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CID A15: Tuberculose respiratória, com confirmação bacteriológica e histológica

A150
Tuberculose pulmonar, com confirmação por exame microscópico da expectoração, com ou sem cultura
A151
Tuberculose pulmonar, com confirmação somente por cultura
A152
Tuberculose pulmonar, com confirmação histológica
A153
Tuberculose pulmonar, com confirmação por meio não especificado
A154
Tuberculose dos gânglios intratorácicos, com confirmação bacteriológica e histológica
A155
Tuberculose da laringe, da traquéia e dos brônquios, com confirmação bacteriológica e histológica
A156
Pleuris tuberculoso, com confirmação bacteriológica e histológica
A157
Tuberculose primária das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica
A158
Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica
A159
Tuberculose não especificada das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica

Mais informações sobre o tema:

Definição

A tuberculose respiratória é uma doença infecciosa causada pelo complexo Mycobacterium tuberculosis, que afeta primariamente os pulmões, mas pode disseminar-se para outros órgãos. Esta condição é caracterizada por uma resposta inflamatória granulomatosa, resultando em necrose caseosa e formação de cavitações. A confirmação bacteriológica e histológica é essencial para o diagnóstico definitivo, envolvendo a identificação do bacilo em esfregaços ou culturas de escarro e a demonstração de granulomas caseosos em biópsias teciduais. A tuberculose respiratória representa um significativo problema de saúde pública global, com alta morbimortalidade, especialmente em populações imunocomprometidas, e requer vigilância epidemiológica rigorosa devido ao seu potencial de transmissão.

Descrição clínica

A tuberculose respiratória manifesta-se com sintomas constitucionais como febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso e astenia, associados a sintomas respiratórios como tosse produtiva ou não, hemoptise, dor torácica e dispneia. A evolução pode ser insidiosa, com agravamento progressivo, e em casos avançados, observam-se sinais de consolidação pulmonar ou cavitações. A confirmação requer evidência microbiológica ou histopatológica, sendo crucial para diferenciar de outras patologias pulmonares.

Quadro clínico

O quadro clínico varia de assintomático a grave, com sintomas constitucionais (febre, sudorese, emagrecimento) e respiratórios (tosse persistente por mais de três semanas, expectoração, hemoptise, dor torácica, dispneia). Em formas avançadas, podem ocorrer sinais de consolidação pulmonar, derrame pleural ou disseminação miliar. A apresentação pode ser atípica em idosos ou imunocomprometidos, com sintomas inespecíficos.

Complicações possíveis

Hemoptise maciça

Sangramento pulmonar grave devido à erosão de vasos em cavitações, podendo levar a choque hipovolêmico e óbito.

Insuficiência respiratória

Comprometimento da troca gasosa por destruição parenquimatosa extensa ou disseminação miliar, requerendo suporte ventilatório.

Empiema pleural

Acúmulo de pus na cavidade pleural, resultante de disseminação direta, necessitando de drenagem e antibioticoterapia prolongada.

Tuberculose miliar

Disseminação hematogênica com envolvimento multiorgânico, associada a alta mortalidade se não tratada precocemente.

Fibrose pulmonar

Sequela crônica com perda de função pulmonar devido à cicatrização extensa, levando a dispneia persistente.

Epidemiologia

A tuberculose é uma das principais causas de morte por doença infecciosa no mundo, com estimativa de 10 milhões de novos casos anuais e 1,5 milhões de óbitos em 2022 (OMS). No Brasil, a incidência é de aproximadamente 30 casos por 100.000 habitantes, com maior prevalência em regiões socioeconomicamente desfavorecidas, populações indígenas, privadas de liberdade e pessoas vivendo com HIV. A confirmação bacteriológica e histológica é crucial para vigilância e controle, representando a maioria dos casos notificados.

Prognóstico

O prognóstico da tuberculose respiratória é geralmente bom com tratamento adequado e precoce, com taxas de cura superiores a 85%. Fatores de pior prognóstico incluem diagnóstico tardio, comorbidades (ex.: HIV, diabetes), resistência a drogas e adesão inadequada ao tratamento. Complicações como disseminação miliar ou insuficiência respiratória aumentam a mortalidade. O seguimento pós-tratamento é essencial para detectar recidivas, que ocorrem em até 5% dos casos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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