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CID C11: Neoplasia maligna da nasofaringe

C110
Neoplasia maligna da parede superior da nasofaringe
C111
Neoplasia maligna da parede posterior da nasofaringe
C112
Neoplasia maligna da parede lateral da nasofaringe
C113
Neoplasia maligna da parede anterior da nasofaringe
C118
Neoplasia maligna da nasofaringe com lesão invasiva
C119
Neoplasia maligna da nasofaringe, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna da nasofaringe refere-se a um tumor cancerígeno originado no epitélio da nasofaringe, uma região anatômica localizada atrás da cavidade nasal e acima do palato mole. Esta condição é predominantemente associada ao carcinoma de nasofaringe (NPC), que representa a maioria dos casos e é classificado em subtipos histológicos, como o carcinoma de células escamosas queratinizante, não queratinizante e indiferenciado. O NPC é notável por sua forte associação com o vírus Epstein-Barr (EBV), fatores genéticos e exposições ambientais, como consumo de alimentos conservados em sal. Epidemiologicamente, apresenta alta incidência em regiões endêmicas, como o Sudeste Asiático, e é mais comum em homens, com pico de ocorrência entre 40 e 60 anos. Clinicamente, o tumor pode invadir estruturas adjacentes, como a base do crânio, e metastatizar precocemente para linfonodos cervicais, impactando significativamente a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes.

Descrição clínica

A neoplasia maligna da nasofaringe manifesta-se frequentemente com sintomas inespecíficos, como obstrução nasal unilateral, epistaxe, hipoacusia condutiva devido à disfunção da tuba auditiva, e massas cervicais por metástases linfonodais. Com a progressão, podem ocorrer sintomas neurológicos, como diplopia e neuralgias, decorrentes da invasão de nervos cranianos (e.g., nervos III, V, VI). A apresentação clínica varia conforme o estágio da doença, com casos avançados exibindo dor facial, cefaleia e perda de peso. A avaliação requer exame físico detalhado, incluindo nasofibroscopia, para identificar lesões massivas ou ulceradas na nasofaringe.

Quadro clínico

Os sintomas incluem obstrução nasal progressiva, epistaxe, otite média serosa, hipoacusia, massas cervicais indolores, diplopia, ptose, dor facial e cefaleia. Em fases avançadas, podem ocorrer perda de peso, fadiga e sinais de compressão de nervos cranianos. A tríade clássica de massa cervical, obstrução nasal e sintomas otológicos é sugestiva, mas não patognomônica.

Complicações possíveis

Invasão de base do crânio

Pode levar a paralisia de nervos cranianos, como III, IV, V, VI, causando diplopia e dor.

Metástases linfonodais cervicais

Causam massas cervicais, obstrução venosa e linfedema.

Metástases à distância

Comuns em pulmão, fígado e ossos, levando a insuficiência orgânica.

Obstrução das vias aéreas

Resulta em dispneia e necessidade de intervenções urgentes.

Complicações do tratamento

Incluem xerostomia, disfagia e fibrose por radioterapia.

Epidemiologia

A incidência é alta em regiões endêmicas como Sudeste Asiático (até 25/100.000), moderada no Norte da África e baixa em outras áreas (menos de 1/100.000). É mais comum em homens (razão 2-3:1) e em adultos de 40-60 anos. No Brasil, a incidência é baixa, com variações regionais.

Prognóstico

O prognóstico depende do estágio ao diagnóstico, com sobrevida em 5 anos variando de 90% em estágios iniciais a menos de 50% em avançados. Fatores favoráveis incluem baixo volume tumoral, ausência de metástases e resposta ao tratamento. Níveis elevados de DNA do EBV estão associados a pior prognóstico.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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