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CID C15: Neoplasia maligna do esôfago

C150
Neoplasia maligna da porção cervical do esôfago (esôfago cervical)
C151
Neoplasia maligna da porção torácica do esôfago (esôfago torácico)
C152
Neoplasia maligna da porção abdominal do esôfago (esôfago abdominal)
C153
Neoplasia maligna do terço superior do esôfago
C154
Neoplasia maligna do terço médio do esôfago
C155
Neoplasia maligna do terço inferior do esôfago
C158
Neoplasia maligna do esôfago com lesão invasiva
C159
Neoplasia maligna do esôfago, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna do esôfago refere-se ao desenvolvimento de tumores cancerígenos no revestimento epitelial do esôfago, predominantemente classificados em carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma. Esta condição é caracterizada por uma proliferação celular descontrolada que pode invadir tecidos adjacentes e metastatizar para linfonodos regionais e órgãos distantes, como fígado e pulmões. A fisiopatologia envolve alterações genéticas e epigenéticas, frequentemente associadas a fatores de risco como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e doença do refluxo gastroesofágico crônica, que levam a transformações displásicas e carcinogênese. Epidemiologicamente, é a oitava neoplasia mais comum globalmente, com variações regionais significativas na incidência, sendo mais prevalente em regiões como Ásia Oriental e África Subsaariana, e apresenta alta letalidade devido ao diagnóstico frequentemente tardio e ao prognóstico reservado.

Descrição clínica

A neoplasia maligna do esôfago manifesta-se clinicamente com disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e posteriormente para líquidos, associada a odinofagia, perda de peso não intencional, regurgitação e dor retroesternal. Em fases avançadas, podem ocorrer sintomas como tosse, rouquidão por invasão do nervo laríngeo recorrente, e sinais de metástases, como hepatomegalia ou linfadenopatia supraclavicular. A progressão da doença é insidiosa, com sintomas frequentemente subestimados, levando a diagnósticos em estágios avançados, onde a ressecção cirúrgica pode ser limitada.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui disfagia progressiva (sinal cardinal), odinofagia, perda de peso, astenia, regurgitação alimentar, dor torácica ou epigástrica, e em casos avançados, sintomas como hemorragia digestiva, tosse, disfonia, e dispnêia por compressão traqueal ou metástases. Sinais físicos podem incluir emagrecimento, linfadenopatia cervical ou supraclavicular (sinal de Virchow), e hepatomegalia. A apresentação pode ser aguda em obstruções completas ou crônica com deterioração gradual, exigindo alta suspeição clínica para investigação precoce.

Complicações possíveis

Obstrução Esofágica Completa

Leva à incapacidade de deglutição, requerendo intervenções como dilatação ou stent.

Fístula Esofago-traqueal

Comunicação anormal entre esôfago e traqueia, causando tosse e pneumonia por aspiração.

Hemorragia Digestiva

Pode ocorrer por ulceração tumoral, necessitando de endoscopia terapêutica.

Caquexia

Síndrome de wasting associada à neoplasia avançada, com perda muscular e fadiga.

Metástases

Disseminação para fígado, pulmões, ossos ou cérebro, piorando o prognóstico.

Epidemiologia

A neoplasia maligna do esôfago é a oitava causa mais comum de câncer e a sexta em mortalidade global, com aproximadamente 604.000 novos casos e 544.000 óbitos anuais. A incidência varia geograficamente: o carcinoma de células escamosas é predominante em regiões de alto risco como Irã, China e África Oriental, associado a fatores dietéticos e tabagismo, enquanto o adenocarcinoma tem aumentado em países ocidentais, ligado à obesidade e refluxo. A idade média ao diagnóstico é entre 60-70 anos, com predomínio masculino (razão 3:1).

Prognóstico

O prognóstico é geralmente reservado, com sobrevida global em 5 anos variando de 15-20%, dependendo do estádio ao diagnóstico. Estádios precoces (T1N0) têm sobrevida superior a 80% com ressecção cirúrgica, enquanto doenças avançadas ou metastáticas têm sobrevida mediana inferior a 12 meses. Fatores prognósticos incluem profundidade de invasão, envolvimento linfonodal, margens cirúrgicas e estado geral do paciente.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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