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CID D35: Neoplasia benigna de outras glândulas endócrinas e das não especificadas

D350
Neoplasia benigna da glândula supra-renal (adrenal)
D351
Neoplasia benigna da glândula paratireóide
D352
Neoplasia benigna da glândula hipófise (pituitária)
D353
Neoplasia benigna do conduto craniofaríngeo
D354
Neoplasia benigna da glândula pineal
D355
Neoplasia benigna do corpo carotídeo
D356
Neoplasia benigna dos corpos aórticos e outros paragânglios
D357
Neoplasia benigna de outras glândulas endócrinas especificadas
D358
Neoplasia benigna com comprometimento pluriglandular
D359
Neoplasia benigna de glândula endócrina, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna de outras glândulas endócrinas e das não especificadas refere-se a tumores não malignos que se originam em glândulas endócrinas além das principais, como tireoide, paratireoide, suprarrenal, hipófise e ilhotas pancreáticas, ou em glândulas não especificadas. Esses tumores são caracterizados por crescimento lento, ausência de invasão local ou metástase, e podem ser funcionantes (secretando hormônios) ou não funcionantes. A natureza benigna implica em baixo potencial de malignização, mas o impacto clínico depende da localização, tamanho e atividade hormonal, podendo causar síndromes endócrinas ou compressão de estruturas adjacentes. Epidemiologicamente, são relativamente raros, com incidência variável conforme a glândula afetada, e predominam em adultos, sem predileção sexual consistente.

Descrição clínica

As neoplasias benignas de glândulas endócrinas não especificadas manifestam-se de forma heterogênea, dependendo da glândula envolvida e da produção hormonal. Tumores funcionantes podem apresentar sinais e sintomas de excesso hormonal, como hiperglicemia em insulinomas ou alterações eletrolíticas em tumores paratireoidianos, enquanto tumores não funcionantes são frequentemente assintomáticos ou causam massa palpável, dor ou compressão de órgãos vizinhos. O curso é geralmente indolente, com crescimento lento ao longo de anos, e o diagnóstico é frequentemente incidental em exames de imagem. A avaliação requer história clínica detalhada, exame físico e confirmação histológica para excluir malignidade.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável: tumores funcionantes podem causar sintomas como fraqueza, palpitações, sudorese, alterações de peso ou distúrbios metabólicos (ex.: hipoglicemia em insulinomas), enquanto tumores não funcionantes manifestam-se por massa detectável, dor abdominal ou torácica, ou sinais de compressão (ex.: disfagia, dispneia). Em glândulas não especificadas, os sintomas são inespecíficos, podendo incluir fadiga, alterações cutâneas ou disfunções autonômicas. A apresentação aguda é rara, mas complicações como hemorragia intratumoral podem ocorrer.

Complicações possíveis

Síndromes hormonais

Excesso hormonal levando a condições como síndrome de Cushing ou hipoglicemia grave.

Compressão de estruturas vitais

Massas grandes podem comprimir vias aéreas, vasos ou nervos, causando dispneia ou isquemia.

Transformação maligna

Rara, mas possível em certos tipos, exigindo monitorização contínua.

Hemorragia ou necrose intratumoral

Pode causar dor aguda e instabilidade hemodinâmica.

Epidemiologia

Neoplasias benignas de glândulas endócrinas não especificadas são incomuns, representando uma minoria dos tumores endócrinos. A incidência varia conforme a glândula, com predomínio em adultos de meia-idade e distribuição similar entre sexos. Fatores de risco incluem síndromes hereditárias (ex.: MEN), exposição à radiação e obesidade. Dados epidemiológicos precisos são limitados devido à raridade e heterogeneidade.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com baixa mortalidade, desde que o tumor seja completamente ressecado ou controlado. Tumores funcionantes podem ter prognóstico dependente da correção das alterações hormonais. Recidivas são raras, mas o seguimento a longo prazo é recomendado para detecção de crescimento ou complicações. Em casos de compressão ou síndromes hormonais não tratadas, a morbidade pode ser significativa.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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