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CID C63: Neoplasia maligna de outros órgãos genitais masculinos e dos não especificados

C630
Neoplasia maligna do epidídimo
C631
Neoplasia maligna do cordão espermático
C632
Neoplasia maligna do escroto
C637
Neoplasia maligna de outros órgãos genitais masculinos especificados
C638
Neoplasia maligna dos órgãos genitais masculinos com lesão invasiva
C639
Neoplasia maligna de órgão genital masculino, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria C63 da CID-10 refere-se a neoplasias malignas que afetam órgãos genitais masculinos não cobertos por códigos específicos, como C60 (pênis), C61 (próstata) e C62 (testículo). Inclui estruturas como epidídimo, cordão espermático, vesículas seminais, escroto e partes não especificadas dos órgãos genitais masculinos. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento celular descontrolado, com potencial para invasão local e metástase, impactando a função urogenital e a qualidade de vida. A epidemiologia varia conforme o subtipo, sendo geralmente raras em comparação com cânceres de próstata ou testículo, mas com significância clínica devido ao diagnóstico frequentemente tardio e ao prognóstico reservado em estágios avançados.

Descrição clínica

As neoplasias malignas sob C63 manifestam-se de forma heterogênea, dependendo da localização anatômica. Por exemplo, tumores do epidídimo podem apresentar massa escrotal indolor ou dolorosa, enquanto neoplasias das vesículas seminais podem causar hematospermia, disúria ou obstrução urinária. Os sintomas são frequentemente inespecíficos, como dor pélvica, inchaço local ou alterações na micção, o que pode retardar o diagnóstico. A progressão pode envolver invasão de estruturas adjacentes, como bexiga ou reto, e metástase para linfonodos regionais ou distantes (ex.: pulmões, fígado). A avaliação clínica requer história detalhada, exame físico (incluindo palpação de massas) e confirmação histopatológica.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável: massas palpáveis no escroto ou região pélvica, dor localizada, hematospermia, disúria, urgência miccional, ou sintomas sistêmicos como perda de peso e fadiga em estágios avançados. Tumores do cordão espermático podem simular hérnias inguinais, enquanto neoplasias de vesículas seminais podem causar dor retal ou constipação. A apresentação aguda é rara, mas complicações como torção ou hemorragia podem ocorrer. A ausência de sintomas específicos frequentemente leva a diagnósticos incidentais em exames de imagem ou durante cirurgias por outras indicações.

Complicações possíveis

Metástase

Disseminação tumoral para linfonodos, pulmões, fígado ou ossos, levando a insuficiência orgânica e piora do prognóstico.

Obstrução urinária

Compressão uretral ou vesical por massa tumoral, causando retenção urinária e risco de infecção.

Infertilidade

Comprometimento de estruturas reprodutivas como epidídimo ou vesículas seminais, afetando a produção ou transporte de espermatozoides.

Dor crônica

Resultante de invasão neural ou compressão de tecidos, requerendo manejo analgésico multimodal.

Complicações pós-cirúrgicas

Incluem infecção, sangramento ou disfunção erétil, dependendo da extensão da ressecção.

Epidemiologia

Neoplasias sob C63 são raras, representando menos de 1% dos cânceres masculinos. A incidência aumenta com a idade, sendo mais comum em adultos acima de 50 anos. Subtipos como sarcoma do cordão espermático têm incidência estimada de 0,5-1 caso por milhão/ano. Fatores de risco incluem exposição ocupacional a carcinógenos, história familiar e condições como criptorquidia. Disparidades geográficas e raciais são observadas, com maior prevalência em regiões com menor acesso a cuidados de saúde.

Prognóstico

O prognóstico varia amplamente conforme o tipo histológico, estadiamento e ressecabilidade cirúrgica. Neoplasias localizadas e de baixo grau (ex.: adenomatoides) têm bom prognóstico com tratamento curativo, enquanto sarcomas ou carcinomas avançados apresentam alta taxa de recorrência e mortalidade. Sobrevida em 5 anos pode ser inferior a 50% em casos com metástase. Fatores como margens cirúrgicas livres, resposta à quimioterapia/radioterapia e estado geral do paciente influenciam os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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