Redação Sanar
CID B27: Mononucleose infecciosa
B270
Mononucleose pelo vírus herpes gama
B271
Mononucleose por citomegalovírus
B278
Outras mononucleoses infecciosas
B279
Mononucleose infecciosa não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A mononucleose infecciosa é uma doença viral aguda causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um membro da família Herpesviridae. Caracteriza-se pela tríade clássica de febre, faringite e linfadenopatia, frequentemente acompanhada por fadiga significativa, esplenomegalia e linfocitose atípica. O EBV infecta linfócitos B e células epiteliais da orofaringe, desencadeando uma resposta imune mediada por linfócitos T citotóxicos, que é responsável pela maioria dos sintomas clínicos. A doença é mais comum em adolescentes e adultos jovens, com transmissão ocorrendo principalmente através da saliva, sendo conhecida como 'doença do beijo'. Embora geralmente autolimitada, pode evoluir com complicações em indivíduos imunocomprometidos ou em casos raros.
Descrição clínica
A mononucleose infecciosa apresenta um quadro clínico variável, com início insidioso de mal-estar, fadiga, cefaleia e mialgias, seguido por febre (geralmente entre 38-40°C), faringite exsudativa e linfadenopatia cervical posterior simétrica. A esplenomegalia está presente em cerca de 50% dos casos e pode predispor a ruptura esplênica. Outros achados incluem hepatomegalia, exantema maculopapular (especialmente se aminopenicilinas são administradas), e raramente envolvimento do sistema nervoso central ou cardíaco. A duração dos sintomas é tipicamente de 2 a 4 semanas, mas a fadiga pode persistir por meses.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui febre, faringite exsudativa, linfadenopatia cervical (especialmente posterior), fadiga intensa, esplenomegalia, hepatomegalia e, ocasionalmente, exantema. Sintomas menos comuns são cefaleia, mialgias, anorexia e icterícia (devido à hepatite). Em crianças, a apresentação pode ser mais leve ou assintomática, enquanto em adultos acima de 40 anos, os sintomas são frequentemente atípicos, com pouca febre e mais proeminência de fadiga e hepatite.
Complicações possíveis
Ruptura esplênica
Complicação rara mas grave, geralmente espontânea, devido à esplenomegalia; requer intervenção cirúrgica urgente.
Hepatite
Elevação de transaminases e bilirrubina, podendo evoluir para icterícia; geralmente autolimitada.
Anemia hemolítica autoimune
Devido à produção de autoanticorpos contra eritrócitos, causando anemia.
Trombocitopenia
Redução na contagem de plaquetas, podendo levar a sangramentos.
Complicações neurológicas
Incluem meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré ou neurite óptica.
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Epidemiologia
A mononucleose infecciosa tem distribuição mundial, com maior incidência em adolescentes e adultos jovens (15-25 anos). A soroprevalência para EBV é alta, atingindo mais de 90% em adultos. A transmissão ocorre principalmente por contato com saliva infectada, com picos em ambientes fechados como escolas e quartéis. Não há sazonalidade definida. No Brasil, é uma causa comum de síndrome febril em jovens.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente favorável, com resolução espontânea em 2-4 semanas na maioria dos casos. A fadiga pode persistir por vários meses em até 10% dos pacientes. Complicações graves são raras, mas a ruptura esplênica tem mortalidade significativa se não tratada rapidamente. Em imunocomprometidos, a infecção pode evoluir para doenças linfoproliferativas.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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