidade óssea pode ser lenta, e o risco de fraturas persiste se a deficiência for prolongada. Complicações como osteoporose estabelecida podem ter prognóstico reservado, necessitando de manejo a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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