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CID D33: Neoplasia benigna do encéfalo e de outras partes do sistema nervoso central

D330
Neoplasia benigna do encéfalo, supratentorial
D331
Neoplasia benigna do encéfalo, infratentorial
D332
Neoplasia benigna do encéfalo, não especificado
D333
Neoplasia benigna dos nervos cranianos
D334
Neoplasia benigna da medula espinhal
D337
Neoplasia benigna de outras partes especificadas do sistema nervoso central
D339
Neoplasia benigna do sistema nervoso central, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna do encéfalo e de outras partes do sistema nervoso central refere-se a um crescimento celular anormal, não invasivo e de baixo potencial de malignidade, que se origina no tecido nervoso central, incluindo o encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e a medula espinhal. Essas lesões são caracterizadas por crescimento lento, ausência de metástase e, geralmente, bem delimitadas, mas podem causar significativa morbidade devido à compressão de estruturas neurológicas vitais, resultando em déficits neurológicos focais ou aumento da pressão intracraniana. A natureza benigna não exclui o risco de complicações, como hidrocefalia ou transformação maligna em casos raros, exigindo monitoramento e intervenção cirúrgica em muitas situações. Epidemiologicamente, essas neoplasias representam uma parcela substancial dos tumores do sistema nervoso central, com incidência variável conforme o tipo histológico; por exemplo, meningiomas e schwannomas são comuns em adultos, enquanto craniofaringiomas são mais frequentes em crianças. A distribuição por sexo e idade depende do subtipo, com alguns apresentando predileção por mulheres (e.g., meningiomas) ou associação com síndromes genéticas como a neurofibromatose. O impacto clínico é significativo, pois mesmo lesões benignas podem levar a incapacidades neurológicas permanentes se não tratadas adequadamente, destacando a importância do diagnóstico precoce e manejo multidisciplinar. Fisiopatologicamente, essas neoplasias surgem de mutações somáticas em genes reguladores do ciclo celular, como NF2 em schwannomas ou alterações no cromossomo 22 em meningiomas, levando à proliferação descontrolada de células gliais, neuronais ou das meninges. Diferentemente das malignas, não invadem tecidos adjacentes agressivamente, mas seu crescimento expansivo pode comprimir parênquima cerebral, obstruir vias liquorícias ou comprimir nervos cranianos, explicando a diversidade de manifestações clínicas. A compreensão desses mecanismos é crucial para orientar estratégias terapêuticas, que priorizam a preservação da função neurológica.

Descrição clínica

Neoplasias benignas do SNC são caracterizadas por crescimento lento e localizado, com histologias variadas como meningiomas, schwannomas, adenomas hipofisários e ependimomas. Clinicamente, manifestam-se por sintomas dependentes da localização, tamanho e taxa de crescimento, incluindo cefaleia progressiva, convulsões, déficits neurológicos focais (e.g., hemiparesia, afasia), alterações visuais, ou sinais de hipertensão intracraniana. O curso é geralmente indolente, mas complicações como hidrocefalia ou compressão de tronco encefálico podem ser agudas e ameaçadoras.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável: tumores supratentoriais podem causar cefaleia, convulsões, déficits motores ou cognitivos; infratentoriais levam a ataxia, hidrocefalia ou paralisias cranianas; e lesões da região selar resultam em distúrbios endócrinos ou visuais. Sintomas gerais incluem náuseas, vômitos e papiledema em casos de hipertensão intracraniana. A evolução é crônica, com exacerbamentos agudos em crises compressivas.

Complicações possíveis

Hidrocefalia

Obstrução do fluxo liquorítico por compressão de vias, leading to increased intracranial pressure and neurological deterioration.

Deficit neurológico focal permanente

Danos por compressão prolongada de áreas eloqüentes, como córtex motor ou vias ópticas, resultando em paralisia ou cegueira.

Convulsões

Irritação cortical pelo tumor, podendo evoluir para epilepsia refratária se não controlada.

Transformação maligna

Rara progressão para neoplasia maligna, e.g., em alguns meningiomas atípicos, exigindo vigilância.

Complicações pós-cirúrgicas

Incluem infecção, sangramento ou deficits adicionais relacionados ao procedimento.

Epidemiologia

Incidência anual estimada em 1-2/100.000 para tumores benignos do SNC, com variações regionais; meningiomas são os mais comuns em adultos, predominando em mulheres, enquanto em crianças, craniofaringiomas e ependimomas são frequentes. Fatores de risco incluem radiação ionizante e síndromes genéticas, com pico de incidência na meia-idade.

Prognóstico

Geralmente favorável com tratamento adequado, dependendo da localização, tamanho e ressecabilidade; taxas de sobrevida em 5 anos excedem 90% para muitos tipos, mas déficits neurológicos residuais são comuns. Fatores como idade, comorbidades e subtipo histológico influenciam; recidivas podem ocorrer, especialmente em lesões incompletamente ressecadas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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