Redação Sanar
CID C47: Neoplasia maligna dos nervos periféricos e do sistema nervoso autônomo
C470
Neoplasia maligna dos nervos periféricos da cabeça, face e pescoço
C471
Neoplasia maligna dos nervos periféricos dos membros superiores, incluindo ombro
C472
Neoplasia maligna dos nervos periféricos dos membros inferiores, incluindo quadril
C473
Neoplasia maligna dos nervos periféricos do tórax
C474
Neoplasia maligna dos nervos periféricos do abdome
C475
Neoplasia maligna dos nervos periféricos da pelve
C476
Neoplasia maligna dos nervos periféricos do tronco
C478
Neoplasia maligna dos nervos periféricos e do sistema nervoso autônomo com lesão invasiva
C479
Neoplasia maligna dos nervos periféricos e sistema nervoso autônomo, não especificados
Mais informações sobre o tema:
Definição
A neoplasia maligna dos nervos periféricos e do sistema nervoso autônomo refere-se a um grupo heterogêneo de tumores malignos originários das células da bainha de mielina, células de Schwann, fibroblastos perineurais ou componentes do sistema nervoso autônomo. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento infiltrativo, potencial de recorrência local e, em alguns casos, metástase à distância. A fisiopatologia envolve mutações genéticas, como na neurofibromatose tipo 1 (NF1), que predispõe ao desenvolvimento de schwannomas malignos e neurofibrossarcomas. O impacto clínico é significativo, com sintomas dependentes da localização anatômica, incluindo dor, déficits neurológicos focais e disfunção autonômica. Epidemiologicamente, são tumores raros, representando menos de 5% de todos os sarcomas de partes moles, com incidência anual estimada em 0,1-0,2 casos por 100.000 habitantes, e podem ocorrer esporadicamente ou associados a síndromes hereditárias.
Descrição clínica
As neoplasias malignas dos nervos periféricos e do sistema nervoso autônomo manifestam-se tipicamente como massas palpáveis ou profundas, associadas a sintomas como dor neuropática, parestesias, fraqueza muscular e alterações autonômicas (ex.: hipotensão ortostática, disfunção vesical). A progressão pode levar a compressão de estruturas adjacentes, resultando em déficits neurológicos progressivos. A apresentação clínica varia conforme a localização: nervos cranianos podem causar paralisias faciais, enquanto tumores em troncos nervosos periféricos podem simular neuropatias compressivas. A história natural inclui recorrência local frequente e metástase hematogênica, principalmente para pulmões.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui massa palpável de crescimento rápido, dor persistente ou em queimação, déficits sensoriais (ex.: hipoestesia) e motores (ex.: paresia), e sintomas autonômicos como sudorese anormal ou intolerância ao calor. Em tumores de localização profunda, podem ocorrer sinais de compressão vascular ou visceral. A evolução é insidiosa, com agravamento progressivo dos sintomas, e metástases podem manifestar-se com sintomas sistêmicos como perda de peso e fadiga.
Complicações possíveis
Deficit neurológico permanente
Perda sensorial ou motora devido à infiltração ou compressão nervosa irreversível.
Metástase à distância
Disseminação para pulmões, fígado ou ossos, levando a insuficiência orgânica e piora do prognóstico.
Recorrência local
Ressurgimento do tumor no sítio original após tratamento, comum devido à natureza infiltrativa.
Síndrome paraneoplásica
Manifestações sistêmicas como neuropatia periférica autoimune, associada à resposta imune ao tumor.
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Neoplasias malignas dos nervos periféricos são raras, representando aproximadamente 5-10% dos sarcomas de partes moles. Incidência anual estimada em 0,1-0,2 por 100.000, com pico na meia-idade (40-60 anos) e leve predomínio masculino. Associadas a síndromes como NF1 em 50% dos casos, e fatores de risco incluem radiação prévia e história familiar.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente reservado, com sobrevida em 5 anos variando de 30% a 60%, dependendo de fatores como grau histológico, margens cirúrgicas, tamanho do tumor e presença de metástases. Tumores de alto grau, tamanho >5 cm e ressecção incompleta associam-se a pior desfecho. Pacientes com síndromes hereditárias como NF1 podem ter curso mais agressivo.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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