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CID E50: Deficiência de vitamina A

E500
Deficiência de vitamina A com xerose conjuntival
E501
Deficiência de vitamina A com mancha de Bitot e xerose conjuntival
E502
Deficiência de vitamina A com xerose da córnea
E503
Deficiência de vitamina A com ulceração e xerose da córnea
E504
Deficiência de vitamina A com ceratomalácia
E505
Deficiência de vitamina A com cegueira noturna
E506
Deficiência de vitamina A com cicatrizes xeroftálmicas da córnea
E507
Outras manifestações oculares devidas a deficiência de vitamina A
E508
Outras manifestações devidas a deficiência de vitamina A
E509
Deficiência não especificada de vitamina A

Mais informações sobre o tema:

Definição

A deficiência de vitamina A é uma condição nutricional caracterizada por níveis inadequados de vitamina A no organismo, resultando em disfunções sistêmicas. A vitamina A, um micronutriente lipossolúvel essencial, desempenha papéis críticos na visão (como componente da rodopsina), na integridade epitelial, na função imunológica e no crescimento celular. Sua deficiência pode levar a manifestações oculares graves, como xeroftalmia e cegueira noturna, além de aumentar a suscetibilidade a infecções. Epidemiologicamente, é uma das principais causas de cegueira evitável em crianças em países em desenvolvimento, com maior prevalência em regiões com insegurança alimentar e baixo acesso a fontes dietéticas ricas em vitamina A, como fígado, ovos e vegetais alaranjados.

Descrição clínica

A deficiência de vitamina A manifesta-se clinicamente por um espectro que varia desde sintomas subclínicos até complicações oculares irreversíveis. Inicialmente, pode apresentar-se com cegueira noturna (nictalopia) devido à impaired regeneração da rodopsina. Com a progressão, ocorrem alterações oculares como xeroftalmia (ressecamento da conjuntiva e córnea), manchas de Bitot (acúmulos de queratina na conjuntiva) e, em casos graves, ulceração e necrose corneana (ceratomalácia), podendo evoluir para cegueira permanente. Além disso, há comprometimento da imunidade, com aumento da incidência de infecções respiratórias e gastrointestinais, e alterações dermatológicas como hiperqueratose folicular.

Quadro clínico

O quadro clínico da deficiência de vitamina A inclui: cegueira noturna (dificuldade de adaptação à baixa luminosidade); xeroftalmia (olhos secos com conjuntiva opaca e sem brilho); manchas de Bitot (placas espumosas na conjuntiva bulbar); ceratomalácia (ulceração e necrose da córnea, podendo levar à perfuração e cegueira); alterações cutâneas (pele seca e áspera com hiperqueratose folicular); e aumento da frequência e gravidade de infecções, especialmente diarreia e infecções respiratórias. Em crianças, pode haver atraso no crescimento e desenvolvimento. A apresentação pode ser aguda ou crônica, dependendo da duração e gravidade da deficiência.

Complicações possíveis

Cegueira irreversível

Resulta de ulceração corneana grave (ceratomalácia) não tratada, levando à opacidade e perfuração da córnea.

Aumento da mortalidade por infecções

Devido ao comprometimento da imunidade, há maior risco de óbito por doenças como sarampo, diarreia e infecções respiratórias.

Atraso no crescimento e desenvolvimento

Em crianças, a deficiência pode causar retardo no crescimento linear e cognitivo.

Ceratomalácia

Necrose da córnea que pode evoluir para perfuração e perda visual permanente se não tratada urgentemente.

Epidemiologia

A deficiência de vitamina A é um problema de saúde pública global, afetando principalmente crianças pré-escolares e gestantes em países de baixa e média renda. Estima-se que 190 milhões de crianças em idade pré-escolar tenham deficiência subclínica, e cerca de 5,2 milhões desenvolvam xeroftalmia anualmente. Regiões como África Subsaariana e Sul da Ásia têm as maiores prevalências. Fatores de risco incluem pobreza, desnutrição, falta de acesso a alimentos ricos em vitamina A, e infecções como sarampo. Programas de suplementação reduziram a incidência em muitas áreas.

Prognóstico

O prognóstico da deficiência de vitamina A é geralmente bom se diagnosticada e tratada precocemente, com recuperação completa das funções visuais e imunológicas. No entanto, em casos de ceratomalácia estabelecida, pode haver sequelas visuais permanentes. A mortalidade é aumentada em contextos de desnutrição grave e infecções concomitantes. Intervenções como suplementação e melhoria dietética podem reverter a deficiência e prevenir complicações.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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