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CID E06: Tireoidite

E060
Tireoidite aguda
E061
Tireoidite subaguda
E062
Tireoidite crônica com tireotoxicose transitória
E063
Tireoidite auto-imune
E064
Tireoidite induzida por droga
E065
Outras tireoidites crônicas
E069
Tireoidite não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

Tireoidite refere-se a um grupo heterogêneo de doenças inflamatórias da glândula tireoide, caracterizadas por infiltração celular, destruição folicular e alterações na função tireoidiana. A inflamação pode ser aguda, subaguda ou crônica, resultando em hipotireoidismo, hipertireoidismo ou eutireoidismo, dependendo da fase e do tipo de tireoidite. A etiologia varia, incluindo processos autoimunes (como na tireoidite de Hashimoto), infecciosos, medicamentosos ou idiopáticos, com impacto significativo na saúde metabólica e cardiovascular. Epidemiologicamente, é uma condição comum, com a tireoidite autoimune sendo mais prevalente em mulheres e associada a fatores genéticos e ambientais.

Descrição clínica

A apresentação clínica da tireoidite é variável, dependendo do subtipo. Na fase aguda, pode haver dor cervical anterior, febre e sintomas sistêmicos, enquanto formas crônicas podem apresentar bócio, nódulos ou atrofia tireoidiana. Alterações funcionais incluem hipertireoidismo transitório (devido à liberação de hormônios tireoidianos) seguido por hipotireoidismo em alguns casos, com sintomas como fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio ou palpitações. A progressão pode ser insidiosa, com diagnóstico frequentemente baseado em achados laboratoriais e de imagem.

Quadro clínico

Sinais e sintomas incluem dor ou sensibilidade na região anterior do pescoço, disfagia, febre, mal-estar, taquicardia, ansiedade, sudorese (na fase hipertireoidea), e posteriormente fadiga, letargia, pele seca, constipação e ganho de peso (na fase hipotireoidea). O exame físico pode revelar aumento ou endurecimento da tireoide, com ou sem nódulos.

Complicações possíveis

Hipotireoidismo permanente

Perda irreversível da função tireoidiana, requerendo terapia de reposição hormonal vitalícia.

Crise tireotóxica

Exacerbação aguda de hipertireoidismo, com risco de vida, em fases iniciais de algumas tireoidites.

Compressão de estruturas cervicais

Devido a bócio volumoso, causando disfagia, dispneia ou disfonia.

Miocardite ou arritmias

Associadas a desregulação hormonal, especialmente em idosos ou comorbidades.

Epidemiologia

A tireoidite é prevalente globalmente, com a tireoidite autoimune (Hashimoto) afetando até 5% da população, mais comum em mulheres (razão 5:1) e em idades entre 30-50 anos. Fatores de risco incluem história familiar, exposição a radiação, e doenças autoimunes associadas. A incidência de tireoidite subaguda é sazonal, associada a infecções virais.

Prognóstico

O prognóstico varia com o subtipo: a tireoidite de Hashimoto geralmente progride para hipotireoidismo crônico, mas é manejável com levotiroxina; a tireoidite subaguda é frequentemente autolimitada, com resolução em meses; formas agudas supurativas requerem antibioticoterapia e podem curar sem sequelas se tratadas precocemente. Complicações a longo prazo dependem do controle hormonal e acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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