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CID E20: Hipoparatireoidismo

E200
Hipoparatireoidismo idiopático
E201
Pseudohipoparatireoidismo
E208
Outro hipoparatireoidismo
E209
Hipoparatireoidismo não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O hipoparatireoidismo é uma desordem endócrina caracterizada pela deficiência ou ausência do hormônio da paratireoide (PTH), resultando em hipocalcemia e hiperfosfatemia. Esta condição pode ser transitória ou permanente, com etiologias diversas, incluindo causas pós-cirúrgicas, autoimunes, genéticas ou idiopáticas. A fisiopatologia envolve a incapacidade das glândulas paratireoides de secretar PTH adequadamente, levando a alterações no metabolismo do cálcio e fósforo, com impactos significativos na excitabilidade neuromuscular e na saúde óssea. Epidemiologicamente, é uma doença rara, com incidência estimada em 0,3 a 0,8 casos por 100.000 pessoas por ano, sendo mais comum em mulheres e frequentemente associada a cirurgias cervicais. O manejo clínico requer monitorização rigorosa dos níveis séricos de cálcio e fósforo, além de terapia de reposição com cálcio e vitamina D para prevenir complicações agudas e crônicas.

Descrição clínica

O hipoparatireoidismo manifesta-se clinicamente por sintomas relacionados à hipocalcemia, que podem variar de leves a graves. Os sinais e sintomas incluem parestesias periorais e nas extremidades, espasmos musculares, tetania, convulsões, alterações cognitivas, e em casos crônicos, calcificações de tecidos moles, catarata e anormalidades dentárias. A apresentação aguda pode ser uma emergência médica, com risco de laringoespasmo e arritmias cardíacas. A condição é frequentemente diagnosticada em contexto pós-operatório de tireoidectomia ou paratireoidectomia, mas também pode ocorrer de forma idiopática ou associada a síndromes genéticas.

Quadro clínico

O quadro clínico do hipoparatireoidismo é dominado por manifestações de hipocalcemia. Sintomas agudos incluem parestesias (formigamento) em dedos, lábios e língua, espasmos musculares (como câimbras), tetania (contrações musculares sustentadas), sinal de Chvostek (contração facial ao percussão do nervo facial), sinal de Trousseau (espasmo carpopedal após inflação de manguito), convulsões, laringoespasmo e arritmias cardíacas. Sintomas crônicos podem incluir fadiga, ansiedade, depressão, calcificações basais ganglionares, catarata, pele seca, unhas quebradiças e alterações dentárias. A gravidade dos sintomas correlaciona-se com o grau de hipocalcemia.

Complicações possíveis

Tetania e convulsões

Manifestações neurológicas graves da hipocalcemia aguda, podendo levar a emergências médicas.

Arritmias cardíacas

Prolongamento do intervalo QT no ECG, aumentando o risco de torsades de pointes e morte súbita.

Calcificações de tecidos moles

Depósitos de cálcio em cérebro, rins e outros tecidos, resultando em disfunção neurológica ou renal crônica.

Catarata

Opacidade do cristalino devido à hipocalcemia crônica, podendo necessitar de intervenção cirúrgica.

Disfunção cognitiva

Alterações como depressão, ansiedade e défices de memória associados à hipocalcemia prolongada.

Epidemiologia

O hipoparatireoidismo é uma doença rara, com incidência estimada entre 0,3 e 0,8 casos por 100.000 pessoas por ano em populações gerais. A prevalência é de aproximadamente 20 a 40 casos por 100.000 habitantes. É mais comum em mulheres, com razão de sexo de cerca de 2:1 a 3:1, e a idade média de diagnóstico varia, mas frequentemente ocorre em adultos após cirurgias cervicais. A forma pós-cirúrgica responde por mais de 75% dos casos, enquanto formas idiopáticas, autoimunes e genéticas são menos frequentes. Fatores de risco incluem história de cirurgia de tireoide ou paratireoide, doenças autoimunes e síndromes genéticas.

Prognóstico

O prognóstico do hipoparatireoidismo é geralmente bom com tratamento adequado, que visa normalizar os níveis de cálcio e prevenir complicações. No entanto, requer terapia vitalícia com suplementos de cálcio e vitamina D, e monitorização regular para ajuste de doses. Complicações crônicas, como calcificações e catarata, podem impactar a qualidade de vida se não controladas. A mortalidade é baixa em casos bem manejados, mas episódios agudos de hipocalcemia grave podem ser fatais se não tratados prontamente. O prognóstico é influenciado pela etiologia, adesão ao tratamento e acesso a cuidados de saúde.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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