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CID E29: Disfunção testicular

E290
Hiperfunção testicular
E291
Hipofunção testicular
E298
Outra disfunção testicular
E299
Disfunção testicular não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos do testículo, classificados sob o código E29 da CID-10, referem-se a um grupo de condições que afetam a função e a estrutura testicular, frequentemente relacionadas a desregulações endócrinas. Esses transtornos podem envolver hipofunção ou hiperfunção testicular, resultando em alterações na produção de andrógenos (como testosterona) e na espermatogênese, com impactos significativos na saúde reprodutiva, metabólica e psicológica. A fisiopatologia inclui defeitos na regulação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, anomalias congênitas, processos inflamatórios, traumáticos ou neoplásicos, levando a manifestações como hipogonadismo, infertilidade ou distúrbios do desenvolvimento sexual. Epidemiologicamente, são prevalentes em homens de todas as idades, com variações conforme a etiologia, sendo o hipogonadismo uma das apresentações mais comuns, associado a fatores como envelhecimento, obesidade e comorbidades crônicas.

Descrição clínica

Os transtornos do testículo caracterizam-se por uma ampla gama de manifestações clínicas, dependendo da idade de início, gravidade e causa subjacente. Em adultos, os sintomas podem incluir redução da libido, disfunção erétil, fadiga, diminuição da massa muscular e óssea, alterações no humor (como depressão), e infertilidade. Em adolescentes, pode haver atraso ou ausência de puberdade, com baixo desenvolvimento de caracteres sexuais secundários. Sinais físicos comuns são testículos pequenos ou atróficos, ginecomastia e distribuição anormal de pelos corporais. A apresentação aguda, como em casos de torção testicular ou orquite, envolve dor, edema e eritema escrotal. A avaliação clínica deve considerar histórico médico completo, exame físico detalhado e confirmação laboratorial para orientar o manejo.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a idade e a causa. Em neonatos e crianças: ambiguidade genital ou micropênis em hipogonadismo congênito. Em adolescentes: atraso puberal, baixa estatura, voz infantil, e ausência de desenvolvimento de barba, massa muscular e pelos pubianos. Em adultos: sintomas androgênicos como redução da libido, disfunção erétil, fadiga, depressão, osteoporose, anemia, e alterações na composição corporal (aumento de gordura, redução de massa muscular). Sinais específicos incluem testículos pequenos (<15 mL), ginecomastia, e infertilidade. Em casos agudos, como torção testicular, há dor súbita, náuseas e edema escrotal. A história deve investigar início, progressão e fatores de risco como exposições a toxinas ou cirurgias.

Complicações possíveis

Infertilidade

Redução ou ausência de produção de espermatozoides devido a dano testicular, comum em hipogonadismo prolongado.

Osteoporose

Perda de densidade óssea resultante da deficiência androgênica, aumentando o risco de fraturas.

Disfunção sexual

Inclui redução da libido e disfunção erétil, impactando a qualidade de vida.

Alterações metabólicas

Aumento do risco de síndrome metabólica, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares devido à baixa testosterona.

Distúrbios psicológicos

Depressão, ansiedade e baixa autoestima associados às mudanças corporais e sexuais.

Epidemiologia

Os transtornos do testículo são relativamente comuns, com o hipogonadismo afetando aproximadamente 20% dos homens acima de 60 anos e 2-5% dos homens mais jovens. A síndrome de Klinefelter tem incidência de 1 em 500 a 1.000 nascidos do sexo masculino. Fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, diabetes, histórico familiar e exposição a toxinas. A prevalência varia globalmente, com maior reconhecimento em países desenvolvidos devido ao acesso a diagnósticos. Condições como orquite pós-caxumba são mais frequentes em regiões com baixa cobertura vacinal.

Prognóstico

O prognóstico depende da etiologia, idade no diagnóstico e adesão ao tratamento. No hipogonadismo primário, a infertilidade é frequentemente irreversível, mas a terapia de reposição de testosterona pode melhorar sintomas androgênicos e qualidade de vida. No hipogonadismo secundário, a correção da causa subjacente (ex.: remoção de tumor) pode restaurar a função. Complicações como osteoporose podem ser mitigadas com tratamento precoce. Em geral, o manejo adequado resulta em bom controle sintomático, mas a fertilidade pode permanecer um desafio, necessitando de abordagens como reprodução assistida.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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