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CID C53: Neoplasia maligna do colo do útero

C530
Neoplasia maligna do endocérvix
C531
Neoplasia maligna do exocérvix
C538
Neoplasia maligna do colo do útero com lesão invasiva
C539
Neoplasia maligna do colo do útero, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna do colo do útero, codificada como C53 no CID-10, refere-se a um tumor maligno originário do epitélio do colo uterino, predominantemente associado à infecção persistente por papilomavírus humano (HPV) de alto risco. Esta condição representa uma das principais causas de morbimortalidade por câncer em mulheres globalmente, com impacto significativo na saúde pública devido à sua prevenibilidade através de rastreamento e vacinação. A fisiopatologia envolve a transformação neoplásica das células epiteliais, frequentemente iniciando com lesões intraepiteliais cervicais (NIC) que podem progredir para carcinoma invasivo se não tratadas. Epidemiologicamente, é mais comum em regiões com baixa cobertura de programas de screening, destacando a importância de estratégias de vigilância e intervenção precoce.

Descrição clínica

A neoplasia maligna do colo do útero pode ser assintomática em estágios iniciais, com manifestações clínicas surgindo à medida que a doença progride. Os sintomas incluem sangramento vaginal anormal (como metrorragia, sangramento pós-coito ou intermenstrual), corrimento vaginal fétido, dor pélvica e dispareunia. Em estágios avançados, podem ocorrer sintomas compressivos como dor lombar, edema de membros inferiores e alterações urinárias ou intestinais devido à invasão local. A apresentação clínica varia conforme o estágio da doença, sendo o diagnóstico frequentemente realizado através de rastreamento com citologia oncótica (Papanicolau) e confirmado por biópsia.

Quadro clínico

O quadro clínico da neoplasia maligna do colo do útero é variável: em fases iniciais, pode ser completamente assintomático, detectado apenas por rastreamento. Com a progressão, surgem sangramentos vaginais irregulares, corrimento aquoso ou sanguinolento, dor pélvica e dispareunia. Em doença localmente avançada, observam-se sintomas como dor lombar, obstrução ureteral com insuficiência renal, fístulas vesicovaginais ou retovaginais, e emaciação. A palpação de massa cervical ou extensão para paramétrios pode ser evidente ao exame físico.

Complicações possíveis

Metástases

Disseminação da neoplasia para linfonodos regionais, pulmões, fígado ou ossos, levando a disfunção orgânica.

Obstrução ureteral

Compressão dos ureteres por tumor avançado, resultando em hidronefrose e insuficiência renal.

Fístulas

Comunicação anormal entre vagina e bexiga ou reto, causando incontinência urinária ou fecal.

Hemorragia

Sangramento vaginal profuso que pode exigir intervenção emergencial.

Dor crônica

Dor pélvica ou lombar intensa devido à invasão tumoral ou compressão nervosa.

Epidemiologia

A neoplasia maligna do colo do útero é o quarto câncer mais comum em mulheres mundialmente, com aproximadamente 570.000 novos casos e 311.000 mortes anuais. A incidência é maior em países em desenvolvimento, onde o acesso ao rastreamento é limitado. No Brasil, é uma das principais causas de morte por câncer em mulheres, com variações regionais. A faixa etária de pico é entre 35 e 55 anos, e a infecção por HPV é o principal fator de risco.

Prognóstico

O prognóstico da neoplasia maligna do colo do útero depende criticalmente do estágio ao diagnóstico. Em estágios iniciais (FIGO I), a sobrevida em 5 anos excede 90%, enquanto em estágios avançados (FIGO IV) cai para menos de 20%. Fatores prognósticos incluem tamanho tumoral, invasão linfovascular, tipo histológico e resposta ao tratamento. A detecção precoce através de rastreamento regular melhora significativamente os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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