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CID C13: Neoplasia maligna da hipofaringe

C130
Neoplasia maligna da região pós-cricóidea
C131
Neoplasia maligna da prega ariepiglótica, face hipofaríngea
C132
Neoplasia maligna da parede posterior da hipofaringe
C138
Neoplasia maligna da hipofaringe com lesão invasiva
C139
Neoplasia maligna da hipofaringe, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna da hipofaringe refere-se ao desenvolvimento de tumores cancerígenos na região da hipofaringe, que é a parte inferior da faringe, estendendo-se da borda superior da epiglote até a borda inferior da cartilagem cricoide. Esta condição é predominantemente representada por carcinomas de células escamosas, que representam mais de 90% dos casos, e está fortemente associada a fatores de risco como tabagismo e consumo excessivo de álcool. A localização anatômica da hipofaringe, que inclui seios piriformes, parede posterior da faringe e região retrocricoide, confere a esses tumores um comportamento agressivo, com tendência a diagnóstico em estágios avançados devido à sintomatologia inespecífica inicial. Epidemiologicamente, é mais comum em homens com idade entre 50 e 70 anos, e sua incidência varia globalmente, com taxas mais altas em regiões onde o uso de tabaco e álcool é prevalente. O impacto clínico é significativo, com alta morbidade relacionada a disfagia, odinofagia e comprometimento da qualidade de vida, além de prognóstico geralmente reservado devido à propensão para metástases linfonodais e à distância.

Descrição clínica

A neoplasia maligna da hipofaringe manifesta-se clinicamente com sintomas como disfagia progressiva, odinofagia, sensação de corpo estranho na garganta, otalgia referida, rouquidão (devido à possível invasão da laringe), e em estágios avançados, pode haver perda de peso não intencional e linfadenopatia cervical. A apresentação inicial é frequentemente vaga, levando a atrasos no diagnóstico. A avaliação clínica inclui inspeção e palpação do pescoço, com atenção a massas cervicais, e exames de imagem para estadiamento.

Quadro clínico

O quadro clínico é caracterizado por disfagia progressiva (dificuldade para engolir), inicialmente para sólidos e depois para líquidos, odinofagia (dor ao engolir), sensação de globus faríngeo (corpo estranho), rouquidão (se houver envolvimento laríngeo), otalgia referida (dor de ouvido sem patologia otológica), halitose, e em casos avançados, perda de peso, astenia e linfadenopatia cervical palpável. Sintomas como dispneia ou estridor indicam obstrução significativa das vias aéreas, exigindo intervenção urgente.

Complicações possíveis

Obstrução das vias aéreas

Pode ocorrer devido ao crescimento tumoral, levando a dispneia, estridor e necessidade de traqueostomia de emergência.

Fístulas faringocutâneas

Complicação pós-cirúrgica onde há comunicação anormal entre a faringe e a pele, resultando em vazamento de saliva e infecções.

Disfagia grave e desnutrição

Comprometimento da deglutição pode levar à aspiração, pneumonia e caquexia, exigindo suporte nutricional enteral ou parenteral.

Metástases

Disseminação para linfonodos cervicais, pulmões, fígado ou ossos, piorando o prognóstico e exigendo terapias sistêmicas.

Síndromes paraneoplásicas

Raramente, podem ocorrer manifestações como hipercalcemia ou síndromes neurológicas associadas ao tumor.

Epidemiologia

A neoplasia maligna da hipofaringe representa aproximadamente 5-10% de todos os cânceres de cabeça e pescoço, com incidência anual estimada em 0,5-1,0 por 100.000 habitantes em populações ocidentais. É mais prevalente em homens (razão homem:mulher de 3:1 a 5:1), com pico de incidência entre 50 e 70 anos. Fatores de risco incluem tabagismo (aumento de risco em 10-20 vezes), etilismo pesado, e em algumas regiões, dieta pobre em nutrientes. Variações geográficas são observadas, com taxas mais altas em partes da Europa e Ásia.

Prognóstico

O prognóstico da neoplasia maligna da hipofaringe é geralmente reservado, com taxa de sobrevida em 5 anos variando de 20% a 40%, dependendo do estágio ao diagnóstico. Fatores prognósticos negativos incluem estágio avançado (T3/T4, N2/N3), envolvimento linfonodal extenso, margens cirúrgicas positivas, e presença de metástases à distância. O tratamento multimodal (cirurgia, radioterapia, quimioterapia) pode melhorar os desfechos, mas a qualidade de vida é frequentemente comprometida por sequelas funcionais.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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