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CID B91: Seqüelas de poliomielite

B91
Seqüelas de poliomielite

Mais informações sobre o tema:

Definição

As sequelas de poliomielite referem-se às condições neurológicas e musculoesqueléticas persistentes que resultam de infecção prévia pelo poliovírus, tipicamente ocorrendo após a fase aguda da doença. A poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente o sistema nervoso central, levando à destruição de neurônios motores no corno anterior da medula espinhal e tronco encefálico, resultando em paralisia flácida assimétrica. As sequelas incluem fraqueza muscular, atrofia, deformidades articulares e, em alguns casos, síndrome pós-pólio, caracterizada por nova fraqueza, fadiga e dor décadas após a infecção inicial. Essas condições têm impacto significativo na qualidade de vida, mobilidade e funcionalidade, com prevalência variável dependendo da história epidemiológica da região, sendo mais comum em sobreviventes de surtos históricos.

Descrição clínica

As sequelas de poliomielite manifestam-se como déficits neurológicos residuais, incluindo paralisia flácida assimétrica, atrofia muscular, reflexos tendinosos profundos diminuídos ou ausentes, e deformidades osteoarticulares como pé equino, escoliose ou luxações. A síndrome pós-pólio pode surgir anos ou décadas após a infecção aguda, com sintomas como fraqueza muscular progressiva, fadiga severa, dor muscular e articular, e dificuldades respiratórias ou de deglutição em casos graves. A apresentação clínica é heterogênea, dependendo da extensão da lesão neuronal inicial, e pode envolver membros inferiores, superiores ou musculatura bulbar.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui fraqueza muscular assimétrica e persistente, atrofia muscular, reflexos profundos diminuídos ou ausentes, fasciculações e deformidades como pé equinovaro, escoliose ou discrepância no comprimento dos membros. Na síndrome pós-pólio, observa-se nova fraqueza, fadiga incapacitante, dor muscular e articular, intolerância ao frio, dificuldades respiratórias (em casos de envolvimento bulbar ou diafragmático) e distúrbios do sono. A evolução é geralmente estável, mas pode haver deterioração lenta, especialmente com o envelhecimento ou comorbidades.

Complicações possíveis

Deformidades osteoarticulares progressivas

Escoliose, pé equino, luxações articulares devido a desequilíbrios musculares e sobrecarga biomecânica.

Síndrome pós-pólio

Nova fraqueza muscular, fadiga severa e dor, impactando a funcionalidade e qualidade de vida.

Insuficiência respiratória

Resultante de fraqueza dos músculos respiratórios ou envolvimento bulbar, podendo necessitar de suporte ventilatório.

Dor crônica musculoesquelética

Dor articular e muscular devido a sobreuso, contraturas ou artrose secundária.

Quedas e fraturas

Aumento do risco devido a fraqueza muscular, desequilíbrio e deformidades.

Epidemiologia

A incidência de sequelas reflete a história de poliomielite; globalmente, milhões de sobreviventes têm sequelas, com maior prevalência em regiões com surtos históricos antes da vacinação. A erradicação da poliomielite selvagem reduziu novos casos, mas sequelas persistem em adultos mais velhos. No Brasil, casos são esporádicos, relacionados a surtos passados.

Prognóstico

O prognóstico é variável; muitas sequelas são estáveis, mas a síndrome pós-pólio pode levar a deterioração funcional lenta. A expectativa de vida é geralmente normal, exceto em casos com complicações respiratórias graves. Intervenções precoces de reabilitação podem melhorar a funcionalidade e qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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