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CID C44: Outras neoplasias malignas da pele

C440
Neoplasia maligna da pele do lábio
C441
Neoplasia maligna da pele da pálpebra, incluindo o canto
C442
Neoplasia maligna da pele da orelha e do conduto auditivo externo
C443
Neoplasia maligna da pele de outras partes e de partes não especificadas da face
C444
Neoplasia maligna da pele do couro cabeludo e do pescoço
C445
Neoplasia maligna da pele do tronco
C446
Neoplasia maligna da pele do membro superior, incluindo ombro
C447
Neoplasia maligna da pele do membro inferior, incluindo quadril
C448
Neoplasia maligna da pele com lesão invasiva
C449
Neoplasia maligna da pele, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

Outras neoplasias malignas da pele referem-se a um grupo heterogêneo de tumores malignos originários da pele, excluindo melanomas (C43) e neoplasias de pele de órgãos genitais (C51-C52, C60-C63). Esta categoria abrange principalmente carcinomas de células basais (CCB), carcinomas de células escamosas (CCE) e outros tumores raros como carcinoma de células de Merkel e sarcoma de Kaposi cutâneo. Essas neoplasias surgem de células epiteliais da epiderme ou anexos cutâneos, com patogênese frequentemente associada à exposição cumulativa à radiação ultravioleta (UV), fatores genéticos e imunossupressão. Clinicamente, representam uma carga significativa de morbidade, podendo causar destruição local, metástases (especialmente em CCE) e impacto na qualidade de vida, com incidência variável globalmente, sendo mais comum em populações de pele clara e idosos.

Descrição clínica

As neoplasias malignas da pele nesta categoria manifestam-se tipicamente como lesões cutâneas que podem ser nodulares, ulceradas, ou placas, com características variáveis conforme o tipo histológico. Carcinomas basocelulares frequentemente apresentam-se como pápulas peroladas com telangiectasias, podendo ulcerar (úlcera rodente), enquanto carcinomas espinocelulares podem ser queratóticos, verrucosos ou ulcerados, com potencial para invasão local e metástase. A progressão é geralmente lenta, mas pode levar a destruição tecidual significativa, especialmente em áreas expostas ao sol como face, orelhas e couro cabeludo. A avaliação clínica inclui inspeção detalhada da pele, palpação de linfonodos regionais e história de fatores de risco, como exposição solar crônica, imunossupressão ou história prévia de câncer de pele.

Quadro clínico

O quadro clínico varia: CCB geralmente se apresenta como nódulo perolado, pápula ou placa com bordas rolhadas e telangiectasias, comum em face e pescoço, com crescimento lento e rara metástase. CCE pode manifestar-se como nódulo queratótico, ulcerado ou placa eritematosa, frequentemente em áreas fotoexpostas, com risco de invasão local e metástase linfonodal. Outras neoplasias, como carcinoma de células de Merkel, aparecem como nódulos cutâneos rápidos e agressivos. Sintomas incluem prurido, dor, sangramento ou alteração na cor/textura da lesão. Em estágios avançados, pode haver ulceração profunda, infecção secundária ou sintomas sistêmicos por metástase.

Complicações possíveis

Ulceração e infecção local

Destruição tecidual progressiva levando a úlceras crônicas, com risco de infecção bacteriana secundária e sepse.

Metástase linfonodal ou distante

Disseminação para linfonodos regionais ou órgãos como pulmões e fígado, especialmente em CCE, resultando em pior prognóstico.

Destruição de estruturas anatômicas

Invasão local de cartilagem, osso ou nervos, causando deformidade, dor ou perda funcional.

Recidiva local

Ressurgimento do tumor após tratamento, devido a ressecção incompleta ou agressividade biológica.

Síndromes paraneoplásicas

Manifestações sistêmicas raras, como hipercalcemia em CCE, relacionadas a fatores humorais do tumor.

Epidemiologia

As neoplasias malignas da pele não melanoma (incluindo C44) são as mais frequentes globalmente, com incidência anual estimada em milhões de casos. Em regiões de alta insolação como Austrália e sul do Brasil, as taxas são elevadas, afetando predominantemente indivíduos de pele clara, idosos e homens. A exposição solar cumulativa é o principal fator de risco, com aumento da incidência nas últimas décadas devido a mudanças comportamentais e envelhecimento populacional. Carcinomas basocelulares são os mais comuns (cerca de 80% dos casos), seguidos por espinocelulares; outras variantes são raras. A mortalidade é baixa em comparação com melanoma, mas a morbidade é significativa, representando custos substanciais para sistemas de saúde.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom para carcinomas basocelulares, com taxas de cura superiores a 95% após tratamento adequado, devido ao baixo potencial metastático. Para carcinomas espinocelulares, o prognóstico varia com fatores como tamanho, localização, grau histológico e presença de metástase; taxas de sobrevida em 5 anos podem exceder 90% em lesões localizadas, mas caem para menos de 50% em casos metastáticos. Neoplasias raras como carcinoma de células de Merkel têm prognóstico reservado, com alta taxa de recidiva e metástase. Fatores como imunossupressão, idade avançada e comorbidades podem influenciar negativamente os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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