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CID A98: Outras febres hemorrágicas por vírus, não classificadas em outra parte

A980
Febre hemorrágica da Criméia (do Congo)
A981
Febre hemorrágica de Omsk
A982
Doença da floresta de Kyasanur
A983
Doença de Marburg
A984
Doença pelo vírus Ebola
A985
Febre hemorrágica com síndrome renal
A988
Outras febres hemorrágicas especificadas por vírus

Mais informações sobre o tema:

Definição

As outras febres hemorrágicas virais, não classificadas em outra parte, referem-se a um grupo de doenças infecciosas agudas causadas por vírus que não se enquadram em categorias específicas do CID-10, como febre hemorrágica da dengue (A91) ou febre hemorrágica com síndrome renal (A98.5). Essas condições são caracterizadas por manifestações clínicas que incluem febre, mialgia, cefaleia e sinais hemorrágicos, podendo evoluir para complicações graves como choque e falência de múltiplos órgãos. A fisiopatologia envolve dano vascular direto ou mediado por resposta imune, com aumento da permeabilidade capilar e distúrbios da coagulação. Epidemiologicamente, são mais prevalentes em regiões tropicais e subtropicais, com transmissão variando conforme o agente viral, incluindo vetores como mosquitos ou contato com reservatórios animais, e apresentam impacto significativo na saúde pública devido ao potencial de surtos e alta letalidade.

Descrição clínica

As outras febres hemorrágicas virais manifestam-se tipicamente com início súbito de febre alta, acompanhada de sintomas constitucionais como mal-estar, fadiga, mialgia e cefaleia. Progressivamente, podem surgir manifestações hemorrágicas, como petéquias, equimoses, epistaxe, gengivorragia, hematêmese ou melena, resultantes de trombocitopenia, coagulopatia e aumento da fragilidade vascular. Em casos graves, observa-se hipotensão, taquicardia, e sinais de extravasamento vascular, podendo evoluir para choque, insuficiência renal aguda, e encefalopatia. O curso clínico é variável, dependendo do agente viral específico, com duração de dias a semanas, e requer monitorização intensiva para detecção precoce de complicações.

Quadro clínico

O quadro clínico inicia com fase prodrômica de 2-7 dias, caracterizada por febre alta (acima de 38,5°C), calafrios, cefaleia intensa, mialgia, artralgia e conjuntivite. Segue-se a fase crítica, com aparecimento de sinais hemorrágicos como petéquias, equimoses, sangramento mucocutâneo, e em casos graves, hemorragias gastrointestinais ou intracranianas. Sintomas adicionais incluem náuseas, vômitos, dor abdominal e hepatomegalia. A progressão pode levar a instabilidade hemodinâmica, com taquicardia, hipotensão, oligúria e alterações do nível de consciência, indicando choque ou encefalopatia. A resolução, se ocorrer, é gradual, com convalescença prolongada e possíveis sequelas como astenia persistente.

Complicações possíveis

Choque hipovolêmico

Resulta do extravasamento vascular maciço, levando a hipotensão refratária e falência circulatória.

Coagulação intravascular disseminada (CID)

Consumo de plaquetas e fatores de coagulação, com sangramento e trombose generalizados.

Insuficiência renal aguda

Causada por hipoperfusão, necrose tubular ou deposição de imunocomplexos.

Hemorragia intracraniana

Sangramento no sistema nervoso central, podendo levar a déficit neurológico ou óbito.

Falência hepática

Necrose hepatocelular massiva, com icterícia e encefalopatia hepática.

Epidemiologia

As outras febres hemorrágicas virais ocorrem predominantemente em regiões tropicais e subtropicais, como partes da África, Ásia e Américas, com incidência variável conforme o agente e fatores ambientais. São mais comuns em áreas rurais ou de floresta, com transmissão sazonal relacionada a vetores artrópodes. Grupos de risco incluem agricultores, caçadores e viajantes para áreas endêmicas. Dados da OMS indicam surtos esporádicos, com subnotificação frequente devido à falta de diagnóstico específico.

Prognóstico

O prognóstico é variável, dependendo do agente viral, rapidez do diagnóstico e acesso a cuidados intensivos. A letalidade pode atingir 50% em casos não tratados, com pior evolução em idosos, imunossuprimidos e na presença de comorbidades. Com suporte adequado, a sobrevida melhora significativamente, mas sequelas como insuficiência renal crônica ou déficits neurológicos podem persistir. Fatores de mau prognóstico incluem choque precoce, sangramento grave e elevação marcante de transaminases.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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